terça-feira, 29 de setembro de 2026
LULA DA FONTE PRESTIGIA NOITE GOSPEL DO IGARAFEST AO LADO DA PREFEITA ELCIONE E DE CÉSAR RAMOS
EDUARDO DA FONTE REFORÇA TRAJETÓRIA DE DIÁLOGO E PROXIMIDADE COM OS CRISTÃOS DE PERNAMBUCO AO LADO DE PRISCILA KRAUSE, EDILSON TAVARES E IRMÃ JANE
EDUARDO DA FONTE CRESCE NA RETA FINAL E MEXE NO TABULEIRO DA DISPUTA PELO SENADO
A reta final da eleição para o Senado em Pernambuco ganhou um novo movimento e o nome de Eduardo da Fonte (PP) aparece no centro da mudança. A mais recente pesquisa Real Time Big Data mostra o candidato avançando de 13% para 15% das intenções de voto, enquanto outros nomes que estão à frente registraram estabilidade ou recuo. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (28) e coloca ainda mais combustível em uma disputa que chega aos últimos dias sem uma definição matemática das duas vagas que estarão em jogo.
No cenário apresentado pela pesquisa, Marília Arraes aparece com 25%, Humberto Costa e Mendonça Filho têm 20% cada, Eduardo da Fonte chega aos 15% e Túlio Gadêlha registra 7%. Como Pernambuco elegerá dois senadores, a leitura da corrida é diferente de uma eleição para uma única cadeira. O eleitor poderá escolher dois nomes, fazendo com que o chamado segundo voto tenha papel importante na composição do resultado.
O dado que chama atenção para Eduardo da Fonte é justamente a trajetória apresentada entre os levantamentos. O candidato saiu de 13% para 15%, enquanto Marília Arraes caiu de 27% para 25%, Mendonça Filho passou de 21% para 20% e Túlio Gadêlha recuou de 11% para 7%. Humberto Costa permaneceu com 20%. Na fotografia atual do Real Time, Eduardo reduziu a distância para os três nomes que aparecem à sua frente.
Na pesquisa anterior, Eduardo estava oito pontos atrás de Mendonça Filho. Agora, a diferença caiu para cinco pontos. Em relação a Humberto Costa, a distância também diminuiu, passando de sete para cinco pontos. Já para Marília Arraes, a diferença passou de 14 para dez pontos percentuais.
O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 26 de setembro com 1.600 eleitores de Pernambuco. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-06087/2026.
O movimento de Eduardo da Fonte ganha relevância quando colocado lado a lado com outras pesquisas divulgadas nos últimos dias. O Datafolha, realizado entre 22 e 24 de setembro, apontou Marília Arraes com 19%, Humberto Costa com 17%, Mendonça Filho com 13% e Eduardo da Fonte com 10%. Na Quaest divulgada em 23 de setembro, Marília apareceu com 18%, Humberto com 14%, Mendonça com 10% e Eduardo com 8%.
Já a pesquisa Folha/IPESPE divulgada nesta segunda-feira (28) apresentou outro retrato da disputa. Marília Arraes apareceu com 24% na primeira escolha, Humberto Costa com 18%, Mendonça Filho com 16% e Eduardo da Fonte com 8%. No segundo voto, Eduardo alcançou 11%, empatado numericamente com Mendonça Filho. No agregado das duas escolhas, Eduardo ficou com 10%.
É justamente aí que a eleição para o Senado começa a ganhar contornos próprios. O eleitor pernambucano terá dois votos e não necessariamente concentrará suas escolhas em uma mesma chapa ou grupo político. Um candidato pode aparecer atrás na primeira preferência e, ao mesmo tempo, conquistar espaço na segunda escolha de uma parcela significativa do eleitorado.
O próprio levantamento do IPESPE mostra o tamanho desse espaço ainda aberto. Na segunda escolha, 20% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 22% disseram não saber em quem votar. São percentuais que demonstram que ainda existe uma parcela expressiva do eleitorado que pode mudar a composição da disputa até o dia da votação.
Para Eduardo da Fonte, o dado mais recente do Real Time funciona como um sinal de crescimento justamente quando a campanha entra nos últimos dias. O candidato ainda aparece atrás de Marília Arraes, Humberto Costa e Mendonça Filho, mas diminuiu a distância para os três em relação ao levantamento anterior.
A disputa, portanto, chega à sua fase decisiva com um cenário de forte movimentação entre os candidatos. A fotografia das pesquisas não representa o resultado das urnas, mas revela que a corrida pelas duas cadeiras continua sofrendo alterações na reta final.
Eduardo da Fonte tenta agora transformar os 15% registrados no Real Time em uma tendência de crescimento capaz de alterar o desenho da disputa. Com poucos dias pela frente e dois votos disponíveis para cada eleitor, o segundo voto e a transferência de escolhas entre os candidatos podem ser determinantes para a formação do resultado final.
No tabuleiro do Senado pernambucano, a corrida ainda está aberta e Eduardo da Fonte acaba de mostrar que pretende chegar à última curva da eleição disputando espaço onde, até pouco tempo atrás, a distância parecia maior.
DEBATE NA GLOBO COLOCA RAQUEL, JOÃO E IVAN FRENTE A FRENTE NA RETA FINAL DA ELEIÇÃO EM PERNAMBUCO
Os olhares da política pernambucana estarão voltados para a tela da Rede Globo na noite desta terça-feira. A partir das 22h, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) estarão frente a frente no debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco.
Com a eleição entrando na reta decisiva, o encontro ganha peso político e deve ser acompanhado de perto por candidatos, prefeitos, lideranças, aliados e, principalmente, pelo eleitor que ainda está avaliando os nomes que disputam o Palácio do Campo das Princesas.
O debate acontece em um momento de forte movimentação nos bastidores da política estadual. Raquel Lyra chega ao confronto sustentando uma agenda de ações do governo e uma aprovação que vem aparecendo como um dos principais ativos de sua campanha. João Campos, por sua vez, tenta transformar a força política construída no Recife e o apoio do campo liderado pelo PSB em combustível para a disputa estadual.
Ivan Moraes entra no debate buscando espaço no confronto direto entre os dois principais polos da eleição e deve utilizar o tempo de televisão para apresentar suas posições e fazer críticas aos adversários.
A expectativa está justamente no confronto entre os candidatos. Perguntas diretas, direito de resposta, propostas e ataques devem transformar o estúdio da Globo em mais um dos principais palcos desta eleição.
Para Raquel e João, o debate representa uma oportunidade de falar diretamente com um eleitorado que vai muito além das mobilizações de rua e das redes sociais. Para Ivan, é uma vitrine importante para ampliar sua presença no debate eleitoral.
Na reta final, cada frase pode ganhar repercussão nas redes sociais, cada resposta pode virar munição para os adversários e cada momento de tensão pode continuar circulando muito depois que as câmeras forem desligadas.
O debate começa às 22h.
E, a partir daí, Pernambuco vai acompanhar quem vai para o confronto, quem vai para a proposta e quem vai conseguir transformar os minutos de televisão em discurso para os últimos dias de campanha
TRE GARANTE DIREITO DE RESPOSTA A RAQUEL LYRA, E JOÃO CAMPOS PERDE 210 INSERÇÕES DE RÁDIO E TV
O Tribunal formou maioria e acatou o recurso apresentado pela Coligação Pernambuco de Coração e pela governadora Raquel Lyra. A campanha de oposição vinculou propagandas informando de maneira descontextualizada que o salário recebido por Raquel Lyra correspondente ao cargo de procuradora do Estado seria inconstitucional. A peça também chegou a divulgar que a governadora declarou apenas R$ 1,00 em conta corrente, o que não corresponde com a verdade dos fatos.
De acordo com a decisão, a campanha de Raquel terá direito a 210 inserções, com duração de 30 segundos de resposta, totalizando 105 minutos durante o horário eleitoral da coligação Frente Popular de Pernambuco. A decisão também manteve o direito de resposta de um minuto referente ao programa em bloco exibido em 11 de setembro.
Fotos: Yacy Ribeiro
QUEM VIVEU A REDEMOCRATIZAÇÃO AINDA TEM VOZ NAS URNAS
Pernambuco tem mais de 723 mil eleitoras e eleitores com mais de 70 anos, que representam 10,01% do eleitorado do Estado
Aos 70 anos, uma mudança na legislação eleitoral altera a relação do cidadão com as urnas: o voto deixa de ser obrigatório e passa a ser facultativo. O direito de votar, no entanto, permanece. Em Pernambuco, 723.272 eleitoras e eleitores têm 70 anos ou mais, o equivalente a 10,01% do eleitorado estadual, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para as Eleições 2026.
São 494.716 pessoas entre 70 e 79 anos e outras 228.556 com 80 anos ou mais. Juntos, esses eleitores representam uma parcela expressiva da população pernambucana apta a participar das eleições, mesmo que, a partir dos 70, o comparecimento às urnas não seja mais obrigatório.
Para o candidato a deputado federal Maurício Rands, a discussão ultrapassa a questão da obrigatoriedade. Aos 65 anos, o recifense também faz parte de uma geração que acompanhou transformações importantes da história política brasileira e defende a permanência dos mais velhos no espaço de participação cidadã.
“Mais do que uma questão de obrigatoriedade, o voto representa uma forma de participação na vida pública. Essa é uma geração que viveu o período da ditadura militar, acompanhou o processo de redemocratização, a campanha pelas Diretas Já e a Constituição de 1988”, afirma Maurício Rands.
É também uma geração cuja experiência atravessa diferentes momentos da democracia brasileira. “Manter esse público próximo das decisões políticas significa reconhecer a importância de quem acumulou décadas de experiência e participação na sociedade”, acrescenta.
A Justiça Eleitoral também estabelece mecanismos de prioridade para o eleitorado idoso. Pessoas com 60 anos ou mais têm atendimento prioritário nos locais de votação, enquanto eleitores com mais de 80 anos têm prioridade absoluta na fila. Há ainda recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.