quinta-feira, 8 de outubro de 2026

AUGUSTO CURY DECLARA APOIO A FLÁVIO BOLSONARO E AMPLIA ARTICULAÇÃO DA DIREITA NO SEGUNDO TURNO

O escritor e ex-candidato à Presidência ficou em terceiro lugar na primeira etapa da eleição e anunciou adesão após reunião com o candidato do PL. Zema, Caiado e Clariana também já manifestaram apoio.

A disputa presidencial ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (8). Augusto Cury, escritor e ex-candidato à Presidência da República pelo Avante, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição, marcado para o próximo dia 25 de outubro.

A decisão foi tomada após uma conversa de mais de uma hora entre os dois. Segundo as informações divulgadas, Cury também assinou uma carta de compromissos apresentada por Flávio, formalizando a adesão à candidatura do senador.

Terceiro colocado no primeiro turno, Cury passa agora a integrar o grupo de lideranças que decidiram apoiar o candidato do PL na etapa decisiva da disputa. A movimentação reforça a tentativa de Flávio de ampliar sua base política para além dos eleitores que já estavam alinhados ao bolsonarismo.

A FILA DE APOIOS AUMENTA

Antes de Augusto Cury, outros nomes que participaram do cenário político nacional já haviam declarado apoio a Flávio Bolsonaro. Entre eles estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Clariana Barão (DC).

As adesões colocam em evidência a articulação em torno do candidato do PL e mostram que a disputa pelo Palácio do Planalto também passa pela capacidade de reunir lideranças de diferentes partidos e correntes políticas.

O desafio de Flávio será transformar esses apoios políticos em votos nas urnas. Em um segundo turno, declarações públicas e alianças podem ampliar o alcance de uma candidatura, mas o resultado dependerá da capacidade de conquistar eleitores que ainda não definiram sua escolha.

O PESO DO SOBRENOME BOLSONARO

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio carrega uma herança política que mobiliza uma parcela expressiva do eleitorado brasileiro e, ao mesmo tempo, mantém a polarização no centro da campanha.

Com novas adesões, o candidato tenta consolidar sua posição na reta final da eleição. A entrada de Augusto Cury acrescenta mais um nome à sua rede de apoiadores e amplia o movimento de aproximação de lideranças que disputaram o primeiro turno.

A eleição presidencial entra, assim, em uma fase em que cada apoio tem valor estratégico. Resta saber quanto dessas alianças será convertido em votos no dia 25 de outubro.

Blog do Edney — a notícia verdade.

MARÍLIA ARRAES DESISTE DE CONVERSAR COM RAQUEL POR APOIO A LULA: “ELA JÁ DECIDIU FICAR NEUTRA”

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) jogou a toalha. Depois de admitir que pretendia conversar com a governadora Raquel Lyra (PSD) sobre um possível apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, Marília afirmou que desistiu da tentativa diante das declarações mais recentes da governadora.

Segundo Marília, Raquel deixou claro que pretende manter a mesma postura adotada desde 2022: não subir no palanque de nenhum candidato à Presidência da República. A governadora tem repetido que seguirá uma posição de neutralidade e que não pretende transformar o Palácio do Campo das Princesas em extensão de campanha presidencial.

A decisão de Marília mostra que a expectativa de uma aproximação entre o grupo de Lula e Raquel perdeu força. A senadora eleita avaliava que uma manifestação da governadora em favor do presidente poderia ter peso político em Pernambuco, especialmente depois da vitória de Raquel sobre João Campos (PSB) na disputa pelo Governo do Estado.

O problema é que Raquel parece ter escolhido outro caminho. Vitoriosa nas urnas e com o segundo mandato garantido, a governadora vem evitando amarras nacionais e sinalizando que pretende preservar sua autonomia política para os próximos quatro anos.

Na prática, Raquel não precisa mais entrar na briga presidencial para provar força. Sua vitória sobre João Campos reposicionou o grupo político do PSD no Estado e deixou a governadora em uma situação bastante confortável para administrar os próprios interesses, sem necessariamente carregar o peso de uma escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Marília, por sua vez, já assumiu lado. Reeleita para o Senado, a pedetista está no campo de apoio a Lula e participa da movimentação da esquerda para o segundo turno. A tentativa de conquistar Raquel seria, portanto, uma jogada política para ampliar o palanque do presidente em Pernambuco.

Mas a resposta da governadora parece ter sido dada antes mesmo de qualquer conversa mais aprofundada: neutralidade.

E tem um detalhe importante nessa história. Raquel derrotou João Campos justamente em uma eleição marcada pela disputa entre dois projetos políticos diferentes para Pernambuco. Agora, enquanto aliados de Lula tentam reorganizar o palanque presidencial no Estado, a governadora prefere não se colocar debaixo de nenhum dos dois guarda-chuvas.

Marília desistiu de procurar Raquel. Resta saber se, até o dia da votação, a neutralidade da governadora continuará sendo suficiente para acomodar todos os interesses políticos que já começam a se movimentar em torno de 2027.

DATAFOLHA ACENDE ALERTA NO PLANALTO: FLÁVIO BOLSONARO ABRE VANTAGEM SOBRE LULA NO SEGUNDO TURNO

Primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno coloca o senador do PL na dianteira e aumenta a pressão sobre o presidente; rejeição dos dois candidatos mostra que a batalha eleitoral está longe de terminar.

A corrida pelo Palácio do Planalto ganhou um novo ingrediente nesta quinta-feira (8). A primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno aponta Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicando que a disputa presidencial começa sua etapa decisiva com um cenário de preocupação para o campo governista.

Nos votos válidos, Flávio aparece com 52%, contra 48% de Lula. A diferença de quatro pontos percentuais coloca o senador em posição favorável neste início de campanha, mas ainda mantém a eleição em aberto. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e os próximos dias serão fundamentais para definir se a vantagem oposicionista vai crescer ou se o presidente conseguirá reagir.

O levantamento mostra que a eleição não se resume à força política de quem ocupa a Presidência da República. Mesmo com a estrutura do governo e a experiência acumulada em disputas nacionais, Lula começa a fase final diante de um adversário que demonstrou competitividade nas urnas e agora tenta transformar esse desempenho em vitória definitiva.

A VANTAGEM QUE MUDA O AMBIENTE POLÍTICO

O resultado do Datafolha oferece a Flávio Bolsonaro um importante instrumento político. Além de aparecer à frente na pesquisa, o senador chega ao segundo turno depois de superar Lula na votação válida do primeiro turno. Essa combinação fortalece a narrativa de que a oposição tem condições concretas de conquistar o comando do país.

Para o PL, o desafio agora será ampliar a base eleitoral sem perder o apoio já consolidado. Flávio precisará atrair eleitores que escolheram outros candidatos, conquistar os indecisos e transformar a vantagem inicial em uma maioria capaz de resistir às movimentações das próximas semanas.

Do lado de Lula, o cenário exige reação. O presidente precisa impedir que a liderança de Flávio se transforme em percepção de favoritismo irreversível. Em uma eleição polarizada, a disputa por cada segmento do eleitorado ganha importância, e a capacidade de mobilização pode fazer a diferença.

REJEIÇÃO MOSTRA QUE NINGUÉM TEM CAMINHO FÁCIL

A pesquisa também revela uma disputa marcada pela resistência aos dois candidatos. Segundo os números divulgados, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 43% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

Os índices ajudam a explicar por que a eleição permanece competitiva. Os dois candidatos possuem bases expressivas, mas também enfrentam dificuldades para conquistar a confiança de eleitores que não se identificam plenamente com nenhum dos lados.

A rejeição maior de Lula representa um sinal de atenção para o Palácio do Planalto. Entretanto, não significa que todos esses eleitores migrarão automaticamente para Flávio. O desafio das campanhas será convencer, mobilizar e reduzir as resistências em um ambiente de forte polarização política.

ANÁLISE: O PRIMEIRO RECADO FOI DADO, MAS A ELEIÇÃO NÃO ESTÁ DECIDIDA

O dado mais relevante desta primeira rodada do Datafolha é a combinação entre a vantagem de Flávio e a necessidade de reação de Lula. O senador começa o segundo turno com um argumento eleitoral poderoso, enquanto o presidente precisa demonstrar que ainda possui capacidade de reorganizar sua campanha e recuperar terreno.

A disputa também será influenciada pelas alianças, pelos apoios políticos e pela transferência de votos dos candidatos que ficaram pelo caminho. Nesse cenário, cada declaração, adesão e movimento de campanha poderá repercutir sobre uma eleição que promete mobilizar o país até o último dia.

A margem de erro de dois pontos percentuais recomenda cautela na interpretação dos números. A diferença registrada é um sinal favorável a Flávio, mas não permite tratar o resultado como definido. Pesquisa eleitoral é um retrato de determinado momento, e a campanha ainda terá espaço para mudanças.

O fato político, contudo, é claro: Lula não começa o segundo turno em situação confortável. Flávio Bolsonaro assume a dianteira no primeiro levantamento desta nova etapa e ganha fôlego para intensificar a ofensiva contra o governo.

Até 25 de outubro, a pergunta que movimentará Brasília será se o presidente conseguirá reverter o cenário ou se o senador do PL transformará a vantagem inicial em uma vitória nas urnas. Por enquanto, o Datafolha coloca a oposição em posição de ataque e o Planalto sob pressão.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

ROSA AMORIM VAI A BRASÍLIA E JÁ ENTRA NO JOGO DO PT PARA O 2º TURNO

A deputada federal eleita Rosa Amorim (PT-PE), que saiu das urnas como a mais votada do PT em Pernambuco, com mais de 144 mil votos, desembarca nesta quarta-feira (7) em Brasília para participar diretamente das articulações petistas para o segundo turno da eleição presidencial.

O resultado expressivo nas urnas colocou Rosa em uma posição de destaque dentro da nova bancada do partido e, agora, a parlamentar eleita começa a ser chamada para as discussões estratégicas que vão definir os próximos passos do PT na reta decisiva da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Pela manhã, às 9h, Rosa participa da reunião conjunta das bancadas do PT na Câmara e no Senado. O encontro reúne parlamentares atuais e os que foram eleitos para a próxima legislatura, numa demonstração de força e organização do partido para o segundo turno.

À tarde, às 15h, o compromisso ganha ainda mais peso. Rosa estará ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma reunião com jovens eleitos pelo PT, entre eles Ana Elisa (PT-MG) e Pedro Rousseff (PT-MG).

A conversa deverá colocar na mesa um dos principais desafios da campanha petista neste segundo turno: como falar com o eleitor jovem e ampliar a presença de Lula nas redes sociais.

A nova geração do PT deve apresentar sugestões para a campanha, discutir estratégias de mobilização e defender uma comunicação mais direta, rápida e adaptada ao ambiente digital. A ideia é aproximar o discurso do partido de um eleitorado que, em boa parte, já não responde às velhas fórmulas de comunicação política.

Para Rosa Amorim, a agenda em Brasília representa também o início de uma nova fase. Eleita com uma votação robusta em Pernambuco, a petista deixa de ser apenas uma liderança estadual em ascensão e passa a integrar o grupo de novos parlamentares que o partido pretende utilizar como força política e de comunicação nos próximos anos.

O tamanho da votação também fala por si. Mais de 144 mil pernambucanos colocaram Rosa no topo da votação petista no Estado, dando à deputada eleita capital eleitoral para participar das decisões e das disputas internas que naturalmente virão pela frente.

Agora, antes mesmo de assumir o mandato, Rosa já entra em campo para ajudar Lula na batalha do segundo turno. E, dentro do PT, a mensagem das urnas foi clara: a nova geração quer espaço — e Rosa Amorim chegou a Brasília com voto suficiente para ser ouvida.

Por Blog do Edney

NA LUPA 🔎: ZECA AMPLIA FORÇA POLÍTICA E EMPOSSA NOVO CAPÍTULO NA CÂMARA DE ARCOVERDE

Prefeito chega ao pós-eleição com Raquel Lyra reeleita e dois aliados eleitos para a Alepe e Câmara Federal; agora, grupo também terá aliado no comando da Casa James Pacheco

Se alguém ainda tinha dúvida sobre o tamanho do capital político acumulado por Zeca Cavalcanti em Arcoverde, os últimos dias trataram de responder. Depois de uma eleição estadual em que o prefeito conseguiu entregar resultados importantes para seu grupo, a política local ganhou mais um capítulo: Paulinho Galindo foi eleito por unanimidade presidente da Câmara Municipal de Arcoverde para o biênio 2027-2028.

E aqui está o detalhe que interessa aos bastidores: Paulinho não chega à presidência por acaso. A candidatura foi construída ao longo dos últimos meses, com participação de vereadores e apoio institucional do prefeito Zeca Cavalcanti, segundo relatos publicados após a eleição. A votação aconteceu na segunda-feira (5), com chapa única aprovada por todos os parlamentares presentes.

A nova Mesa Diretora terá Paulinho Galindo na presidência, Luiza Margarida como primeira vice-presidente, Wellington Siqueira como segundo vice-presidente, João Marcos como primeiro-secretário e Rodrigo Roa como segundo-secretário. O grupo assume oficialmente em janeiro de 2027 e ficará à frente da Casa James Pacheco durante todo o biênio.

Mas o simbolismo político vai além da própria eleição.

Zeca chega ao pós-eleição com três resultados que fortalecem sua posição.

A governadora Raquel Lyra foi reeleita. Gustavo Gouveia foi eleito deputado estadual. Marcelo Gouveia conquistou uma cadeira na Câmara Federal. E agora, dentro de casa, um vereador integrante da base do prefeito assume o comando do Legislativo municipal.

Não é pouca coisa.

Durante a campanha, Zeca colocou sua estrutura política na rua para defender a reeleição de Raquel e as candidaturas dos irmãos Gouveia. O grupo realizou caminhadas, atos públicos e mobilizações em diferentes regiões de Arcoverde, deixando claro que a eleição de 2026 também seria um teste para a força política do prefeito.

O resultado veio.

Em Arcoverde, Raquel Lyra terminou o primeiro turno com 19.494 votos, o equivalente a 51,32%, contra 17.889 votos de João Campos, que ficou com 47,10%. No plano estadual, Raquel acabou reeleita com 53,27% dos votos válidos. Gustavo Gouveia terminou a disputa estadual com 67.605 votos e Marcelo Gouveia alcançou 182.812 votos, garantindo representação de Arcoverde e da região na Alepe e na Câmara Federal.

É justamente aí que entra a leitura da Política na Lupa.

Zeca não está apenas comemorando vitórias eleitorais. Está começando a montar o cenário político para a segunda metade do seu mandato.

Com Gustavo Gouveia na Assembleia Legislativa e Marcelo Gouveia em Brasília, o prefeito passa a contar com dois canais institucionais importantes para buscar recursos, obras e investimentos para Arcoverde. O próprio gestor destacou, após o resultado das urnas, que os dois parlamentares poderão ampliar a capacidade de articulação do município.

Agora, com Paulinho Galindo no comando da Câmara, o desenho fica ainda mais interessante.

A presidência do Legislativo não significa submissão ao Executivo — e nem deveria. Câmara e Prefeitura têm funções distintas e precisam preservar sua autonomia. Mas politicamente é evidente que uma presidência construída com apoio do governo municipal tende a abrir um ambiente de diálogo muito diferente daquele vivido em momentos de maior tensão entre os dois poderes.

Paulinho, inclusive, adotou discurso de união após a eleição. O vereador afirmou que pretende conduzir a Câmara com diálogo, respeito, transparência e responsabilidade, além de dar continuidade a iniciativas desenvolvidas pela atual gestão da Casa.

E tem outro detalhe que não pode passar despercebido.

Paulinho vai comandar a Câmara justamente no ano do centenário de Arcoverde.

O município completa 100 anos de emancipação política em 2028, fazendo com que o biênio da nova Mesa Diretora tenha um peso simbólico especial. A presidência da Casa James Pacheco estará no centro das discussões políticas e institucionais de um dos momentos mais importantes da história recente do município.

Paulinho também não é um novato na política arcoverdense. Está em seu segundo mandato como vereador. Foi o mais votado para a Câmara em 2012, com 2.137 votos, ficou fora do Legislativo em 2016 e retornou nas eleições de 2024 pelo Progressistas. Atualmente, também preside o diretório municipal do PP em Arcoverde.

A escolha por unanimidade também merece atenção.

Em política, unanimidade raramente aparece por acidente. Quando uma chapa única recebe o voto de todos os vereadores presentes, existe, no mínimo, uma construção política suficientemente ampla para evitar uma disputa aberta pela presidência.

E esse talvez seja o principal recado deixado pela eleição de Paulinho: o grupo de Zeca chega ao pós-eleição com capacidade de articulação dentro e fora da Câmara.

O prefeito recebeu o presidente eleito nesta quarta-feira, ao lado do vice-prefeito e secretário de Governo, Siqueirinha. O encontro reforçou a disposição de manter uma relação institucional baseada no diálogo entre Prefeitura e Câmara.

Zeca saudou a nova Mesa Diretora e destacou que Executivo e Legislativo devem cumprir suas respectivas funções, mas podem trabalhar em conjunto em torno dos interesses da população.

Na prática, é exatamente esse equilíbrio que será testado a partir de janeiro.

Porque uma coisa é eleger o presidente da Câmara.

Outra, bem diferente, é transformar essa vitória política em uma relação institucional capaz de produzir resultados para a cidade.

E Zeca sabe disso.

Depois de atravessar uma eleição estadual com Raquel Lyra reeleita e dois aliados — Gustavo e Marcelo Gouveia — eleitos para ocupar espaços estratégicos no Legislativo estadual e federal, o prefeito agora começa a olhar para os próximos dois anos com uma base política mais organizada.

A Câmara terá um presidente alinhado ao campo governista, Brasília terá Marcelo Gouveia, a Alepe terá Gustavo Gouveia e o Palácio do Campo das Princesas continuará sob o comando de Raquel Lyra.

Na política, ninguém monta esse tabuleiro pensando apenas no dia seguinte.

Zeca sabe que 2028 já começou a ser desenhado.

E o primeiro movimento depois da eleição foi justamente colocar um aliado no comando da Câmara no ano em que Arcoverde completará seu primeiro século de emancipação.

Na Lupa, o fato é simples: Zeca saiu das urnas de 2026 maior do que entrou e, ao emplacar Paulinho Galindo na presidência da Câmara, transforma o pós-eleição em um novo capítulo de sua articulação política.

POLLYANNA ABREU GANHA FORÇA NO SERTÃO E ENTRA NO RADAR PARA PRESIDIR O CIMPAJEÚ

A eleição passou, as urnas deram o recado e, nos bastidores da política pernambucana, novas peças começam a se movimentar. No Sertão, um dos nomes que ganhou musculatura depois do resultado eleitoral foi o da prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu.

Com apenas alguns anos de vida pública, Pollyanna já começa a ocupar um espaço que vai além dos limites de Sertânia. O nome da prefeita passou a circular entre prefeitos e lideranças da região como uma das possibilidades para assumir a presidência do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú, o Cimpajeú.

A ascensão política de Pollyanna é relativamente recente. Em 2022, ela entrou de vez no jogo político ao declarar apoio à então candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra. Em 2024, deu um passo maior e enfrentou uma eleição municipal pela oposição em Sertânia. O resultado veio nas urnas, com a vitória e a chegada ao comando da Prefeitura.

Agora, quase dois anos depois de assumir o município, a prefeita começa a colher também os efeitos de uma atuação política que ultrapassou as fronteiras de Sertânia. A votação alcançada pelos candidatos apoiados por ela nas eleições de 2026 serviu para reforçar seu peso político no Sertão do Moxotó e também sua interlocução com lideranças do Pajeú.

A reeleição de Raquel Lyra ao Governo de Pernambuco, somada à eleição de Clodoaldo Magalhães e Fábio Aragão para a Assembleia Legislativa, colocou Pollyanna em uma posição ainda mais estratégica dentro do tabuleiro regional.

É justamente nesse cenário que surge a possibilidade de seu nome disputar o comando do Cimpajeú. A escolha da nova direção do consórcio deverá passar por uma articulação entre os prefeitos que integram a entidade, e o movimento já começa a despertar atenção nos bastidores.

O Cimpajeú tem papel importante na articulação regional e reúne municípios em torno de ações conjuntas, projetos e políticas públicas. Por isso, presidir a entidade representa não apenas uma função administrativa, mas também um espaço de articulação política e institucional.

Pollyanna, por enquanto, mantém o tradicional silêncio de quem sabe que, na política, antecipar movimentos pode custar caro. Procurada pela reportagem, a prefeita não confirmou nem descartou a possibilidade de disputar a presidência do Cimpajeú.

A gestora preferiu destacar o resultado eleitoral e a força demonstrada pela região nas urnas, especialmente com a vitória de Raquel Lyra.

“Vamos seguir trabalhando muito, porque o nosso povo precisa”, afirmou Pollyanna.

Nos bastidores, entretanto, seu nome já está colocado à mesa. E uma coisa é certa: a prefeita que chegou à política apoiando Raquel Lyra, venceu uma eleição municipal pela oposição e consolidou espaço em pouco tempo agora começa a ser observada para voos maiores.

Se a articulação avançar, Pollyanna poderá transformar o Cimpajeú em mais um instrumento de fortalecimento da sua liderança regional. A eleição municipal de 2024 colocou a prefeita no mapa. A eleição de 2026 pode ter ampliado ainda mais esse mapa.

VIVIANE FACUNDES LIDERA VOTAÇÃO EM GRAVATÁ E MOSTRA FORÇA NAS URNAS MESMO COM ESTRUTURA MENOR

As urnas de Gravatá deram um recado claro nas eleições de 2026: entre centenas de candidatos que disputaram uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco, quem saiu na frente no município foi Viviane Facundes, do PSD. A candidata recebeu 6.049 votos, correspondentes a 13,06% dos votos válidos para deputado estadual em Gravatá, e terminou como a mais votada da cidade para o cargo.

O resultado coloca Viviane em posição de destaque no cenário político local. A votação aconteceu em uma eleição marcada pela pulverização dos votos entre mais de 400 candidaturas, o que torna ainda mais significativo conseguir concentrar mais de seis mil votos em um único nome.

A candidatura contou com o apoio do prefeito Joselito Gomes, uma das principais forças políticas de Gravatá. O gestor participou da construção da campanha e esteve ao lado de Viviane durante a caminhada eleitoral, reforçando a articulação política em torno do projeto.

Mas existe outro número que chama atenção quando se olha para o resultado. Viviane disputou a eleição com apenas R$ 100 mil do Fundo Partidário, enquanto outro candidato de Gravatá que também concorreu à Assembleia Legislativa teve acesso a mais de R$ 1,1 milhão em recursos de campanha. Uma diferença superior a dez vezes.

Foi nesse cenário de desigualdade financeira que Viviane conseguiu terminar como a candidata mais votada para deputada estadual dentro de Gravatá.

A campanha apostou no contato direto com a população, na apresentação de propostas e na prestação de serviços, buscando transformar presença nas ruas em voto. O resultado mostrou que, apesar de uma estrutura financeira mais enxuta, a candidatura conseguiu criar conexão com uma parcela expressiva do eleitorado.

No resultado geral, Viviane Facundes alcançou 7.996 votos em Pernambuco. A quantidade, entretanto, não foi suficiente para garantir uma das 49 cadeiras da Alepe.

Se a cadeira não veio, a votação de Gravatá deixou um ativo político importante. Ser a candidata a deputada estadual mais votada no município, em meio a uma disputa pulverizada e diante de uma diferença tão grande de recursos em relação a concorrentes locais, coloca Viviane Facundes como um dos nomes que saíram fortalecidos das urnas.

A eleição acabou, mas os números ficaram. E em política, número de urna é também capital político. Em Gravatá, o recado de 2026 foi dado: Viviane Facundes largou atrás em estrutura, mas terminou na frente em votos.

INCÊNDIO NA UFPE: POLÍCIA FEDERAL ABRE INQUÉRITO E PREJUÍZO PODE CHEGAR A R$ 100 MILHÕES

O incêndio que destruiu parte de um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Campus Recife, ganhou nesta quinta-feira (8) um novo capítulo. A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar as causas do fogo que tomou conta do imóvel na noite da quarta-feira (7) e provocou perdas consideradas milionárias para a instituição.

O tamanho do estrago ainda está sendo calculado, mas o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, afirmou, em entrevista à Rádio Nova Líder, que o prejuízo pode chegar a R$ 100 milhões. O valor envolve equipamentos, laboratórios, materiais de pesquisa e estruturas utilizadas por pesquisadores da universidade.

O incêndio atingiu o antigo prédio da Dine, a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE, onde estavam armazenados diversos equipamentos. No local também funcionavam laboratórios ligados a áreas estratégicas da produção científica, incluindo pesquisas relacionadas a fármacos, informática e genética.

A dimensão da destruição preocupa principalmente pela perda de equipamentos e materiais que, em muitos casos, representam anos de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Segundo o reitor, amostras científicas e equipamentos utilizados pelos pesquisadores foram consumidos pelas chamas, incluindo máquinas e equipamentos de informática.

A Polícia Federal informou que equipes de perícia criminal estiveram no local e realizaram os primeiros exames técnicos. O trabalho será fundamental para tentar esclarecer como o incêndio começou e se houve algum fator que possa ter contribuído para a propagação das chamas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado durante a noite e mobilizou cinco viaturas para combater o fogo. Apesar da violência das chamas e dos danos provocados no imóvel, não houve registro de vítimas.

Em nota, a UFPE confirmou que o incêndio atingiu uma área utilizada por diferentes laboratórios e informou que está realizando um levantamento dos prejuízos. A universidade também manifestou solidariedade à comunidade acadêmica, especialmente aos pesquisadores, estudantes e profissionais que tiveram materiais e equipamentos destruídos.

Mais do que um incêndio em uma estrutura física, o episódio representa um duro golpe para a pesquisa científica produzida em Pernambuco. Laboratórios, equipamentos especializados, amostras e materiais científicos não são simplesmente substituídos de um dia para o outro. Muitos deles carregam investimentos de anos e trabalhos que podem levar muito tempo para serem reconstruídos.

Agora, caberá à investigação da Polícia Federal apontar o que provocou o incêndio. A perícia deverá analisar as condições do imóvel, os possíveis pontos de origem das chamas e todos os elementos capazes de ajudar a esclarecer o que aconteceu naquela noite.

Enquanto as causas ainda são investigadas, a UFPE terá pela frente uma tarefa gigantesca: dimensionar exatamente o tamanho das perdas e buscar caminhos para recuperar a estrutura de pesquisa atingida pelo fogo.

O prejuízo financeiro pode chegar a R$ 100 milhões. Mas, para a ciência pernambucana, o tamanho da perda pode ser ainda maior.