sábado, 10 de outubro de 2026

LULA DA FONTE SE CONSOLIDA COMO JOVEM LIDERANÇA EM PERNAMBUCO E RENOVA MANDATO DE FEDERAL COM AUTORIDADE NAS URNAS

Aos 25 anos, deputado do PP conquista 147.913 votos, garante a reeleição e amplia seu espaço no cenário político pernambucano.
A política pernambucana ganhou mais um sinal de que a renovação de seus quadros passa também por lideranças que conseguem transformar presença institucional em votos. Lula da Fonte (PP) saiu das urnas de 2026 com o mandato de deputado federal renovado e uma votação expressiva: 147.913 votos, equivalentes a 2,81% dos votos válidos, segundo os resultados divulgados da eleição. O parlamentar terminou na nona colocação entre os candidatos à Câmara Federal em Pernambuco.

Aos 25 anos, Lula da Fonte chega à próxima legislatura com um dado importante para sua trajetória: a continuidade de um mandato conquistado ainda muito jovem e a oportunidade de ampliar sua atuação em Brasília. A reeleição reforça sua presença no tabuleiro político estadual e mantém seu nome entre os representantes pernambucanos na Câmara dos Deputados.

O resultado não deve ser analisado apenas pelo número absoluto de votos. Em uma eleição proporcional, como a disputa para deputado federal, a votação individual se combina com o desempenho partidário e a distribuição das cadeiras. Ainda assim, os quase 148 mil votos representam uma demonstração concreta de apoio eleitoral e dão ao parlamentar uma base importante para o novo ciclo político.

EXPERIÊNCIA EM BRASÍLIA E ESPAÇO PARA CRESCER

Apesar da pouca idade, Lula da Fonte já acumula experiência parlamentar. Ele exerce o primeiro mandato desde fevereiro de 2023 e ocupa a função de segundo-secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados desde fevereiro de 2025, posição que o aproxima das atividades administrativas e institucionais da Casa.

A passagem pela Mesa Diretora representa uma dimensão relevante de sua atuação em Brasília. O desafio para o próximo mandato será transformar essa experiência em resultados cada vez mais perceptíveis para Pernambuco, com trabalho legislativo, articulação política e acompanhamento das demandas dos municípios.

A juventude, nesse contexto, é uma característica de sua trajetória, mas não substitui a cobrança por resultados. O eleitor que renovou o mandato também espera presença, compromisso e entregas capazes de justificar a confiança depositada nas urnas.

O PESO DA REELEIÇÃO NO NOVO CENÁRIO POLÍTICO

A Câmara Federal que tomará posse em fevereiro de 2027 terá uma composição partidária renovada, e Pernambuco contará novamente com 25 representantes. Nesse cenário, Lula da Fonte preserva seu espaço pelo PP, legenda que elegeu dois deputados federais no estado, incluindo o parlamentar e Clarissa Tércio.

A nova legislatura exigirá capacidade de diálogo e articulação para que os representantes pernambucanos consigam encaminhar projetos, buscar recursos e defender pautas de interesse estadual. Para Lula da Fonte, o resultado eleitoral cria condições para dar continuidade ao trabalho iniciado em 2023 e ampliar sua participação nas discussões que afetam diretamente a população.

A renovação do mandato confirma que o nome do deputado continua presente na disputa pela construção de espaço político em Pernambuco. O próximo passo será fazer com que a força demonstrada nas urnas encontre correspondência na atuação parlamentar.

Para o Blog do Edney, a leitura é direta: Lula da Fonte deixa a eleição de 2026 com o mandato assegurado, votação expressiva e uma nova oportunidade de consolidar sua trajetória como liderança jovem da política pernambucana. Agora, a expectativa se volta para o trabalho que apresentará ao estado nos próximos quatro anos, onde representará não só ele, mais também todo o legado de seu pai trouxe com a responsabilidade de 1,2 milhões de votos.

CANHOTINHO VIRA PALCO DA GRANDE FESTA DA VITÓRIA DE ÁLVARO E GABRIEL PORTO

Dupla conquista eleitoral fortalece o Grupo Porto, que celebra a reeleição de Álvaro para a Alepe e a chegada de Gabriel à Câmara Federal
Canhotinho, no Agreste Meridional, vive neste sábado (10) o clima de comemoração pela vitória eleitoral de Álvaro Porto e Gabriel Porto. A festa celebra um resultado expressivo nas urnas e representa um momento marcante para o grupo político liderado pela família Porto, que mantém em Canhotinho sua principal base de sustentação.

O resultado das eleições de 4 de outubro confirmou a força eleitoral de Álvaro Porto (MDB), reeleito deputado estadual com 53.473 votos, garantindo seu quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ao mesmo tempo, Gabriel Porto (PSB) conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília, com expressivos 114.860 votos, estreando na política eleitoral com uma votação de destaque em Pernambuco.

A vitória dupla transforma a comemoração em um acontecimento de significado político para o Agreste. De um lado, Álvaro renova seu espaço no Legislativo estadual e mantém a presidência da Alepe como uma das marcas de sua trajetória política. Do outro, Gabriel inicia uma nova etapa, assumindo a responsabilidade de representar Pernambuco no Congresso Nacional.

CANHOTINHO, O CENTRO DA COMEMORAÇÃO

A escolha de Canhotinho para celebrar a conquista tem forte simbolismo. O município é a terra natal de Álvaro e a principal base política do grupo, que tem na prefeita Sandra Paes uma das principais referências da administração municipal.

A relação construída ao longo dos anos entre a família Porto e a população local se refletiu novamente nas urnas. Álvaro recebeu 8.634 votos em Canhotinho, o equivalente a 69,69% dos votos válidos para deputado estadual no município, desempenho que reforça sua força eleitoral em sua principal base.

A comemoração também marca a chegada de um novo representante do município à Câmara Federal. A eleição de Gabriel abre a perspectiva de uma atuação política articulada entre as esferas estadual e federal, com possibilidade de ampliar o diálogo institucional e a busca por investimentos para Canhotinho e outras cidades pernambucanas.

UMA VITÓRIA COM REPERCUSSÃO ESTADUAL

Os números das urnas dão dimensão à conquista. Álvaro confirmou sua presença entre os nomes de maior peso da política pernambucana, enquanto Gabriel alcançou uma votação expressiva logo na primeira disputa eleitoral.

A dupla vitória consolida o Grupo Porto como uma força política relevante no Agreste Meridional e amplia seu espaço de atuação nas duas casas legislativas. O desafio, a partir de agora, será transformar o capital eleitoral conquistado em trabalho parlamentar, articulação política e resultados concretos para a população.

A festa deste sábado simboliza, portanto, mais do que a celebração de dois mandatos. Representa a continuidade de uma trajetória política construída em Canhotinho e a abertura de um novo capítulo para a família Porto na política pernambucana.

O Blog do Edney acompanha os movimentos da política de Pernambuco e os desdobramentos dessa nova configuração de forças no estado. Vamos passar detalhes dessa grande festa do povo do Agreste.

EDUARDO DA FONTE SAI GIGANTE DAS URNAS: MAIS DE 1,28 MILHÃO DE VOTOS CONFIRMAM SUA FORÇA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

Deputado federal demonstra capacidade de articulação em todo o estado e consolida uma votação expressiva na disputa pelo Senado; resultado coloca seu capital político no centro do debate pernambucano.
Na política, os números das urnas falam alto. E os 1.289.058 votos conquistados por Eduardo da Fonte (PP) na disputa pelo Senado Federal em Pernambuco colocam o parlamentar entre os nomes de destaque do cenário político estadual. Foram 13,84% dos votos válidos, um contingente expressivo de eleitores que apostou em seu projeto político nas eleições de 2026.

Eduardo não conquistou uma das duas vagas em disputa, mas seria um erro político ignorar a dimensão de sua votação. Em uma eleição majoritária, que exige presença em diferentes regiões, diálogo com lideranças e capacidade de mobilização, ultrapassar a marca de 1,28 milhão de votos é um resultado que merece atenção e análise.

UM NOME QUE TEM PESO NA POLÍTICA PERNAMBUCANA

A votação de Eduardo da Fonte evidencia que seu nome tem alcance para além de uma base eleitoral restrita. O resultado estadual representa um patrimônio político importante para quem construiu uma trajetória de quase duas décadas na Câmara dos Deputados e mantém atuação partidária em Pernambuco.

À frente do Progressistas no estado, Eduardo consolidou relações políticas com lideranças municipais, prefeitos, vereadores e representantes de diferentes regiões. Essa rede de articulação faz parte de sua trajetória e ajuda a explicar por que seu desempenho eleitoral merece ser observado no conjunto da política pernambucana.

Os votos recebidos não pertencem exclusivamente a uma liderança ou a um grupo. São manifestações individuais de eleitores. Mas, quando mais de um milhão de pessoas escolhem um mesmo candidato, o resultado passa a ser um dado incontornável na avaliação de sua presença política.

UMA VOTAÇÃO QUE NÃO PODE SER SUBESTIMADA

Eduardo da Fonte terminou a disputa pelo Senado na quarta colocação, atrás de Humberto Costa, Marília Arraes e Mendonça Filho. O resultado oficial confirma a dimensão da votação, embora não tenha sido suficiente para assegurar a eleição.

O dado político relevante está no volume de votos alcançado. Uma candidatura que ultrapassa 1,28 milhão de sufrágios demonstra capacidade de inserção no debate estadual e oferece ao parlamentar uma base concreta para continuar participando das grandes articulações de Pernambuco.

Na política, nem todo resultado expressivo se transforma imediatamente em mandato. Há diferenças entre conquistar uma vaga majoritária e demonstrar presença eleitoral. No caso de Eduardo da Fonte, os números permitem reconhecer essa presença sem confundir votação expressiva com vitória nas urnas.

O CAPITAL POLÍTICO DE EDUARDO DA FONTE

O desempenho também coloca em evidência a importância das alianças e da organização partidária em uma eleição estadual. A capacidade de reunir apoios em diferentes municípios é um componente relevante da política pernambucana, especialmente em disputas que exigem votos espalhados por todo o território.

Para Eduardo da Fonte, os mais de 1,28 milhão de votos representam um ativo político que merece ser considerado nas próximas discussões sobre os rumos do estado. O resultado não encerra sua trajetória, tampouco permite antecipar os próximos movimentos, mas mantém seu nome entre os protagonistas do debate político pernambucano.

AS URNAS DEIXARAM UM RECADO

Eduardo da Fonte não saiu eleito senador, mas saiu da disputa com uma votação numericamente expressiva. São mais de 1,28 milhão de votos registrados, um resultado que não pode ser apagado pelo fato de a vaga ter ficado com outros candidatos.

A força de um político também se mede pela capacidade de mobilizar eleitores, construir alianças e manter presença no debate público. Sob esse aspecto, a votação de Eduardo da Fonte constitui um elemento importante para compreender o espaço que ele ocupa na política de Pernambuco.

O próximo capítulo será escrito na atuação parlamentar e nas articulações que vierem pela frente. Por enquanto, o dado é claro: Eduardo da Fonte encerra a disputa pelo Senado com uma votação expressiva e com capital eleitoral que continuará sendo observado nos bastidores da política estadual. O Dudu é e será ativo fundamental em qualquer que seja as decisões futuras no tabuleiro eleitoral de Pernambuco.

PREFEITURA DE GOIANA ABRE SELEÇÃO SIMPLIFICADA COM 166 VAGAS IMEDIATAS

Edital nº 002/2026 prevê oportunidades para níveis médio, técnico e superior, além de cadastro de reserva. Inscrições vão de 14 de outubro a 17 de novembro.
A Prefeitura de Goiana, em Pernambuco, publicou o Edital nº 002/2026 da Seleção Pública Simplificada para contratação temporária de profissionais por excepcional interesse público. O processo oferece 166 vagas imediatas e 85 para cadastro de reserva, distribuídas em 26 funções de níveis médio, técnico e superior.

As remunerações variam de R$ 1.621,00 a R$ 8.926,43, conforme a função, com jornadas de 30 ou 40 horas semanais. Entre as oportunidades estão cargos como condutor socorrista, motorista, entrevistador, técnico em edificações, assistente social, psicólogo, pedagogo, nutricionista e médico veterinário, entre outros.

As inscrições devem ser feitas de 14 de outubro a 17 de novembro de 2026, pela Área do Candidato no site do Instituto IGEDUC. A seleção será realizada em etapa única, de caráter classificatório e eliminatório, por meio da avaliação de títulos, formação educacional e experiência profissional; não haverá prova objetiva.

A documentação comprobatória deverá ser enviada conforme as orientações e os prazos previstos no edital. A publicação do resultado preliminar está prevista para 10 de dezembro de 2026, e a do resultado definitivo, para 18 de dezembro de 2026.

O edital completo, os requisitos de cada função e o cronograma estão disponíveis nos sites oficiais da Prefeitura de Goiana e do Instituto IGEDUC. 

Serviço  
Inscrições: de 14 de outubro a 17 de novembro de 2026  
Vagas: 166 imediatas e 85 para cadastro de reserva  
Etapa: avaliação de títulos e experiência profissional  
Edital e inscrição: Área do candidato do IGEDUC

DÉBORA ALMEIDA TEM VOTAÇÃO EXPRESSIVA EM SÃO BENTO DO UNA E REFORÇA A FORÇA DO SEU GRUPO POLÍTICO


A deputada estadual Débora Almeida (PSD) saiu das urnas com uma votação expressiva em São Bento do Una, no Agreste pernambucano. O resultado das eleições de 2026 mostra a dimensão da sua presença eleitoral no município e reforça o peso político do grupo que trabalhou em torno de sua candidatura.

De acordo com os resultados divulgados com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Débora Almeida recebeu 8.826 votos em São Bento do Una, correspondentes a 33,73% dos votos válidos para deputado estadual. Ela ficou na primeira colocação no município, à frente de Diogo Moraes (PSB), que obteve 7.939 votos.

O desempenho representa um resultado importante para a deputada no cenário municipal. Mais de um terço dos votos válidos para a Assembleia Legislativa em São Bento do Una foi destinado à candidata do PSD, evidenciando a concentração de apoio eleitoral em torno de seu nome.

MAIS DE 64 MIL VOTOS EM PERNAMBUCO

O resultado de São Bento do Una integra uma votação estadual de 64.748 votos, conquistada por Débora Almeida em Pernambuco. Com esse total, ela ficou na 19ª posição entre os candidatos a deputado estadual e garantiu a eleição para mais um mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O desempenho no município foi particularmente relevante: São Bento do Una aparece entre as cidades que mais contribuíram numericamente para a votação estadual da parlamentar, atrás apenas de Belo Jardim, onde ela recebeu 10.057 votos.

O PESO POLÍTICO DO RESULTADO

Os números abrem espaço para uma leitura sobre a organização política local. Uma votação dessa dimensão fortalece a posição de Débora Almeida no Agreste e dá visibilidade às lideranças municipais que participaram da articulação eleitoral.

O resultado também evidencia a disputa por espaço político em São Bento do Una, onde a diferença entre Débora Almeida e o segundo colocado foi de 887 votos. A votação, por si só, não permite medir individualmente a contribuição de cada liderança, mas oferece um indicador concreto da força eleitoral alcançada pela candidatura no município.

Com a renovação do mandato, Débora Almeida chega à próxima legislatura com um resultado expressivo tanto no cenário estadual quanto em sua base eleitoral no Agreste. Em São Bento do Una, os 8.826 votos deixam uma marca importante nas urnas e colocam o desempenho da deputada no centro das avaliações sobre a composição das forças políticas da região.

NA LUPA 🔎 - PERNAMBUCO RECONFIGURA FORÇAS EM BRASÍLIA: ESQUERDA AVANÇA, PSB LIDERA E BANCADA FEMININA DOBRA

Pedro Campos foi o mais votado, Jones Manoel surpreendeu com votação expressiva e Juliana de Chaparral consolidou sua força eleitoral. Nova composição terá 25 parlamentares, seis mulheres e disputas que vão muito além da briga entre João Campos e Raquel Lyra.

Por Edney Souto | Blog do Edney

A eleição passou, as urnas foram fechadas, mas a disputa pelo poder em Pernambuco está longe de terminar. O resultado para a Câmara Federal deixou um recado claro: ninguém pode reivindicar sozinho o controle político do estado. A nova bancada pernambucana chega a Brasília com forças tradicionais, nomes estreantes, lideranças ideológicas e parlamentares que terão de provar, na prática, o tamanho de sua influência.

Pernambuco elegeu 25 deputados federais para a legislatura de 2027 a 2031. A nova composição terá representantes de 13 partidos, seis mulheres e uma renovação significativa, com a chegada de nomes que nunca ocuparam uma cadeira na Câmara Federal. Ao mesmo tempo, 13 parlamentares conseguiram a reeleição, demonstrando que a experiência política e as estruturas eleitorais continuam pesando na decisão do eleitor.

O resultado mais expressivo individualmente foi o de Pedro Campos (PSB), que recebeu 261.555 votos e terminou na primeira colocação. Logo atrás veio Jones Manoel (PSOL), com 249.077 votos, uma votação que chamou atenção pela força de uma candidatura identificada com a esquerda ideológica. Anderson Ferreira (PL), com 185.429 votos, completou os três primeiros lugares.

A mensagem das urnas é clara: Pernambuco continua sendo um estado de disputas intensas, mas o eleitor não está preso a uma única corrente política. A votação dos três primeiros colocados revela diferentes formas de mobilização, que vão da tradição partidária à identidade ideológica e à força de lideranças consolidadas.

JONES MANOEL E O RECADO DA ESQUERDA IDEOLÓGICA

A segunda colocação de Jones Manoel é um dos resultados que merecem atenção especial. Com quase 250 mil votos, o novo deputado federal demonstra que existe espaço eleitoral para candidaturas que apostam em posicionamentos ideológicos definidos, discurso combativo e presença nas redes sociais.

A votação também representa uma conquista para o PSOL, que passa a ter um representante pernambucano na Câmara Federal. O resultado amplia a diversidade dentro da própria esquerda, que não depende exclusivamente das estruturas tradicionais do PT e do PSB para disputar espaço político.

A chegada de Jones a Brasília poderá trazer novos embates no debate nacional, especialmente em temas econômicos, sociais e relacionados aos direitos dos trabalhadores. Sua votação, porém, não deve ser interpretada automaticamente como uma transferência de apoio a qualquer liderança estadual. O eleitor pode votar em uma candidatura nacionalmente identificada com a esquerda e, ao mesmo tempo, fazer escolhas diferentes na política local.

PEDRO CAMPOS MANTÉM O PSB NA DIANTEIRA

O PSB continua sendo a maior bancada partidária de Pernambuco, com quatro deputados federais eleitos. Apesar da liderança, a legenda perdeu uma cadeira em relação à composição anterior, quando tinha cinco representantes.

Pedro Campos confirmou sua força eleitoral e terminou como o candidato mais votado do estado. Também foram eleitos Felipe Carreras, com 148.971 votos; Gabriel Porto, com 114.860; e Eliane Soares, com 102.396.

O resultado mantém o PSB em posição privilegiada na política pernambucana, mas a eleição também mostra que o peso histórico da legenda não impede o crescimento de outras forças.

Para o grupo de João Campos, a bancada federal é um ativo político importante. Entretanto, a influência do partido dependerá da capacidade de transformar votos em articulação, recursos, projetos e participação efetiva nas decisões nacionais.

Ter a maior bancada estadual não significa, por si só, controlar as decisões em Brasília.

PT TRIPLICA REPRESENTAÇÃO E PODE AMPLIAR INFLUÊNCIA

O PT saiu fortalecido da disputa para deputado federal em Pernambuco. A legenda passou de um representante na bancada anterior para três eleitos: Carlos Veras, com 133.118 votos; Rosa Amorim, com 144.101; e Liana Cirne, com 85.039.

O crescimento coloca o partido entre as principais forças da representação pernambucana na Câmara, ao lado do Podemos, que também conquistou três cadeiras.

A expansão petista fortalece a presença do partido ligado ao presidente Lula no estado e amplia sua capacidade de participação nos debates nacionais. Mas a quantidade de cadeiras não resolve tudo: a influência de cada parlamentar dependerá também das comissões que integrar, das alianças construídas e da capacidade de negociar dentro da Câmara.

Rosa Amorim aparece entre os destaques dessa renovação, enquanto Carlos Veras mantém seu mandato. Liana Cirne, por sua vez, chega à Câmara Federal depois de sua trajetória na política municipal do Recife.

JULIANA DE CHAPARRAL MOSTRA FORÇA E ENTRA NO JOGO GRANDE

Entre as mulheres, Juliana de Chaparral (União Brasil) foi a mais votada, com 183.089 votos. Sua votação a colocou na quinta posição geral do estado, praticamente empatada com Marcelo Gouveia, que recebeu 183.124 votos.

O desempenho confirma a capacidade de articulação eleitoral de Juliana e amplia sua projeção na política pernambucana. A eleição para a Câmara Federal muda o tamanho do palco: a partir de 2027, sua atuação será observada não apenas pela presença política em Pernambuco, mas também pelo desempenho em Brasília.

Juliana terá a oportunidade de consolidar sua liderança, ampliar interlocuções e demonstrar como pretende representar os municípios que contribuíram para sua votação.

Em uma bancada marcada por diferentes grupos e interesses regionais, a força nas urnas abre portas, mas é a atuação parlamentar que determinará o peso político ao longo do mandato.

RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS: QUEM SAIU GANHANDO?

A nova bancada também alimenta uma pergunta inevitável nos bastidores: quem terá mais força em Brasília, os aliados de Raquel Lyra ou os aliados de João Campos?

A resposta não cabe em uma simples soma de cadeiras.

Os partidos que participaram das alianças estaduais elegeram representantes para a Câmara, mas a distribuição não significa que todos os parlamentares agirão de maneira uniforme durante os quatro anos de mandato. As prioridades municipais, os interesses partidários, a relação com o governo federal e as negociações em torno de recursos podem modificar alianças conforme cada votação.

A eleição proporcional também tem uma dinâmica própria. Diferentemente da disputa pelo governo, em que o eleitor escolhe diretamente entre candidaturas majoritárias, a distribuição das vagas para deputado federal depende do desempenho dos partidos e das federações, conforme as regras eleitorais.

Por isso, atribuir automaticamente cada deputado a um dos dois principais grupos estaduais pode produzir uma leitura incompleta.

Raquel Lyra chega à nova legislatura depois de conquistar a reeleição para o governo estadual no primeiro turno. João Campos, por sua vez, mantém no PSB uma estrutura partidária relevante e uma bancada com quatro representantes. Os dois grupos terão motivos para disputar protagonismo, mas a verdadeira dimensão dessa força será percebida nas articulações por investimentos, emendas e projetos de interesse de Pernambuco.

No fim das contas, o que importa não é apenas quem estará ao lado de quem na fotografia política, mas quem conseguirá abrir portas e apresentar resultados para a população.

O CENTRÃO CONTINUA SENDO PEÇA-CHAVE

Se a esquerda avançou e a direita conservadora manteve presença, os partidos de centro e as legendas com forte capacidade de negociação continuam ocupando um espaço estratégico.

O Podemos elegeu Marcelo Gouveia, Gilson Machado e Ricardo Teobaldo. A legenda não tinha representantes na bancada pernambucana anterior e agora passa a dividir com o PT o posto de segunda maior força partidária do estado, atrás do PSB.

A União Brasil e o PP elegeram dois deputados cada. O PSD também conquistou duas cadeiras, enquanto Republicanos, PL e outras legendas completam o mosaico político.

O resultado evidencia uma característica recorrente da política brasileira: a força de uma bancada não é medida exclusivamente pela identidade ideológica de seus integrantes. A capacidade de negociação, a relação com o Executivo e o acesso aos espaços de decisão também contam.

Em Brasília, partidos com perfis diferentes podem convergir em determinadas pautas e divergir em outras. É justamente nesse ambiente que a articulação política se transforma em poder efetivo.

SEIS MULHERES: A BANCADA FEMININA DOBRA DE TAMANHO

Outro resultado importante foi o crescimento da representação feminina. Pernambuco elegeu seis deputadas federais, o dobro das três mulheres que integravam a bancada eleita em 2022.

Além de Juliana de Chaparral e Rosa Amorim, foram eleitas Clarissa Tércio (PP), com 110.608 votos; Iza Arruda (MDB), com 103.758; Eliane Soares (PSB), com 102.396; e Liana Cirne (PT), com 85.039.

A presença feminina ganhou espaço em diferentes campos políticos. A nova bancada reúne representantes de partidos de esquerda, centro e direita, demonstrando que o avanço não ficou restrito a uma única corrente ideológica.

O crescimento numérico é positivo, mas ainda não significa igualdade de representação. As seis mulheres ocupam 24% das cadeiras pernambucanas na Câmara Federal, enquanto os homens continuam representando a maioria da bancada.

O desafio agora será transformar essa presença em participação efetiva nos espaços de decisão, na condução de comissões, na relatoria de projetos e na distribuição de recursos políticos.

A eleição abre uma porta importante. A consolidação desse avanço dependerá do que acontecerá durante os próximos quatro anos.

E A DIREITA? PL E NOVO GARANTEM ESPAÇO

A direita conservadora também garantiu presença na nova bancada. Anderson Ferreira e Thiago Medina foram eleitos pelo PL, que conquistou duas cadeiras em Pernambuco. O Partido Novo terá Eduardo Moura como representante, depois de uma votação de 113.482 votos.

Anderson, terceiro colocado no ranking geral, demonstra que o campo conservador mantém uma base eleitoral expressiva no estado. Thiago Medina, por sua vez, estreia na Câmara Federal, enquanto Eduardo Moura chega ao Congresso representando uma legenda que não tinha cadeira pernambucana na composição anterior.

A nova bancada não deve ser tratada como um bloco uniforme. Existem diferenças de estratégia, de posicionamento e de prioridades entre os partidos, mesmo quando compartilham pautas conservadoras ou liberais.

O desempenho dos parlamentares será observado especialmente nas discussões econômicas, nos debates sobre segurança pública e nos temas ligados aos costumes.

EVANGÉLICOS: PRESENÇA POLÍTICA EXIGE MAIS DO QUE IDENTIDADE RELIGIOSA

Clarissa Tércio mantém espaço na Câmara Federal, enquanto Anderson Ferreira retorna ao cenário parlamentar federal e Thiago Medina estreia pelo PL. Os resultados mostram a permanência de lideranças que dialogam com setores religiosos e conservadores.

Entretanto, é necessário distinguir a identidade religiosa individual da representação política de toda a comunidade evangélica. Nem todo parlamentar evangélico atua da mesma maneira, e o eleitor desse segmento também considera fatores como partido, avaliação de governo, realidade econômica e interesses locais.

Por isso, qualquer comparação rigorosa entre a bancada evangélica de 2022 e a eleita em 2026 exige critérios claros: vínculos com igrejas, atuação parlamentar e participação em articulações organizadas do segmento.

O que se pode afirmar a partir dos resultados é que lideranças com esse perfil continuam competitivas. Para concluir se a influência evangélica aumentou ou diminuiu, porém, é preciso ir além da religião declarada e observar o comportamento político dos parlamentares.

RENOVAÇÃO COM CONTINUIDADE: QUEM CHEGA E QUEM FICA

A nova composição combina 13 reeleitos com parlamentares que chegam pela primeira vez à Câmara Federal ou retornam à Casa. Entre os novos nomes estão Jones Manoel, Juliana de Chaparral, Rosa Amorim, Gilson Machado, Marcelo Gouveia, Gabriel Porto, Eliane Soares, Liana Cirne, Thiago Medina e Eduardo Moura, entre outros.

Ao mesmo tempo, nomes conhecidos conseguiram preservar seus mandatos, como Pedro Campos, Felipe Carreras, Carlos Veras, Fernando Filho, Fernando Monteiro, Clarissa Tércio, Iza Arruda, Guilherme Uchoa Júnior, Waldemar Oliveira, Augusto Coutinho, Clodoaldo Magalhães, Lula da Fonte e Silvio Costa Filho.

A lista também revela mudanças importantes em relação à legislatura anterior. O PSB perdeu uma cadeira, o PT triplicou sua representação e o Podemos estreou com três deputados. PSOL e Novo também conquistaram espaço.

Essas alterações mostram que o eleitorado pernambucano preservou parte de suas referências, mas abriu espaço para novas candidaturas e diferentes discursos políticos.

O TESTE COMEÇA EM BRASÍLIA

A fotografia eleitoral está pronta, mas o mandato ainda precisa começar. A partir de fevereiro de 2027, os 25 representantes pernambucanos terão a oportunidade de transformar a votação recebida em atuação parlamentar.

A população cobrará recursos para os municípios, investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. Também será necessário acompanhar o posicionamento de cada deputado em votações importantes e sua participação na fiscalização do governo federal.

A bancada chega a Brasília sem um dono incontestável. O PSB mantém a maior representação partidária, o PT avança, o Podemos surpreende, a direita conserva espaço e as mulheres ampliam sua presença.

O verdadeiro resultado dessa eleição não será medido apenas pelos votos contabilizados em outubro, mas pela capacidade de cada parlamentar de representar Pernambuco durante os próximos quatro anos.

Na política, eleição garante mandato. Influência se constrói no exercício dele.

Edney Souto

Blog do Edney — a notícia verdade. Você atualizado o tempo todo.

DANNILO GODOY DÁ SHOW NAS URNAS, IMPÕE VANTAGEM SOBRE O GRUPO DE EDÉZIO E SAI GIGANTE DE BOM CONSELHO


Com 10.688 votos na terra natal, deputado supera Débora Almeida por 4.130 votos, renova o mandato e mostra que sua força eleitoral não desapareceu com a mudança de cenário político

Em Bom Conselho, a urna não costuma ter muita paciência com discurso bonito. No fim, é o voto que separa a força política real da pose de quem acredita que poder e popularidade são a mesma coisa. E, na eleição de 2026, Dannilo Godoy saiu com um resultado que merece ser colocado em letras garrafais: 10.688 votos para deputado estadual, 42,40% dos votos válidos e uma vantagem de 4.130 votos sobre Débora Almeida, candidata apoiada pelo prefeito Edézio Ferreira. Não foi uma diferença apertada, daquelas que permitem a cada lado inventar uma vitória nos discursos. Foi uma dianteira expressiva, que colocou Dannilo na primeira posição da disputa estadual no município. 

A votação tem peso especial porque Bom Conselho não é um território qualquer para Dannilo. É sua terra natal, o município onde construiu sua trajetória como prefeito e onde mantém uma das bases mais importantes de sua carreira. Em 2026, o deputado mostrou que continua capaz de reunir uma votação robusta e transformar sua presença política em resultado concreto. No estado inteiro, conquistou 57.153 votos e garantiu a reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Quase um em cada cinco votos recebidos por ele veio justamente de Bom Conselho. 

O resultado também colocou uma questão incômoda para o grupo do prefeito Edézio Ferreira. Débora Almeida foi reeleita deputada estadual e recebeu 6.558 votos em Bom Conselho, uma votação que não pode ser tratada como insignificante. Mas, na comparação direta com Dannilo, ficou 4.130 votos atrás. A diferença expõe o limite da transferência de votos do grupo governista nessa disputa e mostra que o apoio da Prefeitura não foi suficiente para colocar sua candidata na liderança municipal.

E aqui está um detalhe importante: a discussão política não precisa transformar Débora em vilã de uma derrota que os números, sozinhos, não explicam. A parlamentar teve seu resultado e renovou o mandato. A pergunta que fica para os bastidores é outra: quanto desse placar pode ser atribuído à força pessoal de Dannilo e quanto pode ter relação com a avaliação que parte dos adversários faz da postura política de Edézio?

Críticos do prefeito apontam prepotência e rejeição como fatores que, na visão deles, podem ter pesado na disputa. Essa interpretação precisa ser tratada como leitura política, não como fato comprovado pela urna. Ainda assim, a diferença entre os candidatos dá combustível ao debate e impede que o resultado seja tratado como um detalhe sem importância.

A política tem dessas ironias. Quem ocupa a cadeira de prefeito dispõe de visibilidade institucional e de uma estrutura administrativa que naturalmente ganha espaço no cotidiano municipal. Mas eleição proporcional não se resolve apenas com fotografia, discurso ou apoio anunciado. É preciso transformar articulação em voto. E, nessa disputa, Dannilo terminou na frente, com uma vantagem que não cabe debaixo do tapete.

O contraste com 2024 torna a história ainda mais interessante. Naquela eleição municipal, Edézio Ferreira venceu a disputa pela Prefeitura com 13.258 votos, enquanto Dannilo Godoy recebeu 12.545. A diferença foi de apenas 713 votos. Dois anos depois, em uma eleição de natureza diferente, Dannilo voltou a liderar a votação para deputado estadual em Bom Conselho, desta vez com uma margem de milhares de votos sobre a candidata apoiada pelo prefeito. Os pleitos não são diretamente comparáveis, mas o contraste ajuda a entender por que o resultado de 2026 passou a alimentar tantas conversas políticas na cidade.

O desempenho dos dois grupos também não foi igual em todos os cargos. Na disputa para deputado federal, Clodoaldo Magalhães, apoiado por Edézio, recebeu 7.918 votos e liderou no município, enquanto Lula da Fonte, apoiado pelo grupo de Dannilo, obteve 6.519. Esse dado impede uma leitura simplista de que um lado dominou toda a eleição. O cenário foi mais complexo: Dannilo teve uma votação estadual expressiva, enquanto o grupo do prefeito conseguiu resultado importante na disputa federal. 

Mas nada disso diminui o tamanho da votação de Dannilo para deputado estadual. Os 10.688 votos representam uma demonstração concreta de sua capacidade de mobilização em Bom Conselho e ajudam a explicar por que ele segue ocupando posição central na política local. Além de vencer no município, o parlamentar conquistou votos em outras cidades pernambucanas, com destaque também para Ibimirim, São João, Pedra e Inajá. O resultado estadual confirma que sua reeleição não dependeu exclusivamente de sua terra natal, embora seja ali que tenha alcançado sua maior votação municipal. 

Para Dannilo, o saldo é expressivo: mandato renovado, votação estadual consolidada e liderança na disputa proporcional em sua cidade. Para Edézio, fica o desafio de interpretar o resultado sem confundir a vitória de seu projeto municipal em 2024 com uma garantia automática de transferência de votos em todas as eleições seguintes. São disputas diferentes, e a urna de 2026 mostrou que a influência política local não pertence exclusivamente a quem ocupa o gabinete principal da Prefeitura.

Bom Conselho terminou a eleição com números que dispensam exageros. Dannilo Godoy recebeu mais de dez mil votos, superou a candidata apoiada pelo prefeito por uma diferença superior a quatro mil e saiu reeleito deputado estadual. É uma votação que merece destaque pela dimensão e pelo significado político na cidade.

No fim, o discurso pode tentar explicar o resultado de muitas maneiras. Mas os números permanecem: Dannilo foi o mais votado para deputado estadual em Bom Conselho. E, numa eleição em que cada grupo colocou sua força à prova, o deputado saiu com uma vantagem expressiva para exibir — enquanto o grupo de Edézio terá de avaliar por que seu apoio não foi suficiente para mudar a ordem de chegada.

PEDRO PILOTA DÁ UMA LAVADA NAS URNAS, FORTALECE SEU GRUPO E IMPÕE DERROTA AOS MARTINS EM ITAÍBA

Prefeito emplaca seus candidatos nas principais disputas de 2026 e transforma o resultado eleitoral em demonstração de força política no município

A eleição de 2026 deixou um recado claro em Itaíba: o prefeito Pedro Pilota saiu fortalecido das urnas e mostrou que tem liderança política e capacidade de mobilização no município. Na disputa voto a voto, os candidatos apoiados por ele dominaram as principais votações, impondo uma derrota expressiva ao grupo dos Martins, liderado pelo ex-deputado Claudiano Martins.

Os números falam por si. Na disputa pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, Regina da Saúde (Podemos), ex-prefeita e candidata apoiada por Pedro Pilota, recebeu 8.876 votos em Itaíba, alcançando 56,58% dos votos válidos. Já Claudiano Filho (PP), ligado ao grupo adversário, ficou com 4.351 votos, uma diferença de 4.525 votos. Regina recebeu mais que o dobro da votação do concorrente no município e encerrou a eleição estadual com 33.584 votos, garantindo a primeira suplência do Podemos na Alepe.

Na corrida para a Câmara Federal, o resultado também foi favorável ao prefeito. Silvio Costa Filho (Republicanos) liderou com folga, somando 8.210 votos, o equivalente a 53,30% em Itaíba. Do outro lado, Fernando Monteiro (PSD) obteve 1.899 votos, enquanto Fernando Filho (União Brasil) alcançou 1.290. Juntos, os dois candidatos apoiados pelo grupo adversário somaram 3.189 votos, menos da metade da votação conquistada por Silvio Costa Filho sozinho.

A disputa pelo Senado reforçou o cenário favorável a Pedro Pilota. Humberto Costa foi o mais votado em Itaíba, com 9.195 votos, seguido por Túlio Gadêlha, que recebeu 7.587. Eduardo da Fonte e Mendonça Filho, nomes associados ao grupo dos Martins, ficaram bem atrás, com 3.235 e 2.771 votos, respectivamente.

Marília Arraes também apareceu entre os nomes mais votados, com 4.007 votos no município.

Mas foi na disputa pelo Governo de Pernambuco que o alinhamento político do prefeito voltou a produzir um resultado expressivo. A governadora Raquel Lyra (PSD), apoiada por Pedro Pilota, conquistou 8.445 votos em Itaíba, alcançando 58,91%. João Campos (PSB), apoiado pelo grupo dos Martins, recebeu 5.794 votos, correspondentes a 40,42%. A diferença chegou a 2.651 votos em favor da governadora.

O desempenho nas urnas mostra que Pedro Pilota conseguiu reunir força política em torno de seus candidatos em diferentes níveis da disputa. Não foi uma vitória isolada de um nome, mas uma sequência de resultados que colocou os aliados do prefeito na dianteira em Itaíba, enquanto os principais nomes ligados ao grupo adversário ficaram para trás.

O RECADO DAS URNAS

Em política, eleição também é teste de liderança. E, em Itaíba, Pedro Pilota passou pelo teste com números expressivos. O prefeito demonstrou capacidade de articulação, mobilizou sua base e saiu da disputa com um resultado que fortalece seu grupo para os próximos embates políticos.

A derrota dos candidatos ligados aos Martins abre espaço para uma nova leitura das forças políticas locais. O resultado não encerra a disputa entre os grupos, mas muda o peso de cada lado na mesa política do município.

Pedro Pilota agora tem os números como argumento. Em Itaíba, a eleição de 2026 mostrou quem conseguiu transformar apoio político em voto — e, nessa disputa, o prefeito levou a melhor.