segunda-feira, 26 de outubro de 2026

TRUMP QUESTIONA ELEIÇÃO NO BRASIL, FALA EM FRAUDE SEM APRESENTAR PROVAS E SURPREENDE AO DIZER QUE GOSTA DE LULA

Presidente dos Estados Unidos coloca em dúvida o resultado das urnas brasileiras, mas admite manter boa relação com o presidente reeleito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resolveu entrar no debate sobre a eleição brasileira e lançou uma declaração capaz de incendiar ainda mais o ambiente político. Nesta segunda-feira (26), um dia após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), o republicano afirmou que a disputa no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”. O detalhe é que, ao fazer a acusação, não apresentou provas nem apontou qualquer indício concreto de irregularidade.

“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, declarou Trump, acrescentando que, na sua avaliação, o processo eleitoral “pareceu muito ruim”.

A fala chama atenção pelo momento escolhido. Lula acaba de conquistar a reeleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, encerrando uma disputa marcada pela polarização política e pela mobilização intensa dos dois campos ideológicos.

Trump, entretanto, não ficou apenas na contestação. Na mesma manifestação, afirmou que gosta de Lula e que mantém uma boa relação com o presidente brasileiro. A combinação de desconfiança sobre o resultado eleitoral com elogios ao vencedor produz um discurso contraditório e deixa uma pergunta no ar: afinal, qual é a posição do presidente americano em relação ao novo mandato do petista?

A declaração também representa um sinal de atenção para a diplomacia brasileira. Questionar a legitimidade de uma eleição sem apresentar evidências pode alimentar narrativas de desconfiança sobre o sistema eleitoral, especialmente em um ambiente político no qual acusações de fraude costumam ganhar repercussão imediata.

Até o momento, as palavras de Trump, conforme relatadas, não vieram acompanhadas de elementos capazes de sustentar a suspeita. Uma acusação dessa gravidade exige fatos, documentos e evidências, não apenas impressões pessoais.

No Brasil, a eleição terminou com a vitória de Lula, mas a disputa política está longe de esfriar. Flávio Bolsonaro saiu derrotado das urnas, enquanto seus aliados precisam decidir como reagir ao resultado. Agora, a manifestação de Trump acrescenta um ingrediente internacional a uma batalha que continua repercutindo dentro e fora do país.

Na política, uma declaração de Trump nunca passa despercebida. Mas, quando se fala em fraude eleitoral, a pergunta fundamental continua sendo a mesma: quais são as provas? Sem evidências apresentadas, a suspeita permanece apenas no campo da afirmação.

*Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.*

PELA PRIMEIRA VEZ EM 24 ANOS, FLÁVIO BOLSONARO FICARÁ SEM MANDATO E PERDERÁ O FORO PRIVILEGIADO

Derrota para Lula encerra ciclo de mais de duas décadas na política institucional e abre novo capítulo na trajetória do filho mais velho de Jair Bolsonaro, que terá de reorganizar seu futuro político enquanto investigações seguem em andamento.
A derrota nas urnas tem consequências que vão muito além da perda de uma eleição. Para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial de 2026, o resultado representa o encerramento de um ciclo que atravessou mais de duas décadas. A partir de fevereiro de 2027, quando termina seu mandato no Senado, o parlamentar ficará sem cargo eletivo pela primeira vez desde que ingressou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em 2003.

É uma mudança inédita na trajetória política do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante 24 anos, Flávio permaneceu na estrutura institucional do poder, passando pela Assembleia Legislativa fluminense e chegando ao Senado Federal. Agora, sem um novo mandato, terá de encontrar outro caminho para preservar sua influência política, justamente em um momento de fragilidade para o grupo bolsonarista após a derrota presidencial.

A saída do Congresso também terá reflexos jurídicos. Com o fim do mandato, Flávio perderá o foro por prerrogativa de função associado ao cargo de senador. Isso, entretanto, não significa que todos os procedimentos envolvendo seu nome serão automaticamente transferidos para a primeira instância. A definição dependerá da natureza dos fatos investigados e das regras de competência estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA À DISPUTA PELO PLANALTO

Nascido em 1981, em Resende, no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro iniciou sua carreira eleitoral em 2002, quando foi eleito deputado estadual. Assumiu o primeiro mandato em 2003 e permaneceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro por quatro legislaturas consecutivas, sendo reeleito em 2006, 2010 e 2014.

Em 2016, tentou dar um salto na carreira ao disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro, mas terminou a eleição em quarto lugar. Dois anos depois, em meio à ascensão nacional de Jair Bolsonaro, conquistou uma cadeira no Senado Federal, com aproximadamente 4,38 milhões de votos.

A eleição de 2018 consolidou sua posição no grupo político liderado pelo pai. Desde então, Flávio passou a ocupar um espaço importante no núcleo familiar e político do bolsonarismo, construindo relações partidárias e participando das articulações da direita nacional.

Na eleição presidencial de 2026, seu nome foi apresentado como uma alternativa para manter vivo o projeto político da família Bolsonaro. A candidatura buscava transformar o sobrenome em capital eleitoral e demonstrar que a influência do ex-presidente poderia sobreviver à ausência de Jair Bolsonaro na disputa.

A derrota para Lula, porém, interrompeu esse projeto no momento em que Flávio se preparava para assumir o principal posto de sua trajetória política.

TRÊS FRENTES DE INVESTIGAÇÃO NO RADAR JUDICIAL

A situação do senador também exige atenção no campo jurídico. Informações divulgadas nesta segunda-feira (26) apontam para três frentes de investigação relacionadas a suspeitas distintas.

Uma delas envolve a produção do filme *Dark Horse*, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação examina possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento da produção e a repasses atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, no STF.

Outra apuração envolve relações financeiras entre Flávio Bolsonaro e o advogado e empresário Willer Tomaz, com suspeitas relacionadas a lavagem de dinheiro e a empresas dos setores de apostas e pagamentos digitais. Flávio nega irregularidades.

A terceira frente está relacionada a uma publicação feita pelo senador nas redes sociais em janeiro de 2026, envolvendo uma possível calúnia contra Lula. A apuração busca esclarecer se houve prática criminosa e quais medidas jurídicas poderão ser adotadas.

É importante destacar que investigações não equivalem a condenações. A existência de apurações deve ser tratada com responsabilidade jornalística, respeitando o direito de defesa e a presunção de inocência.

A perda do mandato não extingue eventuais investigações, tampouco significa que todos os processos passarão necessariamente para juízes de primeira instância. Em março de 2025, o STF estabeleceu que a prerrogativa de foro pode permanecer mesmo depois do afastamento do cargo quando os fatos investigados estiverem relacionados ao exercício da função e tiverem ocorrido durante seu desempenho.

Assim, o futuro de cada procedimento dependerá das circunstâncias específicas e das decisões das autoridades judiciais competentes.

O CASO DAS RACHADINHAS E AS CONTROVÉRSIAS DO PASSADO

A trajetória de Flávio Bolsonaro também foi marcada pelo caso conhecido como “rachadinha”, relacionado a suspeitas de recolhimento de parte dos salários de funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O episódio se tornou um dos principais pontos de desgaste de sua imagem pública e provocou uma longa batalha judicial. Em 2022, a denúncia foi rejeitada após decisões judiciais que anularam provas. Flávio sempre negou irregularidades.

O caso marcou sua passagem pela política fluminense e alimentou questionamentos sobre a atuação de seu gabinete. Mesmo depois das decisões judiciais favoráveis ao senador naquele processo, o episódio continuou presente no debate público sobre sua trajetória.

Agora, com a saída do Senado no horizonte, as novas apurações voltam a colocar o parlamentar diante de desafios jurídicos que poderão influenciar os próximos passos de sua vida pública.

SEM MANDATO, MAS NÃO NECESSARIAMENTE SEM FORÇA POLÍTICA

O fim do mandato não significa que Flávio Bolsonaro desaparecerá do cenário político. O senador continua sendo uma figura conhecida da direita e poderá atuar na oposição, participar das articulações partidárias e disputar novas eleições no futuro, caso decida seguir esse caminho.

A questão central será saber se conseguirá preservar a unidade do bolsonarismo em um período de redefinição de lideranças. Durante anos, o sobrenome Bolsonaro funcionou como um dos principais instrumentos de mobilização eleitoral da direita brasileira. Com a derrota presidencial, a família terá de demonstrar que sua força política vai além da presença de um integrante no comando do Executivo ou em cargos parlamentares.

Flávio terá de enfrentar esse desafio sem a estrutura institucional que o acompanhou desde 2003. A ausência de mandato reduz sua presença formal no Congresso e altera as condições de sua atuação política, embora não elimine sua capacidade de articulação.

O senador também precisará lidar com a disputa por espaço entre outras lideranças conservadoras que podem buscar protagonismo após o resultado eleitoral.

O FIM DE UM CICLO E O INÍCIO DE OUTRO

A derrota para Lula representa, portanto, mais do que uma derrota eleitoral para Flávio Bolsonaro. Marca o encerramento de uma sequência de mandatos que atravessou quase um quarto de século e inaugura uma fase em que o senador terá de construir sua atuação fora do Congresso.

Pela primeira vez desde 2003, ele não terá um cargo eletivo a partir de fevereiro de 2027. Ao mesmo tempo, seu futuro político será influenciado pela reorganização da direita brasileira e pelos desdobramentos das investigações em andamento.

A política oferece a possibilidade de retorno às urnas, mas não garante a recuperação automática do espaço perdido. Flávio precisará demonstrar capacidade de liderança, preservar sua base de apoio e definir qual papel pretende desempenhar na oposição ao governo Lula.

O que está em jogo não é apenas o destino político de um dos filhos de Jair Bolsonaro. É também a capacidade do bolsonarismo de atravessar uma derrota presidencial, reorganizar suas lideranças e continuar relevante sem depender exclusivamente do sobrenome que o projetou nacionalmente.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

ADRIANO CAMPOS VAI ÀS RUAS POR LULA, PARTICIPA DA VITÓRIA E REFORÇA PROTAGONISMO DA OPOSIÇÃO EM TEREZINHA

Professor foi às ruas no segundo turno, participou da caminhada do dia 23 e esteve nas comemorações da vitória de Lula. Enquanto isso, a ausência do prefeito Arnóbio nos atos em defesa do presidente virou assunto no cenário político municipal.

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026 também deixa um recado político importante para Terezinha, no Agreste pernambucano. O professor Adriano Campos mostrou disposição para entrar em campo, mobilizar apoiadores e defender publicamente o projeto político que representa, consolidando sua presença como uma das principais lideranças da oposição no município.

Adriano não ficou apenas na torcida pelo resultado das urnas. Participou ativamente da campanha de Lula no segundo turno, esteve na caminhada realizada no dia 23 de outubro, no meio do povão, e marcou presença neste domingo, dia 25, nas comemorações da grande vitória do presidente reeleito.

Ao lado da vereadora Adjeane Campos e de aliados, o professor ocupou as ruas e participou da mobilização em defesa de Lula. Sua atuação reforça o perfil de uma liderança que busca manter contato direto com a população e que não se esquiva de assumir posições em momentos importantes da política nacional.

Em Terezinha, Lula obteve 4.408 votos, correspondentes a 81,90% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 974 votos, equivalentes a 18,10%. O resultado demonstra a ampla vantagem do presidente no município e a força do eleitorado que optou pela continuidade do projeto petista.

A votação não pode ser atribuída exclusivamente a um nome, pois envolve diferentes lideranças, militantes, eleitores e movimentos políticos. Ainda assim, Adriano Campos teve participação ativa na mobilização local e se colocou publicamente na linha de frente da campanha, um movimento que merece ser observado no cenário político de Terezinha.

ADRIANO E ADJEANE, UMA OPOSIÇÃO QUE OCUPA AS RUAS

A força política de Adriano também precisa ser compreendida a partir da disputa municipal de 2024. Na eleição para prefeito, o professor conquistou 2.663 votos, correspondentes a 49,21% dos votos válidos, ficando a apenas 85 votos de Arnóbio Gomes, eleito com 2.748 votos.

Uma diferença apertada que consolidou Adriano como uma das principais referências da oposição e demonstrou que existe em Terezinha um grupo político com presença eleitoral significativa.

A vereadora Adjeane Campos integra esse campo político e representa a atuação do grupo no Legislativo municipal. A participação dos dois na mobilização presidencial mostra que a atuação política ultrapassa as disputas locais e também se manifesta nas grandes discussões nacionais.

A caminhada do dia 23 foi um momento de contato direto com a população, com Adriano no meio do povão, participando da mobilização pela reeleição de Lula. No dia seguinte à votação, ele também esteve presente nas comemorações, compartilhando com os apoiadores o momento da vitória.

Na política do interior, presença faz diferença. Conversar com as pessoas, participar dos movimentos populares e assumir posições publicamente são atitudes que ajudam a construir relações políticas. Adriano procurou demonstrar exatamente isso durante o segundo turno: disposição para estar nas ruas e defender suas convicções.

AUSÊNCIA DE ARNÓBIO CHAMOU A ATENÇÃO

Enquanto Adriano Campos participava das mobilizações em defesa da reeleição de Lula, a ausência do prefeito Arnóbio Gomes nos atos locais também chamou a atenção de setores da população e passou a alimentar questionamentos no ambiente político municipal.

A ausência ganhou ainda mais relevância diante dos relatos de que alguns secretários da gestão municipal teriam feito campanha abertamente para Jair Bolsonaro. A situação levantou discussões sobre o posicionamento político de integrantes do governo e sobre a postura da administração municipal durante uma eleição que mobilizou o país.

O contraste entre a presença de lideranças oposicionistas nas ruas e a ausência do prefeito nos atos em defesa de Lula tornou-se um dos assuntos políticos do momento em Terezinha.

É legítimo questionar escolhas e posicionamentos de agentes públicos, assim como é legítimo que cada cidadão tenha sua preferência eleitoral. O que precisa ficar claro é que a população tem o direito de conhecer as posições de suas lideranças e de avaliar a coerência entre seus discursos, suas alianças e suas atitudes.

Arnóbio tem espaço para esclarecer sua posição, assim como os secretários mencionados podem apresentar suas versões. O debate político ganha qualidade quando há transparência e quando as divergências são tratadas com responsabilidade.

UMA VITÓRIA NACIONAL QUE TAMBÉM MOVIMENTA A POLÍTICA LOCAL

Os 4.408 votos de Lula em Terezinha pertencem aos eleitores que fizeram sua escolha nas urnas. Nenhuma liderança pode reivindicar sozinha o resultado, que é fruto de uma combinação de fatores nacionais e locais, da atuação partidária e da participação popular.

Mas uma coisa é inegável: Adriano Campos decidiu participar da disputa, foi às ruas, esteve na caminhada do dia 23 e marcou presença nas comemorações da vitória. Ao lado de Adjeane Campos e de seus apoiadores, mostrou que pretende continuar atuando no debate político municipal.

O segundo turno serviu para reafirmar seu posicionamento e fortalecer a visibilidade de um grupo que já demonstrou competitividade nas urnas municipais. A diferença de apenas 85 votos na eleição de 2024 ajuda a explicar por que cada movimento político em Terezinha é acompanhado de perto.

A vitória de Lula encerra uma disputa nacional, mas seus reflexos continuarão presentes na política dos municípios. Em Terezinha, Adriano Campos aproveitou o momento para reafirmar sua liderança oposicionista e demonstrar que continua disposto a defender suas ideias junto à população.

No fim das contas, a política não se faz apenas nos gabinetes, nas fotografias oficiais ou nas conversas de bastidores. Também se faz na rua, no contato com o povo e na disposição de assumir posições quando chega a hora de escolher um lado.

E foi nas ruas, durante a campanha de Lula, que Adriano Campos procurou deixar sua marca nesta eleição.

TARCÍSIO É O NOME DA VEZ: DERROTA DE FLÁVIO BOLSONARO ABRE CAMINHO PARA NOVO LÍDER DA DIREITA

A derrota de Flávio Bolsonaro para Lula pode ter produzido um efeito que vai muito além do resultado das urnas: abriu espaço para que Tarcísio de Freitas se consolide como o principal nome da direita brasileira para os próximos anos. Na política, perder uma eleição é duro. Perder a oportunidade de sair dela como líder é ainda pior.

Flávio teve a chance de reconhecer o resultado, reorganizar suas forças e assumir o papel de principal voz da oposição ao governo Lula. Mas, ao não reconhecer a derrota de maneira clara e partir para críticas à decisão do ministro Cristiano Zanin sobre a prorrogação da votação, acabou alimentando questionamentos sobre a coerência de seu discurso. O detalhe é que sua própria campanha também havia solicitado mais tempo de votação em outros estados.

Essa contradição enfraquece a narrativa de quem pretende liderar a oposição nacional. Afinal, para ser líder, não basta mobilizar os próprios apoiadores. É preciso ter discurso consistente, capacidade de diálogo e autoridade política para falar além da própria bolha.

TARCÍSIO É O NOME DA VEZ

Enquanto Flávio enfrenta o desgaste da derrota, Tarcísio de Freitas surge como um dos grandes beneficiados pelo novo cenário político. Governador de São Paulo e aliado do bolsonarismo, ele reúne características que podem ajudá-lo a construir um projeto nacional sem depender exclusivamente do sobrenome Bolsonaro.

Tarcísio tem uma vantagem estratégica: pode dialogar com o eleitorado conservador, manter pontes com o bolsonarismo e, ao mesmo tempo, buscar apoio entre setores empresariais, lideranças políticas e eleitores que desejam uma alternativa ao PT, mas não necessariamente querem permanecer presos à disputa entre Lula e a família Bolsonaro.

É justamente aí que está a oportunidade. A direita precisa decidir se continuará girando em torno de uma única família ou se abrirá espaço para uma liderança capaz de ampliar sua base eleitoral.

O JOGO DE 2030 JÁ COMEÇOU NOS BASTIDORES

Ainda falta muito para a próxima eleição presidencial, e qualquer candidatura dependerá das alianças, do desempenho dos governos e das condições políticas até lá. Mas a disputa pela liderança da direita já ganhou um novo capítulo.

Flávio Bolsonaro sai da eleição com o desafio de explicar seu caminho daqui para frente. Tarcísio, por sua vez, pode aproveitar o momento para fortalecer sua imagem nacional e se apresentar como uma alternativa competitiva para 2030.

No tabuleiro da política brasileira, a derrota de um pode representar a oportunidade do outro. E Tarcísio parece ter recebido justamente aquilo que todo político ambicioso procura: espaço para crescer.

A pergunta agora não é apenas quem perdeu para Lula. É quem conseguirá transformar essa derrota em poder político para o futuro.

Na política, o resultado das urnas encerra uma disputa, mas nunca encerra o jogo.

SUAPE AVANÇA NA EXPANSÃO DE NEGÓCIOS E ABRE CONSULTA PÚBLICA PARA NOVO ARRENDAMENTO PORTUÁRIO

O projeto prevê investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão em área de cerca de 51 mil metros quadrados. Audiência pública será realizada nesta terça-feira (27/10), às 14h, no auditório da estatal.


 O Complexo Industrial Portuário de Suape dá mais um passo em sua estratégia de desenvolvimento de novos negócios e atração de investimentos privados com a abertura de consulta pública para receber contribuições sobre o projeto de arrendamento da área SUA08, destinada à movimentação e armazenagem de carga geral e conteinerizada. Como parte dessa etapa, será realizada audiência pública nesta terça-feira (27/10), às 14h.

Com aproximadamente 51 mil metros quadrados e investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão, o projeto integra as iniciativas de Suape voltadas à ampliação das oportunidades de negócios e ao fortalecimento da infraestrutura logística e portuária de Pernambuco.

A consulta e a audiência públicas constituem etapas preparatórias para a futura licitação, com o objetivo de assegurar a transparência do processo e possibilitar a participação de investidores, representantes do setor portuário e demais interessados.

A audiência será realizada no auditório do Centro Administrativo de Suape, em Ipojuca, em formato híbrido, com participação presencial e virtual, além de transmissão ao vivo pelo canal oficial da estatal portuária no YouTube.

Os interessados em se manifestar durante o encontro deverão realizar inscrição prévia. As contribuições e sugestões por escrito poderão ser encaminhadas até o dia 30 de outubro de 2026, por meio de formulário eletrônico.

Os documentos referentes à consulta e à audiência públicas, bem como as orientações para participação e envio de contribuições, estão disponíveis no endereço: https://www.suape.pe.gov.br/pt/licitacoes-2/consulta-e-audiencia-publicas-n-01-2026-sua08



Fotos: Divulgação/Suape

DERROTA NAS URNAS E PRESSÃO NA JUSTIÇA: FLÁVIO BOLSONARO É INTIMADO A ENTREGAR PASSAPORTES

Senador é alvo de dois inquéritos no STF; medida ocorre um dia após perder a disputa presidencial para Lula
A derrota nas urnas não foi o único revés enfrentado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste início de semana. Nesta segunda-feira (26), um dia após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes.

A medida acontece em meio a investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e colocam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no centro de suspeitas que ainda precisam ser esclarecidas.

Flávio é investigado em dois inquéritos. Em um deles, ele e o advogado Willer Tomaz são suspeitos de envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. No outro, as apurações envolvem o financiamento do filme *Dark Horse*, produção cinematográfica sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

A eventual retenção dos passaportes é uma medida cautelar que pode ser adotada para restringir a saída de investigados do território nacional, desde que haja determinação da autoridade competente. O alcance e os fundamentos da medida aplicada ao senador precisam ser considerados à luz da decisão correspondente.

O episódio também reacende a lembrança de outro integrante do grupo político bolsonarista: Alexandre Ramagem, ex-deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, que deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana no ano passado, às vésperas de ser condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado.

**UM NOVO CAPÍTULO PARA O CLÃ BOLSONARO**

O momento é politicamente delicado. Depois de uma campanha presidencial que terminou com a vitória de Lula, Flávio agora precisa lidar com os desdobramentos de investigações judiciais que podem ampliar a pressão sobre sua atuação política.

A coincidência entre a derrota eleitoral e a intimação da PF coloca o senador diante de uma semana marcada por dois fronts: o político, com o resultado das urnas, e o jurídico, com as apurações em andamento.

É importante ressaltar que ser investigado não significa ser culpado. As suspeitas precisam ser comprovadas, e o senador tem direito à ampla defesa e ao devido processo legal.

No tabuleiro político, porém, o desgaste é inevitável: depois de disputar o comando do país, Flávio Bolsonaro começa o dia seguinte à eleição enfrentando uma nova turbulência judicial.


2026: O ANO QUE MIGUEL COELHO DEVERIA ESQUECER, MAS PRECISA APRENDER A NÃO REPETIR

De uma possível candidatura ao Senado à suplência de deputado federal, o ex-prefeito de Petrolina termina o ano diante de uma lição que vai além das urnas: humildade, respeito às pequenas bases e reconhecimento de quem luta por um projeto político longe dos grandes palanques.

Tem ano que um político gostaria de apagar da memória. Para Miguel Coelho, 2026 tem todos os ingredientes para entrar nessa lista. Mas, antes de virar a página, o ex-prefeito de Petrolina precisa entender o que aconteceu, rever conceitos e, principalmente, olhar para aqueles que muitas vezes ficam esquecidos quando os grandes grupos se movimentam.

Miguel não é uma má pessoa, tampouco precisa ser tratado como um mau político. Tem experiência administrativa, conhece os caminhos da política pernambucana e governou Petrolina por dois mandatos. Construiu uma liderança importante no Sertão e chegou a ser apontado como possível candidato ao Senado. O problema é que a política não vive apenas de passado, sobrenome, estrutura e ambição. Vive também de escolhas, capacidade de articulação e respeito a quem ajuda a construir uma trajetória.

E foi justamente nesse terreno que 2026 deixou perguntas incômodas.

Miguel disputou uma vaga de deputado federal pelo União Brasil, recebeu 102.595 votos e terminou como primeiro suplente da federação União Progressista. Faltaram 8.014 votos para alcançar a última vaga conquistada pela federação. Um resultado expressivo em números absolutos, mas insuficiente para garantir o mandato. 

Para quem chegou a sonhar com uma disputa pelo Senado, a mudança de cenário foi considerável. A questão agora não é apenas lamentar o resultado. É compreender por que um projeto que parecia ter ambições maiores terminou sem conquistar a cadeira pretendida.

A SOBERBA PODE CUSTAR CARO, MAS A HUMILDADE PODE ENSINAR O CAMINHO DE VOLTA

Na política, existe uma armadilha perigosa: começar a acreditar que a força de um grupo é suficiente para garantir resultados. Quando isso acontece, corre-se o risco de dar atenção excessiva aos grandes centros, aos eventos cheios, às lideranças de maior visibilidade e aos aliados que ocupam os espaços mais importantes.

Enquanto isso, gente que trabalha silenciosamente, que abre portas em cidades pequenas, que reúne meia dúzia de apoiadores e que passa meses defendendo um nome acaba ficando em segundo plano.

É aí que mora uma das grandes lições para Miguel Coelho.

Não se trata de afirmar que ele deliberadamente desprezou alguém. Trata-se de reconhecer que qualquer liderança que pretende crescer precisa avaliar se está distribuindo atenção, respeito e capacidade de diálogo de maneira adequada. A derrota é uma oportunidade para essa reflexão, não uma prova automática de que todas as críticas são verdadeiras.

O político precisa entender que uma pequena cidade não é menos importante porque tem menos eleitores. E uma liderança não merece menos respeito porque não consegue reunir uma multidão.

Em Pernambuco, há municípios onde a política é feita no corpo a corpo, na conversa de calçada, na visita à zona rural e no compromisso assumido olho no olho. Não há grandes estruturas, equipes numerosas ou eventos monumentais. Há pessoas que acreditam em determinado projeto e trabalham com os recursos que possuem.

Essas pessoas também enfrentam críticas, colocam a própria reputação em jogo e precisam explicar aos vizinhos por que estão apoiando determinado candidato. Quando chega o dia da eleição, fazem sua parte e esperam, no mínimo, que seu esforço seja reconhecido.

Não é razoável que um grupo político só se lembre dessas bases quando precisa dos votos.

O VOTO DO RECANTO MAIS DISTANTE DE PERNAMBUCO VALE EXATAMENTE O MESMO QUE O VOTO DOS GRANDES CENTROS.

A urna não sabe se o eleitor mora numa avenida movimentada de Petrolina, numa comunidade rural do Agreste ou num pequeno distrito do Sertão. Não existe voto de primeira classe e voto de segunda classe. Não existe eleitor importante porque vive numa cidade grande e eleitor secundário porque mora num município pequeno.

O peso eleitoral pode variar conforme a quantidade de votos de cada localidade, mas o valor democrático de cada voto é igual.

Essa diferença precisa estar muito clara para quem deseja construir uma trajetória política duradoura. Uma pequena base pode não decidir sozinha uma eleição, mas pode representar o início de uma rede de confiança. Um grupo reduzido pode não aparecer nas fotografias dos grandes encontros, mas pode permanecer fiel quando outros já estão procurando novos caminhos.

E existe uma crueldade política que muitos só percebem tarde demais: o aliado que hoje parece pequeno pode ser justamente aquele cuja ausência fará falta amanhã.

NÃO SE MENOSPREZAM PEQUENAS BASES. NÃO SE DIMINUI O ESFORÇO DE PEQUENOS GRUPOS. NÃO SE TRATA COMO DESCARTÁVEL QUEM SAIU DE CASA PARA DEFENDER UM PROJETO.

Se 2026 deixou uma lição para Miguel, ela passa necessariamente por aí. É hora de baixar a bola, ouvir mais e compreender que liderança não é apenas ocupar o centro do palco. É saber reconhecer quem ajudou a montar a estrutura, quem carregou o projeto nas costas e quem permaneceu trabalhando mesmo sem receber os holofotes.

A APOSTA PRESIDENCIAL TAMBÉM ENTROU NA CONTA

O ano ainda reservou outro capítulo. No segundo turno presidencial, Miguel declarou apoio a Flávio Bolsonaro, seguindo o posicionamento adotado pelo União Brasil e por integrantes de seu grupo político. A decisão foi justificada publicamente pela defesa de mudanças no país, com ênfase em segurança pública, emprego e responsabilidade fiscal. 

Flávio perdeu a disputa para Luiz Inácio Lula da Silva, e o cenário nacional passou a exigir dos grupos políticos uma nova leitura. Miguel, na segunda-feira, 26 de outubro, reconheceu a vitória de Lula, parabenizou o presidente eleito e defendeu a continuidade do trabalho por mais recursos, obras e qualidade de vida para Petrolina e Pernambuco. 

É legítimo escolher um lado numa eleição presidencial e também é legítimo reconhecer o resultado das urnas. O desafio está em construir uma relação institucional produtiva depois da disputa. Petrolina precisa continuar buscando investimentos, e a população não pode ser prejudicada por dificuldades de diálogo entre grupos políticos.

Miguel terá de demonstrar capacidade de articulação, sem confundir firmeza com isolamento. A política exige posições, mas exige também diálogo. E diálogo não deve ser confundido com oportunismo: trata-se de reconhecer que governos, partidos e lideranças precisam conviver em favor de interesses públicos.

Ainda assim, a derrota presidencial não explica sozinha o resultado de Miguel para deputado federal. São disputas diferentes, com eleitorados e dinâmicas próprias. O que existe é um conjunto de acontecimentos que torna necessária uma revisão mais ampla de estratégia.

2027 PRECISA SER O ANO DA REVISÃO, NÃO DA ARROGÂNCIA

Miguel Coelho não perdeu sua história. Também não deixou de ter uma base importante em Petrolina. Seus 102.595 votos demonstram que continua existindo um contingente expressivo de eleitores dispostos a apoiar seu projeto. Mas a suplência mostra que essa votação não foi suficiente para assegurar o mandato pretendido. 

O desafio é transformar esse revés em aprendizado. Isso significa avaliar a campanha, rever a relação com lideranças municipais, ouvir quem ficou distante e reconhecer que a política não pode ser conduzida apenas a partir das cidades onde o grupo possui maior força.

Significa também abandonar qualquer impressão de que pequenos aliados devem se contentar com pouco porque representam menos votos. Quem trabalha por uma candidatura merece consideração, independentemente do tamanho da sua cidade ou da influência que exerce nos bastidores.

Humildade não é fraqueza. Não diminui ninguém reconhecer que poderia ter feito diferente. Pelo contrário: a capacidade de ouvir críticas, corrigir comportamentos e valorizar pessoas é uma das características que distinguem uma liderança passageira de uma trajetória que consegue se renovar.

Miguel tem tempo para fazer essa reflexão. Não precisa abandonar suas ambições, tampouco renegar o trabalho que realizou em Petrolina. Precisa compreender que nenhuma liderança é autossuficiente e que o capital político não se resume a votos concentrados em um grande município.

A política pernambucana é feita de cidades grandes e pequenas, de grupos numerosos e reduzidos, de lideranças conhecidas e de pessoas que raramente aparecem na imprensa. Todas fazem parte do processo. Ignorar essa diversidade é correr o risco de enxergar apenas uma parcela da realidade.

A LIÇÃO FINAL: NINGUÉM É GRANDE DEMAIS PARA NÃO PRECISAR DOS PEQUENOS

Talvez Miguel Coelho prefira esquecer 2026. É compreensível. O ano não entregou o resultado que seu projeto político parecia buscar. Mas esquecer sem aprender seria desperdiçar a oportunidade de corrigir a rota.

O ex-prefeito precisa olhar para trás sem procurar culpados em cada esquina. Precisa perguntar se ouviu o suficiente, se valorizou as pessoas certas, se deu atenção às bases que trabalharam longe dos grandes eventos e se compreendeu que respeito não pode ser medido pela quantidade de votos que alguém consegue reunir.

Não é uma sentença contra Miguel. É uma reflexão sobre a política e sobre o que se espera de quem deseja continuar crescendo.

Porque o eleitor que sai de casa numa cidade pequena tem o mesmo direito de ser respeitado que aquele que vota numa grande capital. A liderança que reúne dez pessoas merece ser ouvida com a mesma seriedade com que se escuta quem reúne centenas. E o grupo que se esforçou por uma candidatura não pode ser tratado como se sua contribuição tivesse importância apenas no período eleitoral.

Na política, a soberba pode afastar pessoas que levaram anos para construir confiança. A humildade, por outro lado, abre espaço para recuperar relações e reconstruir pontes.

Miguel Coelho não precisa deixar de ser quem é. Precisa, talvez, rever a maneira como se relaciona com quem caminha ao seu lado. Precisa baixar a bola, olhar para os pequenos municípios com mais atenção e compreender que cada voto carrega uma história, um esforço e uma expectativa.

2026 pode ser o ano que Miguel gostaria de esquecer. Mas a lição que as urnas deixaram é simples: quem sonha em ser grande não pode tratar os pequenos como se não fossem importantes.

Porque, quando chega a hora de contar os votos, a urna não pergunta o tamanho da cidade, o poder da liderança ou a influência do grupo. Ela conta cada voto. E todos têm o mesmo valor.

Edney Souto | Blog do Edney

FLÁVIO BOLSONARO VISITA O PAI EM MEIO À TENSÃO E À PRESSÃO PARA TER O PASSAPORTE RETIDO

A derrota nas urnas ainda nem esfriou e Flávio Bolsonaro já enfrenta um novo capítulo de tensão política e jurídica. O senador visitou o pai, Jair Bolsonaro, na manhã desta segunda-feira (26), em Brasília, um dia depois de perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores do PL, a preocupação agora envolve a possibilidade de novas medidas judiciais contra o parlamentar, incluindo pedidos para impedir que ele deixe o país.

A visita aconteceu por volta das 11h e ocorre em um momento delicado para a família Bolsonaro. Além do revés eleitoral, Flávio passou a ser alvo de iniciativas anunciadas por parlamentares que defendem restrições à sua saída do Brasil e a retenção de seu passaporte. O assunto ganhou força após o resultado do segundo turno, ampliando a tensão em torno do senador.

A deputada federal Duda Salabert (PSol-MG) afirmou ter solicitado a apreensão do documento. Já Otoni de Paula (PSD-RJ) declarou ter acionado a Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo medidas cautelares que incluem a proibição de saída do território nacional. O deputado Rogério Correia (PT-MG) também anunciou que pretende levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

É importante destacar, porém, que até o momento não havia confirmação pública de uma decisão judicial determinando a apreensão do passaporte de Flávio ou de uma intimação da Polícia Federal relacionada a essa possibilidade. Os pedidos anunciados por parlamentares não significam, por si só, que as medidas tenham sido autorizadas pela Justiça.

A visita a Jair Bolsonaro também tem um contexto jurídico. Flávio voltou a ter autorização para encontrar o pai após o encerramento da suspensão de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A restrição havia sido imposta em julho, depois que o senador divulgou nas redes sociais uma carta de Jair Bolsonaro em apoio à sua candidatura presidencial. Na ocasião, Moraes entendeu que a publicação contrariava as medidas cautelares que proibiam o ex-presidente de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.

Em 12 de outubro, o ministro autorizou a retomada dos encontros, mantendo as condições anteriormente estabelecidas. Flávio também está cadastrado como advogado do pai, o que permite visitas nos dias úteis, respeitadas as regras aplicáveis.

Mas o cenário vai além das visitas familiares. Depois de perder a eleição para Lula no domingo (25), Flávio contestou o resultado e afirmou que pretende recorrer à Justiça para tentar anular a votação. A declaração acrescenta mais um elemento de tensão a uma disputa que terminou nas urnas, mas continua produzindo repercussões políticas.

O senador também aparece em uma investigação sobre suspeitas relacionadas ao financiamento de *Dark Horse*, filme que aborda a trajetória política de Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades.

O momento é de pressão para o parlamentar. Depois de entrar na corrida presidencial como representante do bolsonarismo, Flávio agora precisa lidar com a derrota eleitoral, as divergências dentro do próprio campo político e a possibilidade de novos desdobramentos judiciais. A discussão sobre o passaporte, por enquanto, permanece no campo dos pedidos anunciados, sem confirmação de uma ordem judicial de apreensão.

Na política brasileira, a derrota de domingo abriu uma nova etapa de incertezas para o grupo Bolsonaro. E, enquanto Lula se prepara para mais um mandato, o clã bolsonarista enfrenta o desafio de reorganizar suas forças em meio a uma combinação de desgaste eleitoral, disputas internas e questões judiciais que podem continuar ocupando o centro do debate nacional.