terça-feira, 3 de novembro de 2026

MARÍLIA ARRAES E LEILA BARROS ENTRAM NO RADAR DE LULA PARA O MINISTÉRIO DOS ESPORTES

A disputa por espaço no primeiro escalão do novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta os bastidores de Brasília. Entre os nomes cotados para assumir o Ministério dos Esportes estão duas mulheres com trajetórias distintas na política: a senadora eleita por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), e a atual senadora pelo Distrito Federal, Leila Barros (PDT).

Com a vitória de Lula no segundo turno e a montagem da equipe para o próximo mandato, os partidos que estiveram ao lado do presidente começam a se movimentar em busca de protagonismo na Esplanada dos Ministérios. O PDT também quer garantir seu espaço e tem apresentado alternativas para comandar a pasta dos Esportes.

Leila Barros reúne um currículo diretamente ligado à área. Ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, ela tem experiência no esporte de alto rendimento e deixará o Senado em fevereiro de 2027, após não conseguir renovar o mandato nas urnas. Sua indicação teria como argumento justamente a ligação histórica com o setor.

Já Marília Arraes chegaria com um peso político diferente. Eleita senadora por Pernambuco, ela representa uma vitória eleitoral recente e possui força política no Nordeste. Sua eventual escolha seria também um reconhecimento ao espaço conquistado pelo PDT na disputa eleitoral.

Mas existe um obstáculo nos bastidores: o futuro de Marília dentro do partido. A parlamentar pernambucana é contrária à federação entre PDT e PSB, articulação conduzida pelos presidentes nacionais Carlos Lupi e João Campos. Marília se posicionou contra o acordo por entender que o comando da estrutura federativa ficaria nas mãos do prefeito do Recife.

A questão ganha ainda mais importância quando se observa o cenário político pernambucano. Apesar da reaproximação entre os primos Marília Arraes e João Campos, que chegaram a integrar a mesma composição majoritária nas eleições deste ano, as movimentações para 2028 já começam a aparecer no horizonte.

Marília continua sendo lembrada como um nome competitivo para disputar a Prefeitura do Recife. O problema é que o atual prefeito, Victor Marques (PCdoB), sucessor de João Campos, aparece naturalmente como candidato à própria reeleição.

Uma eventual ida de Marília para o Ministério dos Esportes mudaria seu posicionamento no tabuleiro nacional e ampliaria sua influência política. Ao mesmo tempo, poderia abrir uma nova discussão sobre seu espaço no PDT e os rumos da relação com o PSB.

Por enquanto, a disputa está nos bastidores. Mas uma coisa é certa: a definição do Ministério dos Esportes poderá ter reflexos que vão muito além de Brasília, especialmente no cenário político de Pernambuco.

LULA CABRAL PARABENIZA RAQUEL LYRA E DESEJA SUCESSO À GOVERNADORA: “PERNAMBUCO INTEIRO ESTÁ DE PARABÉNS”

O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PDT), aproveitou a inauguração do Vila Galé Reserva Paiva para deixar um recado de reconhecimento político à governadora Raquel Lyra (PSD), reeleita para comandar Pernambuco.

Na presença da vice-governadora Priscila Krause (PSD), Lula Cabral fez questão de parabenizar Raquel pela vitória nas urnas, classificando o resultado como uma “belíssima vitória”.

Com um discurso de respeito institucional e maturidade política, o prefeito reconheceu que esteve em um campo político diferente durante a disputa eleitoral, mas destacou a relação de amizade construída ao longo dos anos.

“Todo mundo sabe que não estávamos no mesmo campo, mas somos amigos. Fui deputado com você, fui deputado com Raquel. O que eu desejo é que Pernambuco se desenvolva, que possa crescer. Pernambuco inteiro está de parabéns e eu tenho certeza que vocês farão um excelente governo”, declarou.

A manifestação de Lula Cabral chama atenção pelo gesto de reconhecimento à vitória de Raquel Lyra, mostrando que as diferenças eleitorais não precisam impedir o diálogo e a construção de parcerias em favor dos municípios e do desenvolvimento do Estado.

Na política, o palanque passa, mas Pernambuco continua. E o desafio agora é transformar a vitória nas urnas em resultados para toda a população.

TRAGÉDIA NA BR-232: PSICÓLOGA DE 38 ANOS MORRE APÓS COLISÃO COM CARRETA EM BELO JARDIM

Uma grave ocorrência de trânsito terminou em tragédia na tarde deste domingo (1º), na BR-232, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. A psicóloga Samara Barboza Vilela Pereira, de 38 anos, morreu após o carro que conduzia se envolver em uma colisão com uma carreta.

De acordo com as informações divulgadas sobre o acidente, Samara estava ao volante do veículo quando aconteceu a colisão. Após o impacto, o motorista da carreta não teria permanecido no local para prestar assistência à vítima, informação que também deverá ser apurada pelas autoridades.

A psicóloga recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhada ao hospital de Belo Jardim. Diante da gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida para o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu e morreu na unidade de saúde.

O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que ficará responsável por esclarecer a dinâmica da colisão e apurar as circunstâncias envolvendo a possível saída do motorista da carreta sem prestar socorro.

A morte de Samara representa mais uma ocorrência fatal nas rodovias pernambucanas e reacende o alerta sobre os riscos no trânsito, especialmente em trechos de grande circulação de veículos pesados.


MICHELLE BOLSONARO CHAMA JAIR DE “LÍDER” E PREGA UNIÃO APÓS DERROTA DE FLÁVIO: “NÃO É MOMENTO DE PROCURAR CULPADOS”


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) entrou no debate sobre os desdobramentos da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial do último domingo (25) e afirmou que Jair Bolsonaro tem defendido um discurso de união entre os aliados, em vez de procurar responsáveis pelo resultado das urnas.

Em publicação nas redes sociais, Michelle procurou afastar a imagem de que o ex-presidente estaria insatisfeito ou atribuindo a derrota a integrantes do próprio campo político. Segundo ela, Bolsonaro tem demonstrado tristeza diante de notícias que, na avaliação dela, distorcem suas posições e alimentam divisões entre lideranças conservadoras.

Michelle citou nominalmente a senadora Damares Alves, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o deputado Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia. De acordo com a ex-primeira-dama, Jair mantém respeito, carinho e gratidão por essas figuras, apesar dos ataques e das especulações que surgiram depois do resultado eleitoral.

Um dos trechos da publicação chamou atenção pelo tratamento dado ao ex-presidente. Michelle se referiu ao marido como seu “galego” e também como “nosso líder”, reforçando que ele continua sendo uma referência política para o grupo.

“Eu e o Jair temos conversado sobre isso. Ele sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício que, dentro das possibilidades, cada um fez em prol da campanha do Flávio”, escreveu.

A manifestação acontece em um momento de movimentação nos bastidores da direita, com diferentes interpretações sobre os motivos da derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado abriu espaço para cobranças, avaliações sobre a condução da campanha e discussões sobre os próximos passos do bolsonarismo.

Ao destacar que não existe interesse em procurar culpados, Michelle tenta preservar a unidade do grupo e evitar que divergências internas se transformem em uma disputa pública entre aliados.

A declaração também reforça o peso político que Jair Bolsonaro ainda exerce sobre o campo conservador, mesmo afastado das atividades políticas presenciais. A mensagem de Michelle funciona, portanto, como um recado aos aliados: a derrota eleitoral não deve servir de combustível para uma guerra interna.

NA LUPA: Depois de uma derrota presidencial, a união costuma virar palavra de ordem. A questão é saber se as diferentes lideranças da direita conseguirão transformar o discurso de Michelle em prática política. Afinal, o resultado das urnas deixou uma conta a ser discutida e os próximos movimentos mostrarão quem continuará seguindo a liderança de Jair Bolsonaro.

MARCONI SANTANA PODE ASSUMIR CADEIRA NA ALEPE EM JANEIRO DE 2027; MOVIMENTAÇÃO DE RAQUEL LYRA ABRE CAMINHO PARA O EX-PREFEITO DE FLORES

A possibilidade de Marconi Santana, ex-prefeito de Flores, assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de janeiro de 2027 voltou a movimentar os bastidores da política pernambucana. A informação que circula entre interlocutores políticos aponta para uma articulação envolvendo a governadora Raquel Lyra (PSD), que poderá abrir espaço para o primeiro suplente do partido na Casa Joaquim Nabuco.

Segundo uma fonte ouvida pelo Blog do Edney, a expectativa é que Raquel Lyra convide um deputado estadual do próprio PSD para integrar sua equipe de governo, assumindo uma secretaria. Com a eventual saída do parlamentar da Alepe, Marconi Santana, na condição de primeiro suplente da legenda, passaria a ocupar a vaga no Legislativo estadual.

Para Marconi, a possibilidade representa a concretização de um projeto político que ganhou força durante sua trajetória eleitoral e administrativa no Sertão do Pajeú. À frente da Prefeitura de Flores, construiu sua presença política na região e ampliou sua articulação para além dos limites do município.

Nos bastidores, o ex-prefeito acompanha com expectativa essa possibilidade e vê na movimentação da governadora uma oportunidade de chegar à Assembleia Legislativa e representar sua região no Parlamento pernambucano.

Caso a articulação se confirme, Marconi Santana iniciará 2027 com mandato de deputado estadual, fortalecendo também a presença do PSD na Alepe.

Por enquanto, a movimentação depende de uma decisão política da governadora e da confirmação do convite a um parlamentar da legenda. Mas o assunto já entrou na pauta das conversas políticas e mantém acesa a expectativa do grupo de Marconi Santana.

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MARÍLIA ARRAES PODE ROMPER COM O PDT E DEIXAR PARTIDO SE FEDERAÇÃO COM O PSB AVANÇAR; JOÃO CAMPOS ESTÁ NO CENTRO DO IMPASSE

A disputa pelo comando político da futura federação entre PDT e PSB começa a produzir consequências em Pernambuco antes mesmo de uma decisão definitiva. A senadora eleita Marília Arraes não estaria disposta a permanecer no PDT caso a direção nacional confirme a união com os socialistas, partido comandado nacionalmente por seu primo, João Campos.

O possível rompimento revela que as divergências entre Marília e o grupo político dos Campos continuam vivas, apesar da composição eleitoral que garantiu à neta de Miguel Arraes uma das duas vagas de Pernambuco no Senado Federal.

A informação foi publicada pelo Blog Dellas, da jornalista Terezinha Nunes, e repercutida por outros veículos pernambucanos. Segundo relatos atribuídos a pessoas próximas à senadora eleita, ela já teria comunicado a aliados que prefere deixar o PDT a aceitar uma federação na qual o PSB teria maior influência sobre as decisões e os espaços de poder.

O PDT procura uma saída para sobreviver politicamente

O impasse acontece em um momento delicado para o PDT. Nas eleições de 2026, a legenda não conseguiu alcançar a cláusula de desempenho, também conhecida como cláusula de barreira, e passou a enfrentar dificuldades para manter acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita.

Diante desse cenário, a direção nacional, comandada por Carlos Lupi, passou a discutir alternativas de federação, fusão ou incorporação com outras legendas.

Entre as possibilidades estão o PSB, o PSDB, o Avante e uma composição envolvendo Solidariedade e PRD. Também aparecem nas conversas outras siglas, como PSOL e Rede Sustentabilidade.

Na convenção nacional realizada em 27 de outubro, no Rio de Janeiro, o PDT aprovou uma resolução transferindo à Executiva Nacional o poder de conduzir as negociações. A federação com o PSB recebeu sinalização de preferência da direção partidária.

É justamente nesse ponto que começa o problema de Marília. Uma eventual federação com o PSB poderia significar, na avaliação de seus aliados, a perda de autonomia e de influência dentro da estrutura partidária, principalmente em Pernambuco.

Wolney Queiroz entra no jogo e acompanha Marília

Um dos aspectos mais importantes dessa disputa é o posicionamento do ministro da Previdência Social e ex-deputado federal Wolney Queiroz.

Historicamente defensor de uma aproximação entre PDT e PSB, Wolney surpreendeu ao se posicionar contra a federação durante a convenção nacional. O argumento apresentado foi o respeito à liderança de Marília em Pernambuco e à construção política que levou a senadora eleita para o partido.

Wolney destacou que Marília preside o PDT estadual e conquistou legitimidade para participar da definição dos rumos da legenda. A manifestação demonstra que o desconforto deixou de ser apenas uma questão individual e passou a envolver uma parte importante da organização pedetista pernambucana.

O movimento também coloca Carlos Lupi diante de uma equação política delicada: preservar a sobrevivência nacional do PDT sem provocar a saída de uma das lideranças mais importantes que o partido conquistou nas últimas eleições.

João Campos e Marília: uma relação que nunca ficou totalmente resolvida

A possível ruptura partidária tem raízes em uma história de divergências políticas e familiares.

Marília e João Campos pertencem a uma das famílias mais tradicionais da política pernambucana. São primos e carregam o legado de Miguel Arraes, uma das maiores referências da história política do estado.

Entretanto, a convivência entre os dois nunca foi simples.

Em 2020, Marília enfrentou João Campos na disputa pela Prefeitura do Recife. Naquele momento, ela estava no PT e João protagonizou uma campanha marcada por fortes críticas aos petistas. A disputa deixou marcas que continuaram aparecendo nos anos seguintes.

Depois da morte de Eduardo Campos, também surgiram questionamentos sobre a participação e o espaço político dos Arraes dentro do PSB, historicamente associado à família.

A aproximação eleitoral de 2026 não significou necessariamente uma reconciliação política definitiva.

Mesmo integrando a chapa de João Campos para o Senado, Marília teria mantido divergências sobre o espaço que receberia no projeto socialista.

O segundo turno de Lula aumentou o desconforto

Outro episódio que teria contribuído para aumentar o distanciamento foi a movimentação política durante o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo os relatos publicados, Marília participou de compromissos importantes ao lado de Lula, incluindo agendas em Brasília, Natal e Petrolina.

A senadora eleita ganhou visibilidade na campanha petista e esteve próxima do presidente em momentos estratégicos da disputa.

Ainda conforme as informações atribuídas a pessoas próximas dos envolvidos, João Campos teria realizado um café da manhã com lideranças políticas no dia do segundo turno sem convidar Marília.

Nos bastidores socialistas, também teria existido incômodo com a exposição da senadora ao lado de Lula, especialmente diante da estratégia eleitoral adotada em Pernambuco, que envolvia a transferência de votos de eleitores de Raquel Lyra para o presidente, movimento conhecido como Luquel.

Esses episódios são apontados como parte do desgaste, embora não exista manifestação pública dos envolvidos confirmando todos os detalhes dos relatos.

Maria Arraes também aparece no tabuleiro

A situação ganha novos contornos quando entra na conversa o nome da deputada estadual eleita Maria Arraes, irmã de Marília.

Segundo a publicação original, existiram divergências em torno das articulações eleitorais que envolveram a candidatura de Maria e a composição da chapa majoritária de João Campos.

Maria acabou disputando uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PSB, enquanto Marília conquistou o mandato de senadora pelo PDT.

O episódio teria contribuído para aumentar a distância política entre as duas irmãs, embora esse afastamento também seja apresentado como informação de bastidores, sem confirmação pública das próprias parlamentares.

O que está em jogo, portanto, não é apenas uma disputa entre duas legendas. Existe uma questão maior envolvendo o espaço de cada grupo dentro de uma estrutura política que reúne sobrenomes historicamente ligados ao poder em Pernambuco.

A cadeira no Senado facilita uma eventual mudança

Marília também tem uma vantagem jurídica importante caso decida deixar o PDT.

Como foi eleita pelo sistema majoritário para o Senado, a mudança de partido não implica perda do mandato por infidelidade partidária. O entendimento foi consolidado pelo Supremo Tribunal Federal e é reconhecido pela Justiça Eleitoral.

Isso significa que, diferentemente de deputados e vereadores eleitos pelo sistema proporcional, Marília poderá avaliar uma mudança de legenda sem colocar em risco sua cadeira no Senado.

A senadora eleita assumirá o mandato em 1º de fevereiro de 2027, com duração de oito anos. Ela conquistou 2.325.127 votos, consolidando uma expressiva votação em Pernambuco.

O que vem pela frente?

A decisão do PDT poderá provocar uma reorganização importante no tabuleiro político pernambucano.

Se a federação com o PSB avançar, Marília terá de escolher entre permanecer em uma estrutura na qual seu espaço poderá ser disputado com os socialistas ou procurar uma nova legenda que lhe ofereça autonomia para construir seu próprio projeto político.

Uma aproximação com o PSDB, Avante, Solidariedade ou PRD aparece entre as alternativas mencionadas nos bastidores, mas ainda não existe definição sobre seu destino partidário.

Para João Campos, o cenário também exige atenção. Uma eventual saída de Marília representaria mais do que a perda de uma filiada: significaria a continuidade de um distanciamento político dentro de uma família que historicamente teve enorme influência na construção do PSB pernambucano.

NA LUPA: Marília Arraes chega ao Senado com voto próprio, capital eleitoral expressivo e uma história política que não depende exclusivamente do sobrenome Campos. João, por sua vez, tenta fortalecer o PSB nacionalmente e ampliar sua influência no novo cenário político. O problema é que uma federação construída para fortalecer dois partidos pode acabar aprofundando uma divisão que já existe dentro de uma das famílias mais tradicionais da política pernambucana.

A pergunta agora é: Marília continuará no PDT se João Campos ganhar força na condução da federação ou escolherá uma nova casa partidária para construir seu próprio caminho em Brasília?

Edney Souto | Blog do Edney

NA LUPA | PÉ NO CHÃO E OLHO NO FUTURO: KASSAB COLOCA RAQUEL LYRA NO RADAR NACIONAL E ABRE CAMINHO PARA DEBATE SOBRE UMA FUTURA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA

Governadora pernambucana entra novamente no discurso do presidente nacional do PSD como um dos nomes que o partido poderá apresentar ao Brasil. Com a reeleição consolidada, Raquel tem agora quatro anos para administrar Pernambuco e construir os próximos capítulos de sua trajetória política.

A política tem dessas coisas: enquanto alguns ainda estão tentando entender o resultado das urnas, outros já começam a enxergar o que pode acontecer nos próximos anos. E, desta vez, o nome que voltou a aparecer nas conversas sobre o futuro da política nacional é o da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, voltou a colocar a pernambucana no horizonte político do partido e não escondeu que enxerga nela uma possível liderança nacional. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibido neste domingo, Kassab foi além de uma simples referência elogiosa e afirmou acreditar que Raquel estará no cenário nacional ao final do segundo mandato.

Na avaliação do dirigente, a governadora reúne características que podem abrir espaço para uma discussão sobre uma futura candidatura à Presidência da República. Mulher, nordestina, com trajetória construída na vida pública e duas reeleições consecutivas para o Governo de Pernambuco, Raquel passou a ocupar um lugar de destaque nas articulações nacionais do PSD.

Kassab foi direto ao tratar do assunto: “Na política brasileira, a governadora de Pernambuco é a mulher de maior protagonismo”. Em seguida, apresentou sua avaliação pessoal sobre o futuro da pernambucana.

“Ela, inquestionavelmente, ao final do segundo mandato, irá para o cenário nacional. É do Nordeste, mulher, inteligente, fala muito bem, é boa gestora e transita muito bem nesse ambiente econômico, que é fundamental”, declarou.

A fala não representa um anúncio de candidatura, muito menos uma decisão partidária para 2030. Mas tem significado político. Quando o presidente nacional de uma legenda do tamanho do PSD menciona publicamente uma governadora como possível nome para disputar o Palácio do Planalto, o recado ultrapassa o campo dos elogios e passa a integrar a construção de cenários futuros.

O RECADO DE KASSAB: PRIMEIRO GOVERNAR, DEPOIS PENSAR NO BRASIL

Apesar de abrir essa perspectiva, Kassab fez questão de estabelecer uma condição. Para ele, qualquer projeto nacional de Raquel depende, antes de tudo, do desempenho de seu segundo governo em Pernambuco.

“Mas não se fala nisso agora. Se ela não for uma boa governadora, acabou qualquer sonho de quem quer vê-la galgar outros postos, porque o importante é que as pessoas cumpram os seus compromissos e saiam bem para ficar credenciadas para novos saltos”, afirmou.

A declaração merece atenção. Kassab está dizendo que o caminho para Brasília começa dentro de Pernambuco. Não existe projeto presidencial sustentável sem uma gestão que consiga apresentar resultados, manter compromissos e responder às expectativas da população.

Raquel terá quatro anos para consolidar sua administração, ampliar entregas e demonstrar capacidade de articulação política e administrativa. É nesse período que a governadora será observada não apenas pelos pernambucanos, mas também pelas lideranças nacionais interessadas nos próximos movimentos do PSD.

UMA TRAJETÓRIA QUE CHAMOU A ATENÇÃO DO PRESIDENTE DO PSD

Kassab também fez questão de destacar a trajetória de Raquel Lyra. Lembrou que ela construiu sua carreira por meio de concursos públicos, foi delegada da Polícia Federal, procuradora concursada e ingressou na política eleitoral, conquistando duas eleições para a Prefeitura de Caruaru antes de chegar ao Governo de Pernambuco.

O dirigente também recordou que houve desconfiança em diferentes momentos de sua trajetória eleitoral. Primeiro, quando disputou o Governo do Estado pela primeira vez. Depois, quando enfrentou o desafio da reeleição.

As duas disputas foram vencidas, e agora Raquel inicia uma nova etapa com o mandato renovado e a responsabilidade de conduzir Pernambuco por mais quatro anos.

O que antes era uma possibilidade mencionada nos bastidores começa a ganhar espaço no discurso público da direção nacional do partido.

EQUIPE, ARTICULAÇÃO E OS PRÓXIMOS PASSOS EM PERNAMBUCO

Enquanto o debate nacional ganha força, a prioridade imediata de Raquel é outra: organizar o governo que começa em janeiro e definir os nomes que estarão ao seu lado no segundo mandato.

Depois de uma agenda de compromissos internacionais na Europa, a governadora retoma o calendário político e administrativo com decisões importantes sobre a composição do primeiro escalão.

A expectativa é de mudanças na equipe, com espaço para ajustes técnicos e políticos. A nova composição deverá refletir também a relação construída com os partidos e as lideranças que participaram da sustentação política do projeto de reeleição.

Um dos movimentos acompanhados de perto na Assembleia Legislativa envolve o deputado estadual Doriel Barros, do PT, que ficou na primeira suplência e poderá retornar à Casa caso um parlamentar da Federação Brasil da Esperança seja convocado para integrar o Executivo.

A presença do componente político na montagem da equipe é considerada natural em um governo que pretende preservar sua sustentação legislativa e manter canais de diálogo com diferentes forças partidárias.

MAIORIA NA ALEPE E DIÁLOGO SEM ATROPELO

Na Assembleia Legislativa, Raquel começa o novo ciclo com uma base governista numerosa, estimada em 29 dos 49 deputados estaduais. O cenário oferece condições para a tramitação de projetos, mas não elimina a necessidade de negociação.

A governadora sabe que maioria parlamentar não significa ausência de dificuldades. Cada votação tem sua dinâmica, e a relação com os deputados será um dos pontos importantes da nova etapa administrativa.

A possibilidade de diálogo com parlamentares de outras bancadas também faz parte desse desenho. No primeiro mandato, o governo contou, em determinadas matérias, com votos de deputados do PT, mesmo com a legenda ocupando posição de oposição.

A estratégia, portanto, passa por manter a base organizada, ampliar interlocuções e evitar desgastes desnecessários no Legislativo.

NA LUPA: O FUTURO COMEÇA PELAS ENTREGAS DO PRESENTE

A declaração de Gilberto Kassab coloca Raquel Lyra em uma conversa que vai além das fronteiras pernambucanas. Não é pouca coisa uma governadora nordestina ter seu nome citado pelo presidente nacional de um partido com presença expressiva no Congresso e nos governos estaduais como uma possível alternativa para uma disputa presidencial futura.

Mas existe uma diferença entre ser lembrada como possibilidade e transformar essa possibilidade em projeto político.

O segundo mandato será decisivo. Pernambuco será o principal cartão de apresentação de Raquel. Obras, geração de empregos, saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e capacidade de articulação terão peso na avaliação de sua gestão.

A governadora não precisa, neste momento, antecipar uma disputa de 2030. Precisa fazer o governo acontecer, cuidar das alianças, administrar as diferenças políticas e entregar aquilo que prometeu aos pernambucanos.

Kassab já colocou a peça no tabuleiro. Agora, o movimento mais importante está nas mãos de Raquel.

Pé no chão e olho no futuro. O desafio imediato é Pernambuco. O horizonte, segundo a leitura do comando nacional do PSD, poderá ser muito maior.

Por Edney Souto | Coluna Na Lupa
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TRAGÉDIA NA PE-149: TRÊS HOMENS MORREM APÓS CARRO CAPOTAR E CAIR EM BARREIRO, EM IBIRAJUBA

Uma tragédia registrada na madrugada deste domingo (1º) terminou com a morte de três homens no Agreste de Pernambuco. O acidente aconteceu na rodovia PE-149, no município de Ibirajuba, e envolveu um Fiat Uno que capotou e acabou caindo dentro de um barreiro. As três vítimas ficaram presas no interior do veículo e morreram no local.

Os homens foram identificados como Iranjakson Nogueira Santos, conhecido popularmente como Irã, de 39 anos; José Jefferson Santos da Silva, de 26; e José Marcelino da Silva, de 47 anos.

De acordo com as informações iniciais, Iranjakson estava ao volante quando teria perdido o controle da direção. O automóvel saiu da trajetória, capotou e terminou dentro do barreiro. Com o impacto e a posição em que o veículo ficou, os ocupantes não conseguiram sair e acabaram morrendo antes da chegada do socorro.

O carro somente foi localizado na manhã do domingo, depois que populares perceberam a presença de um automóvel dentro do barreiro. Ao se aproximarem, encontraram os três homens no interior do veículo e acionaram as equipes de emergência.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e, com o auxílio de moradores, realizou a retirada das vítimas. Foi necessário desvirar o automóvel para que os corpos pudessem ser resgatados.

Informações preliminares apontam que os três homens teriam sido vistos ingerindo bebidas alcoólicas no centro de Ibirajuba momentos antes do acidente. Essa circunstância, entretanto, não confirma por si só eventual relação entre o consumo de álcool e a ocorrência. A dinâmica do acidente deverá ser esclarecida pelas autoridades competentes.

Após os procedimentos no local, os corpos foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Caruaru.

A tragédia deixa três famílias de luto e reacende o alerta sobre os perigos no trânsito, especialmente quando há suspeita de consumo de bebida alcoólica antes de assumir a direção. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.