O principal foco da manifestação foi o pedido de concessão de prisão humanitária a Bolsonaro, que está detido desde o dia 22 de novembro. Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal, o ex-presidente foi transferido na última quinta-feira (15) para o Complexo Penitenciário da Papudinha, medida que gerou forte reação entre seus aliados políticos.
Durante o ato, o senador Izalci Lucas classificou a transferência como um gesto de “crueldade” e “vingança”, destacando o histórico médico de Bolsonaro como fator central da contestação. Segundo o parlamentar, o ex-presidente já passou por nove cirurgias desde o atentado sofrido em 2018, sendo que as duas mais recentes ainda exigiriam cuidados contínuos e acompanhamento especializado.
Izalci argumentou que, embora a Papudinha ofereça um espaço físico maior em relação às instalações da Polícia Federal, a distância do centro hospitalar representa um risco concreto à saúde do ex-presidente. De acordo com ele, a localização do complexo penitenciário pode dificultar atendimentos de urgência. “Qualquer intercorrência mais grave exige rapidez. Ele precisa de, no máximo, 15 minutos para chegar a um hospital, algo que era possível quando estava mais próximo do DF Star”, afirmou o senador, reforçando a preocupação com eventuais emergências médicas.
Os manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa de Bolsonaro, exibiram faixas e cartazes pedindo justiça e humanização da pena, além de criticarem o que chamam de perseguição política. Para os organizadores, o ato teve caráter pacífico e buscou chamar a atenção da opinião pública e das autoridades para o estado de saúde do ex-presidente e para a necessidade, segundo eles, de uma reavaliação da medida judicial.
A mobilização deste domingo se soma a uma série de manifestações realizadas por apoiadores de Bolsonaro desde sua prisão, evidenciando que, mesmo fora do poder e sob custódia, o ex-presidente segue como figura central da polarização política no país. Enquanto isso, o debate sobre prisão humanitária, condições de detenção e garantias de atendimento médico adequado permanece no centro das discussões entre aliados, juristas e integrantes do cenário político nacional.
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