segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

ATO NO EIXÃO SUL PEDE PRISÃO HUMANITÁRIA PARA BOLSONARO E DENUNCIA “CRUELDADE” EM TRANSFERÊNCIA PARA A PAPUDINHA

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na manhã deste domingo (18), no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, em Brasília, em um ato político marcado por discursos críticos às decisões judiciais que mantêm o ex-chefe do Executivo preso. A mobilização foi convocada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, reunindo parlamentares, lideranças conservadoras e militantes bolsonaristas.

O principal foco da manifestação foi o pedido de concessão de prisão humanitária a Bolsonaro, que está detido desde o dia 22 de novembro. Inicialmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal, o ex-presidente foi transferido na última quinta-feira (15) para o Complexo Penitenciário da Papudinha, medida que gerou forte reação entre seus aliados políticos.

Durante o ato, o senador Izalci Lucas classificou a transferência como um gesto de “crueldade” e “vingança”, destacando o histórico médico de Bolsonaro como fator central da contestação. Segundo o parlamentar, o ex-presidente já passou por nove cirurgias desde o atentado sofrido em 2018, sendo que as duas mais recentes ainda exigiriam cuidados contínuos e acompanhamento especializado.

Izalci argumentou que, embora a Papudinha ofereça um espaço físico maior em relação às instalações da Polícia Federal, a distância do centro hospitalar representa um risco concreto à saúde do ex-presidente. De acordo com ele, a localização do complexo penitenciário pode dificultar atendimentos de urgência. “Qualquer intercorrência mais grave exige rapidez. Ele precisa de, no máximo, 15 minutos para chegar a um hospital, algo que era possível quando estava mais próximo do DF Star”, afirmou o senador, reforçando a preocupação com eventuais emergências médicas.

Os manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa de Bolsonaro, exibiram faixas e cartazes pedindo justiça e humanização da pena, além de criticarem o que chamam de perseguição política. Para os organizadores, o ato teve caráter pacífico e buscou chamar a atenção da opinião pública e das autoridades para o estado de saúde do ex-presidente e para a necessidade, segundo eles, de uma reavaliação da medida judicial.

A mobilização deste domingo se soma a uma série de manifestações realizadas por apoiadores de Bolsonaro desde sua prisão, evidenciando que, mesmo fora do poder e sob custódia, o ex-presidente segue como figura central da polarização política no país. Enquanto isso, o debate sobre prisão humanitária, condições de detenção e garantias de atendimento médico adequado permanece no centro das discussões entre aliados, juristas e integrantes do cenário político nacional.

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