quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

CÂMARA SE MOBILIZA PARA VOTAR MP DO GÁS GRATUITO E AMPLIAR A REDE FEDERAL NO INTERIOR

A retomada dos trabalhos no Congresso Nacional já chega com pautas de forte impacto social e político. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que pretende colocar em votação, logo no início do ano legislativo, a medida provisória que institui o programa Gás do Povo, iniciativa voltada à distribuição gratuita de recargas de botijão de gás para famílias de baixa renda em todo o país.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais do parlamentar, que sinalizou a prioridade do tema assim que os deputados retornarem do recesso, em 2 de fevereiro. A medida é considerada estratégica pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobretudo por seu alcance social em um momento de pressão no orçamento doméstico das camadas mais vulneráveis da população. O custo do gás de cozinha pesa de forma significativa nas despesas básicas das famílias de baixa renda, e o programa surge como tentativa de aliviar esse impacto direto no dia a dia.

A MP, no entanto, enfrenta o fator tempo como principal obstáculo. O texto está próximo de perder a validade, o que obriga o Congresso a acelerar sua análise. Caso seja aprovada na Câmara, a proposta ainda precisará passar pelo Senado para se tornar lei definitiva. A corrida contra o prazo adiciona um componente de urgência política às articulações entre governo e lideranças partidárias.

Além do Gás do Povo, Hugo Motta também incluiu na pauta um projeto de lei que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano. A proposta está alinhada à política de expansão da educação profissional e tecnológica no interior do Brasil, uma das bandeiras defendidas pelo Palácio do Planalto. A criação de novas unidades da rede federal é vista como instrumento de desenvolvimento regional, geração de oportunidades e formação de mão de obra qualificada fora dos grandes centros urbanos.

O presidente da Câmara indicou ainda que outras matérias consideradas de consenso entre os partidos devem avançar nas primeiras semanas de atividade legislativa. Paralelamente, a Casa dará início ao processo de instalação e eleição das Comissões Permanentes, colegiados responsáveis por analisar projetos e conduzir debates temáticos ao longo do ano.

Já temas mais sensíveis devem ficar para depois do Carnaval. É o caso da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que promete mobilizar intensos debates entre parlamentares e governo. Outro assunto que deve ganhar espaço na agenda é o acordo entre União Europeia e Mercosul. Segundo Motta, a Câmara pretende discutir o texto antes mesmo de o governo encaminhá-lo formalmente, antecipando o debate sobre um tratado que envolve interesses econômicos, ambientais e diplomáticos de grande escala.

Com uma pauta que combina medidas sociais, educação e temas estruturais, a Câmara inicia o ano legislativo sob pressão por resultados e com a missão de dar respostas rápidas a demandas que dialogam diretamente com a vida da população.

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