sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

CHAMAS AVANÇAM NA SERRA DE SÃO SEVERINO E MOBILIZAM MORADORES EM PALMEIRINA EM CENÁRIO DE DESESPERO E SECA EXTREMA

Um incêndio de grandes proporções atinge a Serra de São Severino, no município de Palmeirina, no Agreste pernambucano, e provoca apreensão entre moradores da região. As chamas se espalham rapidamente pela vegetação seca, formando uma cortina de fumaça que pode ser vista a quilômetros de distância e transformando a paisagem verde da serra em um cenário de cinzas, calor intenso e preocupação.

De acordo com informações repassadas por moradores e registradas em relatos enviados ao blog, populares tentam conter o avanço do fogo de forma improvisada, utilizando galhos, baldes d’água e abafadores artesanais. A mobilização é marcada por esforço e tensão, já que o terreno acidentado e a vegetação ressecada dificultam o controle das chamas. O clima seco dos últimos dias tem sido um dos principais agravantes, criando condições ideais para que o fogo se alastre com rapidez.

Um dos relatos mais comoventes veio acompanhado da imagem de um bicho-preguiça encontrado em meio à área afetada. O animal silvestre, símbolo da fauna local, representa o impacto silencioso que o incêndio provoca não apenas na vegetação, mas também na vida dos animais que habitam a serra. A presença do bicho-preguiça em meio ao desastre reforça o alerta sobre os danos ambientais causados pelas queimadas, que destroem abrigos naturais e ameaçam a sobrevivência de diversas espécies.

As informações foram compartilhadas pelo ex-prefeito Eudson Catão, que descreveu a situação como triste e preocupante, destacando o esforço das pessoas da comunidade que, mesmo sem estrutura adequada, tentam evitar que o fogo avance para áreas ainda preservadas. O relato evidencia um sentimento coletivo de impotência diante da força das chamas, mas também de solidariedade entre os moradores que se unem para proteger o que resta da vegetação.

Além dos prejuízos ambientais, há temor de que o incêndio se aproxime de propriedades rurais, colocando em risco plantações, cercas e até residências mais isoladas. A fumaça densa também pode afetar a saúde de quem vive nas proximidades, principalmente crianças e idosos, mais sensíveis a problemas respiratórios.

O caso acende um novo alerta sobre o perigo das queimadas durante períodos de estiagem no Agreste. Com o solo seco, ventos e vegetação altamente inflamável, qualquer foco de fogo pode ganhar proporções incontroláveis em pouco tempo. A situação na Serra de São Severino expõe a vulnerabilidade das áreas de mata e a necessidade de ações rápidas das autoridades ambientais e equipes de combate a incêndio para evitar que o dano se torne ainda maior.

Enquanto o fogo avança, a cena na serra é de luta contra o tempo, com moradores tentando salvar a natureza local das chamas que consomem a vegetação e deixam um rastro de destruição em um dos cenários naturais mais simbólicos de Palmeirina.

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