A decisão foi confirmada por fontes palacianas e ocorre em meio a um ambiente de forte exposição pública da EPTI, que passou a ocupar o centro do debate político após denúncias da oposição sobre falhas na fiscalização do transporte intermunicipal por ônibus, especialmente no interior do estado. As críticas ganharam ainda mais repercussão diante das dificuldades financeiras enfrentadas por empresas concessionárias do sistema.
Um dos casos mais emblemáticos foi o da Logo Caruaruense, que acabou encerrando suas atividades recentemente. A empresa, que operava linhas importantes no interior, devolveu as concessões à própria estatal, evidenciando um cenário delicado no setor e levantando questionamentos sobre a eficiência da fiscalização e o acompanhamento da saúde financeira das operadoras.
Ao aceitar o pedido de exoneração do presidente da EPTI, o Governo do Estado sinaliza de forma clara que não compactua com qualquer fragilidade na gestão pública, sobretudo em áreas sensíveis como o transporte coletivo, que impacta diretamente a vida de milhares de pernambucanos. A atitude da governadora reforça a linha adotada desde o início de sua gestão: problemas não são varridos para debaixo do tapete, mas enfrentados com decisões duras quando necessário.
Nos bastidores do Palácio, a leitura é de que Raquel Lyra optou por preservar a credibilidade do governo e das instituições, demonstrando que a responsabilidade administrativa está acima de interesses pessoais ou políticos. A mudança no comando da EPTI também abre espaço para uma reavaliação mais profunda da atuação da estatal, especialmente no que diz respeito à fiscalização das empresas, à sustentabilidade do sistema e à garantia de um serviço digno à população do interior.
A postura adotada pela governadora reforça um discurso que tem sido acompanhado de prática: doa a quem doer, a gestão estadual não se afasta do compromisso com a ética, a transparência e o interesse público. Em um cenário político marcado por desconfiança e disputas, a decisão desta terça-feira envia um recado direto de que, em Pernambuco, a honestidade e a responsabilidade continuam sendo pilares inegociáveis do governo.
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