De acordo com o governo federal, ao menos 25 integrantes da Guarda Nacional morreram em seis ataques distintos realizados por grupos ligados ao cartel. As ofensivas ocorreram em sequência, evidenciando uma resposta coordenada e organizada após a confirmação da morte do chefe criminoso.
Considerado um dos homens mais procurados do México e dos Estados Unidos, El Mencho liderava uma das organizações criminosas mais influentes do continente, com forte atuação no tráfico internacional de cocaína, metanfetamina e fentanil. A estrutura do CJNG se expandiu nos últimos anos, tornando-se protagonista em disputas territoriais e em confrontos diretos com forças de segurança.
O ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch, detalhou que, além dos 25 agentes da Guarda Nacional, também perderam a vida um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma mulher que não teve a identidade divulgada. Segundo ele, os ataques foram direcionados principalmente contra forças públicas e instalações ligadas ao sistema de segurança.
Durante os confrontos em Jalisco, cerca de 30 suspeitos de integrar organizações criminosas foram mortos. No estado vizinho de Michoacán, outras quatro mortes de suspeitos foram registradas em ações relacionadas à mesma onda de violência. Ao todo, 70 pessoas foram presas em sete estados mexicanos, sob suspeita de participação nos atos violentos atribuídos a apoiadores do cartel.
Em coletiva realizada nesta segunda-feira (23), Harfuch afirmou que as autoridades permanecem em alerta máximo. “Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência”, declarou o ministro, sinalizando preocupação com possíveis disputas internas pelo controle da organização criminosa.
A morte de El Mencho representa um marco no combate ao narcotráfico no México, mas também escancara o poder de reação das facções criminosas. Especialistas avaliam que o país pode enfrentar um período de instabilidade enquanto o CJNG tenta reorganizar sua liderança. O governo, por sua vez, reforçou o policiamento e ampliou operações estratégicas para evitar que a escalada de ataques se espalhe para outras regiões.
O episódio reacende o debate sobre a força dos cartéis mexicanos e os desafios enfrentados pelo Estado no enfrentamento ao crime organizado, em um cenário onde cada ação das autoridades pode desencadear consequências imediatas nas ruas.
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