Mesmo diante da situação, os funcionários afirmam que seguem cumprindo normalmente suas jornadas de trabalho, mantendo serviços e atividades sem qualquer interrupção. O problema, segundo eles, é que o compromisso não tem sido correspondido com o mínimo esperado: o pagamento em dia. A consequência direta tem sido o endividamento crescente, contas acumuladas e o impacto direto no sustento de diversas famílias que dependem exclusivamente dessa renda mensal.
O clima entre os trabalhadores é de insegurança constante. Muitos relatam que não conseguem mais planejar despesas básicas, como aluguel, alimentação, energia elétrica e transporte. Há casos de funcionários que precisaram recorrer a empréstimos, ajuda de parentes ou atrasar compromissos essenciais para conseguir atravessar o mês. O medo de perder o emprego se soma à angústia de trabalhar sem qualquer garantia de quando — ou se — os valores devidos serão regularizados.
“Estamos trabalhando normalmente, mas sem receber em dia. É difícil manter as contas, pagar aluguel e sustentar a família dessa forma”, desabafa um funcionário, que prefere não se identificar por receio de retaliações. Segundo ele, a falta de informações claras sobre prazos e soluções agrava ainda mais a situação, deixando os trabalhadores sem qualquer perspectiva concreta.
Além dos salários atrasados, a denúncia aponta pendências graves no recolhimento do FGTS, o não pagamento do décimo terceiro salário e problemas em rescisões contratuais. Esses direitos, considerados fundamentais, representam uma rede mínima de proteção ao trabalhador, especialmente em momentos de desligamento ou fim de ano, quando as despesas costumam aumentar.
Como a Petrape atua por meio de convênio com a Prefeitura de Petrolina, os funcionários cobram uma posição mais firme do poder público municipal. Para eles, é indispensável que a gestão municipal esclareça qual é o status do convênio, se os repasses estão sendo feitos regularmente e quais medidas serão adotadas para garantir que os trabalhadores não continuem sendo penalizados.
Diante da gravidade das denúncias, a redação encaminhará oficialmente a demanda à Prefeitura de Petrolina, solicitando esclarecimentos detalhados sobre o convênio firmado com a Petrape, a situação dos repasses financeiros e, principalmente, quais providências concretas serão tomadas para assegurar o pagamento imediato dos salários e de todos os direitos trabalhistas em atraso.
Enquanto respostas não chegam, o que permanece é o sentimento de abandono entre os funcionários, que seguem trabalhando sob pressão, incerteza e dificuldades, aguardando que uma solução seja finalmente apresentada e que o direito básico de receber pelo próprio trabalho seja respeitado.
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