sexta-feira, 26 de junho de 2026

PIB DO NORDESTE DISPARA, SE APROXIMA DE R$ 2 TRILHÕES E PERNAMBUCO CONSOLIDA FORÇA ECONÔMICA COM CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA


O Nordeste brasileiro vive um dos momentos mais positivos de sua economia nas últimas décadas. Impulsionada pela retomada dos investimentos, pela geração de empregos, pelo aumento da renda da população e pelo fortalecimento da atividade produtiva, a região registrou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 1,76 trilhão em 2025, um crescimento nominal de 8% em comparação ao ano anterior. Os números, divulgados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB), revelam uma trajetória consistente de expansão que deve levar a economia nordestina a ultrapassar a marca histórica de R$ 2 trilhões já em 2027.

O levantamento, elaborado com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central, aponta que o PIB regional deverá atingir R$ 1,88 trilhão em 2026, consolidando uma sequência de crescimento sustentado. O desempenho reforça o protagonismo econômico do Nordeste dentro do cenário nacional e demonstra que a região vem reduzindo diferenças históricas em relação às demais partes do país.

Enquanto isso, a economia brasileira também apresentou crescimento expressivo. O PIB nacional alcançou R$ 12,6 trilhões em 2025, alta nominal de 8,1% frente ao ano anterior. As projeções indicam que o Brasil deverá movimentar R$ 13,6 trilhões em 2026 e superar R$ 14,5 trilhões em 2027. Apesar dos números robustos, o estudo mostra que, no acumulado dos últimos quatro anos, o Nordeste apresentou desempenho ligeiramente superior ao conjunto do país.

Entre 2022 e 2025, a economia nordestina acumulou expansão de 26,9%, enquanto o crescimento nacional foi de 26,3%. Embora a diferença percentual seja pequena, ela simboliza uma mudança importante no ritmo de desenvolvimento regional, indicando que o Nordeste cresce em velocidade superior à média brasileira e amplia sua participação na economia nacional.

Para o economista-chefe do Banco do Nordeste, Rogério Sobreira, esse desempenho é resultado da combinação entre investimentos públicos e privados, melhoria dos indicadores do mercado de trabalho e fortalecimento do crédito voltado à produção. Segundo ele, a redução do desemprego e o aumento da renda das famílias criaram um ambiente favorável para a expansão da atividade econômica em diversos setores.

Os dados do estudo mostram que a taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% em 2025, o menor índice de toda a série histórica, frente aos 6,6% registrados em 2024. No Nordeste, a redução também foi significativa, passando de 9,1% para 7,9%, demonstrando melhora consistente no mercado de trabalho regional.

Outro indicador que reforça esse cenário positivo é o crescimento do rendimento médio real da população nordestina. Em 2025, a renda avançou 5,3% na região, percentual superior ao crescimento de 4,1% observado no conjunto do país. O aumento do poder de compra das famílias contribuiu diretamente para o fortalecimento do comércio, da indústria, dos serviços e de outras atividades econômicas.

Rogério Sobreira destaca ainda o papel desempenhado pelo Banco do Nordeste como agente de desenvolvimento regional. Em 2025, a instituição aplicou R$ 68 bilhões em financiamentos na sua área de atuação, montante que representa crescimento próximo de 50% em relação a 2022, quando os investimentos somaram R$ 46 bilhões. Os recursos foram direcionados para diversos segmentos produtivos, fortalecendo empresas, produtores rurais, empreendedores e projetos de infraestrutura em toda a região.

Em Pernambuco, os indicadores também reforçam o bom momento econômico. O estado registrou um PIB de R$ 314 bilhões em 2025, representando crescimento de 5,93% sobre o ano anterior. No acumulado desde 2022, a economia pernambucana avançou 27,84%, desempenho que supera tanto a média do Nordeste quanto a do Brasil no mesmo período.

As perspectivas permanecem otimistas para os próximos anos. As projeções indicam que o Produto Interno Bruto de Pernambuco deverá ultrapassar R$ 362 bilhões até 2027, consolidando o estado entre as maiores economias do Nordeste e reforçando sua posição estratégica para atração de investimentos, ampliação da atividade industrial, fortalecimento do setor de serviços, expansão do agronegócio e geração de novos empregos.

O estudo do Banco do Nordeste evidencia que a combinação entre crédito produtivo, aumento da renda, redução do desemprego e continuidade dos investimentos vem criando um ambiente econômico favorável para o crescimento sustentável da região. Com uma trajetória ascendente e indicadores positivos, o Nordeste caminha para alcançar um marco histórico ao superar R$ 2 trilhões em riqueza produzida até 2027, consolidando um novo ciclo de desenvolvimento econômico e maior protagonismo no cenário nacional.
















Nenhum comentário: