quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

FEIRA DE CARUARU TERA QUE SOFRER MUDANÇAS PARA SOBREVIVER


Tradicional Feira de Caruaru, em Pernambuco, terá que se reestruturar



RECIFE - A Feira de Caruaru, em Pernambuco, a maior de comércio popular do Norte e Nordeste, terá que passar por adaptações e pode ter que mudar de lugar. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ameaçou retirar o título de patrimônio cultural e imaterial do tradicional centro de compras, caso ele não seja reestruturado. Além disso, o Ministério Público de Pernambuco elaborou um relatório com uma série de irregularidades apontadas.

- Falta de policiamento, por conta de a feira ser muito grande, risco de incêndio - enumera a promotora Gilka Miranda.

A feira se confunde com a história da cidade. Por mês, 240 mil pessoas passam pelo local.

Tantas dificuldades fizeram outra feira, na vizinha Santa Cruz do Capibaribe, ganhar força. Lá os feirantes foram para uma área coberta, onde há estacionamento, dormitórios, praça de alimentação para os fregueses. Os comerciantes trabalham em boxes separados. Tudo é muito organizado.

- Não pega chuva, não pega sol. Tem banheiro à vontade. É muito melhor - elogia a compradora de Belém do Pará Ivone Mascarenhas.

Para enfrentar a concorrência, a feira de Caruaru teve que se adaptar. Ao todo, 9.680 feirantes que estavam em situação ilegal foram transferidos para um pátio. Há possibilidade de a feira sair do centro da cidade.

- Se decidirem que querem criar um novo centro com todas as condições de competitividade que hoje têm as cidades que circundam esse eixo da Sulanca no agreste de Pernambuco - afirma o secretário de serviços públicos de Caruaru José Carlos Menezes, sobre a possibilidade de mudança de local da feira.

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