m menos de um ano, população de Água Preta perde tudo em nova enchente
Mais de 300 famílias estão abrigadas em prédios públicos e igrejas da cidade
Da Redação do pe360graus.com
Foto: Reprodução / TV Globo
Em Água Preta, as escolas, a igreja e os prédios públicos estão servindo de abrigos para as mais de 300 famílias desabrigadas. Há menos de um ano, os moradores enfrentaram uma outra enchente. Nesta quarta (4), o nível do Rio Una estava mais baixo do que na terça. Mas a marca da água ficou bem visível nas paredes das casas (foto 2). A imagem era de destruição. Uma draga, que estava no rio, foi parar no meio da rua (foto 4). O orelhão não resistiu à força da correnteza e foi arrancado (foto 5).
Em algumas das ruas, todas as casas já tinham sido atingidas pela enchente do ano passado. Os moradores ainda estavam reconstruindo a vida quando tiveram de enfrentar outra enchente. Incansáveis, eles já estão limpando tudo de novo. O pedreiro Fábio Soares mostrou os móveis que tinha comprado no ano passado: todos estragados.
Em algumas áreas mais baixas, muitas casas ainda estão dentro d'água. As mais de 300 famílias desabrigadas foram levadas para 14 prédios. A igreja matriz é um dos locais. Trinta famílias estão lá. Se pudesse, o padre Tadeu Rocha, pároco da cidade, receberia mais gente. “A igreja não tem estrutura de abrigo, mas é o que podemos oferecer para que as pessoas não fiquem nas ruas, como muitos que estão na beira das estradas’, falou.
A dona de casa Amara Josefa da Conceição disse que deixou quase tudo dentro de casa. "Ficaram três camas, meio mundo de coisa lá que ninguém conseguiu mais tirar", lamenta.
Preocupada com os filhos, Maria Aparecida da Silva implorou por ajuda. “Eu não tenho para onde ir. Estou na mão de Deus e do povo que possa me ajudar porque eu estou precisando. Somente alguma coisa para os meus filhos".
Uma Escola Estadual também recebeu desabrigados. Por lá, uma das principais queixas é com relação às casas que foram prometidas a essas famílias, depois da enchente do ano passado. "Até aqui nada. Nada de casa. Só tem a promessa. Mas aqui nós não ganhamos nada de casa. Nós continuamos esperando para ver se aparece. Para a gente sair do sofrimento, não é?", reclama a desabrigada Cícera Maria da Conceição.






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