quinta-feira, 5 de maio de 2011

REGIÃO METROPOLITANA CONTINUA A SOFRER COM CHUVAS NESTE MOMENTO


Recife, Olinda, Paulista e Ipojuca continuam sofrendo as consequências das chuvas
Rios Capibaribe, Ipojuca e vários canais transbordaram com a chuva forte do início do dia; a água invadiu casas, escolas, estradas e causou mais transtornos
Da Redação do pe360graus.com
Mais uma manhã de ruas alagadas e engarrafamentos na Região Metropolitana. A chuva forte no início desta quinta (05) fez o canal do Tacaruna transbordar. O nível do rio Capibaribe, que corta a área central do Recife, subiu. E isso passou a ser uma preocupação a mais para as famílias que vivem em áreas ribeirinhas.

Lixo, mato e muita sujeira desceram do interior e passando por vários trechos da capital. Os moradores da Vila do Vintém, embaixo do viaduto no bairro do Parnamirim, receberam o alerta da Defesa Civil de Pernambuco sobre o risco de enchentes.

Chegar ao trabalho foi uma dificuldade. Na Avenida Agamenon Magalhães, o trânsito era complicado não só para os motoristas, mas também para os pedestres que tiveram que enfrentar a lama, a água, enfim, os mesmos problemas.

“É um absurdo, essa água poluída, arriscado pegar uma leptospirose... Mas não temos outra opção, temos que continuar e atravessar nessa lama mesmo”, conta a estudante Elizabete Carolina de Oliveira.

Quando desceu do ônibus, a analista de cobrança Edvânia Pereira já tinha calçado as botas. É assim que ela vem de Jaboatão dos Guararapes para o bairro da Boa Vista, no centro do Recife. “Eu acho um desrespeito com a população. A gente paga tanto imposto para acontecer uma coisa dessas”, diz.

O fotógrafo Natalício Bezerra da Silva mora na Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti - que vai da Rui Barbosa a 17 de agosto, em Casa Forte. Desde a última quarta, ele está de prontidão e preocupado. “Estou tirando muitas coisas de casa, outras estou organizando o transporte. Essa água é covarde, ela vem devagar e invade tudo. Já sofri muito aqui”, lamenta.

PAULISTA
No bairro do Janga, as ruas alagadas dificultam a vida de quem precisa sair de casa. A principal rua do Conjunto Beira Mar, a Luiz Inácio de Andrade Lima, ficou parecendo uma lagoa.

Se antes já era difícil, agora ficou ainda pior conseguir transporte. “Nós não temos transporte para Paulista, não temos transporte para o [Terminal] Pelópidas Silveira, só tem as Kombis, mas quando chove, elas desaparecem. Dia de domingo, não tem Kombi. Então ficamos pela sorte”, diz o professor Jairo Cesário.

Para evitar que a água entrasse nas lojas e casas, os moradores improvisaram. Foram colocadas cadeiras para sinalizar os buracos. Antônio Carlos é cadeirante e sofreu para se locomover com tantos obstáculos. “Eu tenho que sair para trabalhar, né?”.

A quadra da Academia da Cidade está alagada. Na Rua Abílio Muniz de Andrade, 400 estudantes tiveram dificuldades para assistir às aulas. “As ruas eram para ser calçadas e não foi terminada a obra. Já era ruim a situação, agora piorou. Não tem acesso à escola”, afirma a diretora da escola Tatiana Harten.

A Prefeitura de Paulista informou que a obra de calçamento da Rua Abílio Muniz foi suspensa por causa da chuva e deve ser retomada assim que o sol aparecer. Não há prazo para a conclusão do serviço.

Ainda de acordo com a prefeitura, a obra de revestimento de sete canais deve diminuir os problemas de alagamentos no Conjunto Beira Mar. Mas a previsão é que o trabalho só seja concluído no fim do ano.

OLINDA
No meio da madrugada, um vento forte levantou as telhas de algumas casas no bairro de Sítio Fragoso. “De repente, deu um estrondo, os telhados começaram a voar. Aquela ventania muito forte”, relata o cobrador de ônibus José Fernando da Silva

Nos Bultrins, o canal espalhou água pelas ruas mais uma vez, obrigando os motoristas a dirigirem bem devagar. De acordo com a Prefeitura de Olinda, está sendo feita uma limpeza do canal Bultrins-Fragoso para diminuir o alagamento no encontro das avenidas Carlos de Lima Cavalcanti e Chico Science.

IPOJUCA
Na madrugada da quinta, o Rio Ipojuca transbordou e o pátio da feira da cidade ficou alagado. Em alguns pontos, as pessoas passavam com água no joelho. A água também cobriu o trecho mais baixo da pista na PE-60.

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