sexta-feira, 27 de maio de 2011

SISTEMA INTEGRADO CONTRA CHEIAS DE PERNAMBUCO É O 1º DO BRASIL

Pernambuco cria sistema integrado contra enchentes pioneiro no país

 Pernambuco, estado que foi castigado por chuvas no último ano, une monitoramento de agência estadual, nacional e Defesa Civil para se antecipar às tragédias. 
Enchente em  PE em junho de 2010: agora o  risco é menor
 As fortes chuvas no estado de Pernambuco já não devem pegar a população de surpresa.Para evitar que mortes e estragos causados pelas enchentes, como ocorreu em julho do ano passado, voltem a acontecer, a Agência Nacional de Águas (ANA) investiu R$ 1 milhão na criação de uma Sala de Situação no estado e a aplicação total pode chegar a R$ 19 milhões.Inaugurada no início de maio, o espaço funciona como um laboratório de monitoramento de rios e chuvas. Operado por técnicos da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), possui estrutura pioneira no país que integra as redes nacional (ANA), estadual (Apac) e a Defesa Civil.


Diferente de qualquer outro laboratório de análise hidrometeorológica, todas as informações estão conectadas à ANA. "A prevenção para eventos climáticos do tipo ocorrido em Pernambuco se dá com base no tripé: meteorologia, monitoramento hidrológico e Defesa Civil, todos integrados por meio da Sala de Situação", explica o superintendente de Usos Múltiplos da ANA, Joaquim Gondim.O orçamento repassado pela agência nacional foi aplicado na compra de computadores, servidor, barcos, medidores de vazão e veículo, além de sensores de chuva, sonda radar e painéis solares. Mas o responsável por fazer o monitoramento da água é um equipamento chamado de Plataformas de Coletas de Dados (PCDs).Fixados em 16 pontos estratégicos, dos rios Una, Capibaribe, Mundaú, Paraíba e seus afluentes, os PCDs monitoram em tempo real a quantidade de chuva. "A cada 15 minutos são enviadas informações por tefefonia móvel ou via satélite para a Apac e ANA informando as precipitações e o aumento do nível dos rios", explica o diretor-presidente da Apac, Marcelo Cauás Asfora.Com os dados, o grupo de técnicos da Apac formado por meteorologistas, hidrólogos e hidrometristas conseguem antecipar, por meio de softwares, em até 48 horas a possibilidade de ocorrer uma catástrofe. "Diante da previsão de que possa ocorrer uma enchente, entramos em contato com a Defesa Civil do estado para que ela possa tomar as devidas providências. Essa ação ajuda a salvar vidas e evitar perdas de patrimônio", destaca Asfora.Para Gondim, a parceria com a Defesa Civil exerce um papel fundamental no trabalho da Sala de Situação. "A Defesa Civil faz o elo com a sociedade, por meio de comunicação e mobilizações adequadas", destaca.Asfora, da Apac, diz que o investimento na segurança da população pernambucana deve ser ampliado. Segundo ele, o governo do estado pretende investir mais de R$ 8 milhões, com recursos do Bird (braço do Banco Mundial) e do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), na aquisição de novos recursos destinados ao monitoramento de águas.Além disso, até o fim do ano, o estado planeja compra de um radar que permite calcular o volume de água acumulada nas nuvens. Por meio do equipamento, que tem valor estimado em R$ 10 milhões, será possível calcular o nível da chuva antes mesmo dela acontecer

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