domingo, 17 de julho de 2011

ACIDENTE DA TAM FAZ 4 ANOS

Acidente com avião da TAM faz quatro anos

















Quatro anos após o acidente em que o Airbus A320 da 
TAM não conseguiu parar na pista do Aeroporto de 
Congonhas, em São Paulo, atravessou a avenida Washington
 Luiz e explodiu em um hangar da própria companhia, 
os familiares das 199 pessoas que morreram poderão, enfim,
 começar a pensar no memorial que será criado no local. 
Um convênio vai ser assinado neste domingo (17) entre a 
Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 
TAMJJ3054 (Afavitam) e o prefeito de São Paulo, Gilberto 
Kassab.
A assinatura será feita no local do acidente, a partir das
 10h. Além disso, a Afavitam organiza uma missa ecumênica
 em homenagem às vítimas do que foi o maior acidente aéreo 
do País.
Neste sábado, uma primeira missa será celebrada, às 12h, 
na Catedral da Sé, centro de São Paulo, também em 
memória das vítimas. As homenagens são feitas todos os 
anos, desde o acidente em 17 de julho de 2007.
Na última sexta-feira (15), a Justiça de São Paulo recebeu
 denúncia em que o Ministério Público Federal (MPF) acusa
 criminalmente três pessoas pelo acidente com o Airbus da 
TAM. A denúncia feita na segunda-feira (11) responsabiliza 
Denise Maria Ayres Abreu, então diretora da Agência 
Nacional de Aviação Civil (Anac), e dois diretores da 
TAM na época, Alberto Fajerman (vice-presidente de 
Operações) e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e 
Castro (diretor de Segurança de Voo), por atentado 
contra a segurança do transporte aéreo. Os réus têm dez
 dias para apresentarem uma resposta escrita à acusação.
Segundo o procurador da MPF, Rodrigo De Grandis, que 
ofereceu a denúncia, os três foram responsabilizados por 
negligência e imprudência em ações que teriam contribuído 
para o acidente. De acordo com sua análise das provas 
e laudos, o procurador entendeu que ninguém pode ser
 acusado por homicídio, já que o fator preponderante para 
o acidente foi a operação incorreta das manetes pelos 
pilotos do Airbus A-320.
Se condenados, os três denunciados podem pegar de
 um a três anos de detenção, na modalidade culposa. Mas o
 MPF defende que seja aplicada uma pena maior de
 acordo com o parágrafo 1º do art. 261, que prevê 
reclusão de quatro a 12 anos, devido à destruição total da 
aeronave e à perda de 199 vidas.
O presidente da Afavitam, Datio Scott, acredita que a 
denúncia é uma resposta aos familiares das vítimas e 
que encerra uma longa fase. “A denúncia do MPF conclui 
uma fase. Agora se inicia uma outra fase que é o processo”, 
afirma, considerando que a denúncia seja aceita pela JUSTIÇA.

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