Acidente com avião da TAM faz quatro anos
TAM não conseguiu parar na pista do Aeroporto de
Congonhas, em São Paulo, atravessou a avenida Washington
Luiz e explodiu em um hangar da própria companhia,
os familiares das 199 pessoas que morreram poderão, enfim,
começar a pensar no memorial que será criado no local.
Um convênio vai ser assinado neste domingo (17) entre a
Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo
TAMJJ3054 (Afavitam) e o prefeito de São Paulo, Gilberto
Kassab.
A assinatura será feita no local do acidente, a partir das
10h. Além disso, a Afavitam organiza uma missa ecumênica
em homenagem às vítimas do que foi o maior acidente aéreo
do País.
Neste sábado, uma primeira missa será celebrada, às 12h,
na Catedral da Sé, centro de São Paulo, também em
memória das vítimas. As homenagens são feitas todos os
anos, desde o acidente em 17 de julho de 2007.
Na última sexta-feira (15), a Justiça de São Paulo recebeu
denúncia em que o Ministério Público Federal (MPF) acusa
criminalmente três pessoas pelo acidente com o Airbus da
TAM. A denúncia feita na segunda-feira (11) responsabiliza
Denise Maria Ayres Abreu, então diretora da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac), e dois diretores da
TAM na época, Alberto Fajerman (vice-presidente de
Operações) e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e
Castro (diretor de Segurança de Voo), por atentado
contra a segurança do transporte aéreo. Os réus têm dez
dias para apresentarem uma resposta escrita à acusação.
Segundo o procurador da MPF, Rodrigo De Grandis, que
ofereceu a denúncia, os três foram responsabilizados por
negligência e imprudência em ações que teriam contribuído
para o acidente. De acordo com sua análise das provas
e laudos, o procurador entendeu que ninguém pode ser
acusado por homicídio, já que o fator preponderante para
o acidente foi a operação incorreta das manetes pelos
pilotos do Airbus A-320.
Se condenados, os três denunciados podem pegar de
um a três anos de detenção, na modalidade culposa. Mas o
MPF defende que seja aplicada uma pena maior de
acordo com o parágrafo 1º do art. 261, que prevê
reclusão de quatro a 12 anos, devido à destruição total da
aeronave e à perda de 199 vidas.
O presidente da Afavitam, Datio Scott, acredita que a
denúncia é uma resposta aos familiares das vítimas e
que encerra uma longa fase. “A denúncia do MPF conclui
uma fase. Agora se inicia uma outra fase que é o processo”,
afirma, considerando que a denúncia seja aceita pela JUSTIÇA.

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