(25), em Arapiraca, durante encontro como os governadores do
Nordeste, o programa Água para Todos, que deverá implantar uma
rede de 750 mil cisternas na região. A presidenta fez questão de
destacar que optou por fazer o lançamento dos programas nacionais
em Alagoas.
Dilma lembrou que a região Nordeste ainda detêm o maior número
de brasileiros na linha de miséria. Ela citou dados da Fundação
Getúlio Vargas (FGV), que apontam 9,5 milhões de nordestinos
em condições de miserabilidade. Ainda segundo dados da FGV,
o Brasil tem hoje um total de 16 milhões de pessoas na mesma
condição.
O governo federal está com foco prioritário na inclusão da
população nordestina em programas federais de desenvolvimento
para tirar a população da faixa de extrema pobreza e levá-la a uma
condição de vida digna, “para que o povo nordestino e a
população mais sofrida tenham, de fato, oportunidades de
desenvolvimento”, afirmou a presidenta.“Desde 2003 a pobreza
extrema no Brasil reduziu de forma sistemática, do início deste ano
até maio de 2011, tivemos uma elevação da classe média de 39,9
milhões de pessoas, o equivalente a uma Argentina inteira”, afirmou
a presidenta.
Ainda durante a reunião, o governador Teotonio Vilela Filho
agradeceu a escolha da presidenta Dilma Rousseff de Alagoas
para o lançamento dos programas federais e destacou que a
atitude é um reconhecimento ao sofrimento e esforço do povo
alagoano pelo seu desenvolvimento.
Teotonio lembrou que Alagoas tem o mais baixo Índice de
Desenvolvimento Humano do país (IDH), mas afirmou:
“Estamos fazendo um esforço para reverter a situação
dos indicadores sociais e estamos mudando essa situação”.
“Alagoas é uma terra sofrida, mas que não se dobra. A
senhora está colocando um dedo de cura na ferida mais
antiga de Alagoas, que é o problema da água. Então seja
muito bem-vinda presidenta Dilma”, concluiu Teotonio Vilela.
Canal do Sertão
A prioridade do governo federal é atender à população com
obras, como a continuidade da construção do Canal do Sertão,
a transposição do Rio São Francisco, a construção de cisternas,
barragens e diversas outras ações que irão reduzir a falta de
água na região, em especial, no semiárido.
O governo federal irá investir ainda no estímulo à produção
agrícola com a distribuição de sementes, assistência técnica
e com o programa de aquisição de alimentos. O governo
federal quer também garantir mercado para os pequenos
agricultores, os mais necessitados, com a compra de sua
produção para o programa de merenda escolar.
Produtores rurais
“Se tivermos oportunidade queremos pedir o perdão das
dívidas dos produtores rurais à presidenta Dilma”, afirma
Luciene Borges da Silva, integrante de uma associação de
produtores de Penedo, enquanto aguardava a chegada
comitiva presidencial à sede da AABB, em Arapiraca.
Segundo Luciene, a vinda da presidenta para anunciar os
programas federais é uma forma de atender
reivindicações antigas de todo o povo do Nordeste brasileiro.
“Em Penedo, nós temos, por exemplo, uma situação
boa de abastecimento de água, mas o povo do semiárido
precisa muito de água, o Estado inteiro precisa de soluções
para o abastecimento de água e do apoio à produção
agrícola”, declarou.
Segundo as informações da líder da associação, os
trabalhadores estão assentados há seis anos, mas até
hoje não tiveram apoio suficiente para que os projetos
agrícolas gerassem renda para cumprir os compromissos
junto ao Banco do Brasil, que financiou as terras, e ao Banco
do Nordeste, financiador dos projetos agropecuários.
Os trabalhadores justificam que os projetos implantados
não tinham viabilidade econômica e foram feitos sem
discussão com os agricultores, o que levou à situação
atual de dívida.
“Queremos pagar, mas não temos como. Precisamos
ao menos de um projeto que gere renda de verdade.
Queremos ser ouvidos e ter a opção de escolha de projetos
que sabemos que irão dar certo”, defendeu Luciene.
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