Só resta o PTB a João
O tempo vai passando e logo setembro chega sem que o deputado João Paulo defina o seu futuro partidário. Se o ex-prefeito tem de fato projeto para disputar as eleições do Recife em 2012, o caminho mais natural que lhe resta é o PTB, do senador Armando Monteiro Neto.
Ficar no PT na ilusão de que a sucessão de João da Costa terá uma interferência direta da direção nacional do partido, em Brasília, é apostar numa jogada de risco. Daqui para lá, o cenário tanto pode estar mais favorável ao prefeito ou pior. Em qualquer dos cenários, não é a João Paulo que o PT recorrerá para decidir o candidato, mas ao governador Eduardo Campos.
Há muito, para ser mais preciso desde que o socialista firmou sua liderança no Estado, o PT passou a condição de sublegenda do PSB. Eduardo não tolera nem confia em João Paulo. Aliás, ele, estrategicamente, por razões as mais óbvias possíveis, quer distanciamento do ex-prefeito, o único que, eleitoralmente, pode representar uma ameaça às suas pretensões de passar 20 anos no poder.
Com Armando, João Paulo fecha, sem dúvida, uma aliança poderosa e competitiva. Eleito – e as chances são muito grandes – em 2014 o ex-prefeito pode viabilizar, por tabela, a eleição de Armando para o Governo, num pleito desatrelado do governador. João e Armando traçam e discutem este cenário todos os dias. Resta saber se sairão do campo teórico para o prático.

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