Professor de música cego é acusado de abusar de 18
alunas crianças em Várzea Grande Mato Grosso
Um professor de música deve ser condenado a 45 anos de prisão pelo estupro de 18 meninas com idades entre seis e 11 anos, todas alunas dele, em uma escola da periferia de Várzea Grande, município da região metropolitana de Cuiabá.
Os crimes aconteceram em 2009. Mário Felipe Bach, apelidado de “Pibi”, de 45 anos, teve a prisão preventiva decretada e está foragido.As mães das vítimas contaram à Polícia que o acusado, que é deficiente visual e tem olfato comprometido, mantinha em casa filmes pornográficos dublados, preservativos perfumados e gel. Ele levava as crianças para um quarto, mostrava os filmes e chegava a fazer comentários para as meninas.Não era somente em casa que o professor de flauta praticava abusos contra as alunas. Em sala de aula, ele aguardava momento em que não havia muita movimentação e aproveitava para passar a mão nas costas de algumas meninas.
Em alguns casos, conforme disseram algumas mães, ele alegava a um criança que ela estava com pouca vontade em aprender música e ficava a sós com a vítima.Os casos de estupros só chegaram ao conhecimento da Polícia Civil porque uma das mães ouviu a filha conversando com uma colega de aula, ambas com 10 anos, comentando sobre o professor estava acariciando-as na sala de aula.
O caso foi levado ao conhecimento da direção da escola, que procurou a Delegacia da Infância e Juventude, em outubro de 2009. Um inquérito foi instaurado. Todas as vítimas foram ouvidas, acompanhadas de assistentes sociais e psicólogas.
Mário Felipe teve a prisão requerida e foi encaminhado a um presídio, mas não passou quatro meses preso porque foi liberado pela Justiça. Depois, ele fugiu e teve o habeas corpus cassado.A promotora Josana Fátima de Carvalho Guariente, responsável pela denúncia, fez a somatória das penas baseadas em artigos do Código Penal e solicitou que Mario Bach seja condenado a 45 anos.O processo contra Mário Bach está na 3ª Vara Criminal de Várzea Grande e corre em segredo de Justiça. Segundo uma assessora da vara– que pediu para não ter o nome divulgado –, o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues não vai demorar a dar a sentença.
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