Folha de Pernambuco
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ornilo Lundgren, a decisão de implantar mais uma fábrica de sabão na região foi da Comunidade Sítio Cruz. “Eles avaliam rentabilidade e produtividade e nos procuram para que possamos auxiliá-los a colocar em prática”, disse, frisando que a escolha pelo sabão se deu, em grande parte, por conta da matéria-prima doada por empresas e órgãos parceiros do Programa. Para a confecção do sabão artesanal, são necessários óleo comestível, creme vegetal, soda cáustica, essência aromatizante, água e fogo. Desses, são doados, mensalmente, 700 litros de óleo e mais de dois mil quilos de creme vegetal. Cada tablete custa R$ 0,70 e a previsão é de que a fabricação mensal seja de dois mil tabletes.
Lundgren afirmou que o Programa Empreender Comunidade funciona como um elemento motivador para as comunidade de Garanhuns. “É um incentivo à cidadania, pois respeita o direito das pessoas e as orienta com a produção do que elas quiserem”, apontou, lembrando que o negócio do sabão artesanal é uma confecção amiga do meio ambiente. “Estamos reaproveitando um óleo que antes iria para o esgoto. Isso tem um impacto ambiental considerável“, concluiu.
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