DEPRESSÃO INFANTIL, COMO IDENTIFICA-LA?
Isolamento dentro de casa, indiferença às tarefas diárias, desinteresse da escola, distúrbios do sono e da alimentação são alguns sintomas apresentados por crianças com comportamento depressivo. Muitas vezes esses sinais passam despercebidos devido às peculiaridades da infância. Assim como os adultos, as crianças podem entrar em depressão. E o que fazer nessas horas?
Primeiro, é preciso identificar a origem da depressão, que pode estar na violência, no excesso de atividades físicas e escolares e na ausência dos pais no dia-a-dia. A questão material também pode influenciar: crianças que relacionam felicidade com dinheiro estão mais predispostas a sofrer de depressão do que aquelas que dão menos valor à riqueza material.
Segundo, é necessário vencer os preconceitos que cercam o assunto. Os pais que buscam justificar os comportamentos equivocados da criança apontando alguém ou culpando uma situação não contribuem para a correta compreensão do quadro apresentado pelo filho. Pelo contrário, a situação pode ficar mais dramática.
Reconhecer as manifestações da depressão logo cedo é importante, pois às vezes elas não são demonstradas através dos sintomas clássicos, como abatimento, melancolia, indisposição, sofrimento e pessimismo. Quando a criança apresentar os indicativos da depressão, a primeira pergunta a ser feita não pode ser “Onde foi que eu errei?”, mas “Como isso ocorreu?” ou “O que fazer?”.
Quase sempre o diagnóstico da doença demora a ser realizado. Os quadros depressivos mais comuns são a depressão endógena e a reativa. A primeira se manifesta sem motivos aparentes e, normalmente, está ligada a uma predisposição familiar, enquanto a segunda está relacionada a uma reação de defesa e negação diante de algum acontecimento negativo na vida da criança, como perda, divórcio dos pais ou mudança de cidade, colégio ou grupo social.
A melhor forma para identificar a depressão infantil é o acompanhamento da criança em casa e na escola, buscando reconhecer os fatores e o tipo da depressão, manter o diálogo e, quando necessário, procurar o auxílio profissional de médicos, psicólogos e terapeutas para diagnóstico e tratamento. Em algumas vezes, a depressão pode estar associada a outra doença, por isso a ajuda médica é extremamente importante.
Ao ser detectada a depressão infantil, é importante que os pais sejam orientados a não supervalorizar a sintomatologia, para a criança não correr o risco de ficar rotulada. O menor com problemas de depressão precisa se sentir cuidado, ao mesmo tempo em que deve ser cobrado. Buscar extravasar as emoções através de jogos, práticas esportivas e atividades lúdicas é fundamental para a recuperação da criança.
A depressão assola desde bebês a idosos e é motivo de preocupação na área de saúde mental. Se não for corretamente tratada, a doença pode caminhar para outras complicações, tornando-se uma experiência traumática para o resto da vida. Portanto, olhos atentos nos baixinhos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário