Desde de 2006, quando foi feita a primeira pesquisa da federação sobre o assunto, não ocorreu queda na porcentagem do poupador brasileiro. Nos últimos cinco anos houve elevação de 7% no quesito.
O estudo, efetuado no ultimo mês de julho, aponta que entre brasileiros com alguma poupança, 49% conseguiram guardar mais dinheiro, 31% não movimentaram o que já tinham e 18% mexeram no que estava guardado.
Ao serem questionados sobre o que pretendem fazer com o dinheiro acumulado, 45% dos entrevistados revelaram que pretendem utilizar os fundos em uma eventualidade futura, outros 15% para reformar a casa e 9% pretendem utilizar a poupança para comprar um carro.
A isenção do Imposto Sobre Produto Industrializado (IPI), que incluía taxas sobre matrias de construção, aparece como principal motivo da evolução nos últimos anos da opção "reformar a casa". Apesar do quesito ter variado muito entre os anos, a porcentagem atual nunca havia sido alcançada.
Medidas como o aumento da massa salarial, aquecimento no mercado de trabalho e alta de juros são apontados como principais fatores que incentivaram o brasileiro a acumular seu dinheiro.
Segundo a Fecomércio, o aumento não chega a indicar a criação de um habito. A preferência ainda é a caderneta de poupanças quando o assunto é guardar dinheiro, com 77% dos entrevistados. Entre os que mantêm alguma reserva, 19% guardam em casa e só 4% aplicam em algum fundo de investimentos.
A pesquisa é realizada anualmente com mil entrevistados de 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas.
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