Jornal do Commercio, foto ilustrativa.
Dois professores do interior de Pernambuco foram selecionados entre 130 profissionais de escolas públicas de todo o Brasil por causa da prática docente aplicada em sala de aula. Eles foram convidados a apresentar o trabalho no seminário A escrita sob foco: reflexão em várias vozes, realizado esta semana no Distrito Federal, numa parceria entre o Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social. A dupla pernambucana também ficou entre os semifinalistas da última edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada a cada dois anos e que teve 239 mil trabalhos inscritos. Como premi-ação, receberam medalhas e coleção de livros.
Lecionando na Escola de Timbaúba de Referência de Ensino Médio de Tempo Integral, na Mata Norte do Estado, Manoel Joaquim da Silva apresentou aos colegas de sala de aula o trabalho A carta argumentativa – do papel ao correio eletrônico: como circula a informação.
“Queria que os alunos percebessem a diferença entre a linguagem usada nos dois meios. Hoje não podemos mais evitar o ‘internetês’. Mas tem que ficar claro para eles que esta forma de escrita deve ficar restrita ao meio virtual”, destacou.
Como prática, os alunos redigiram cartas e enviaram – pelos Correios e pela internet – a várias autoridades, entre elas a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos. “Eles ficaram muito ansiosos. Mas não receberam resposta nem do prefeito (de Timbaúba) Marinaldo Rosendo”, contou o professor.
A outra selecionada do Estado foi a professora Lorenna Rodrigues de Novaes Sampaio, da Escola de Referência de Cabrobó, Sertão do São Francisco, com o trabalho Quanto vale um argumento? O seminário ocorreu entre segunda e quarta-feira.
OLIMPÍADAS
A competição começou a ser realizada em 2002, sempre a cada dois anos e é dividida em quatro gêneros: poemas, memórias literárias, crônica e artigo de opinião. O professor é responsável por monitorar o trabalho, mas é o aluno quem deve escrever o texto, que tem sempre como tema a cidade em que mora. A edição de 2010, última a ser realizada, reuniu trabalhos de 60.123 escolas públicas do País de 99% dos municípios brasileiros, segundo a Fundação Itaú Social.
“Como resultado do projeto, notamos uma melhora na escrita por parte dos alunos e professores que participaram”, avaliou a diretora da fundação, Valéria Riccomini.
O repórter viajou a convite da Fundação Itaú Social
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