O chefe do serviço de cirurgia bariátrica do Carlos Chagas, Cid Pitombo, destacou aoSRZD que desde de dezembro já foram operados 125 pacientes, sendo que nenhum deles foi encaminhado ao CTI.
"O segredo do sucesso é a boa estrutura oferecida, o doente estar bem avaliado e a equipe cirúrgica estar bem preparada para o procedimento. Se esta lista for seguida não da problema na cirurgia de alta complexidade", contou Pitombo. Ele destacou ainda que o hospital conta com equipamentos para atender a necessidade dos obesos, como macas especiais, e um moderno CTI.
O cirurgião explicou também que não existe nenhuma fila para participar programa do Carlos Chagas. Segundo ele, o paciente de qualquer município fluminense deve procurar uma unidade pública de saúde, onde o médico deve atestar que a pessoa é portadora de obesidade mórbida. A Prefeitura da cidade depois vai entrar em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e encaminhá-lo para atendimento.
"Todos os que chegam são submetidos a uma avaliação médica e preparados para ser indicados para cirurgia. Porém, nem todos estão aptos para serem operados", completou. Após a cirurgia, os pacientes têm que ir uma vez por mês no hospital durante dois anos para acompanhamento
médico, sendo que no primeiro mês eles devem comparecer na unidade semanalmente.
Cláudia Jimenez Mendes Fernandes, de 48 anos, foi uma das primeiras a participar do programa da SES. Ela fez a operação em fevereiro e recomenda o serviço para todos os que sofrem do problema.
"Engordei muito depois que fui mãe. Há 27 anos lutava para conseguir perder peso. Já tinha tentado várias fórmulas para emagrecer, mas sofria com o efeito sanfona. Queria fazer a cirurgia por plano de saúde, mas as carências eram enormes. Graças a uma amiga soube deste programa e deu tudo certo", ressaltou Cláudia, que pesava 110kg e já perdeu 35 kg.
"Sofria preconceito por ser muito gorda nas entrevistas de emprego. Agora já estou com mais confiança para procurar uma vaga. A minha autoestima esta muito melhor. O programa é de graça é muito bom para quem não tem condições de fazer esta cirurgia na rede particular", enfatizou Leila, que pesava 180 kg e perdeu 32 kg desde que foi operada. "É necessária muita disciplina para conseguir seguir as recomendações e manter a dieta. Mas com o apoio da equipe multidisciplinar estou conseguindo. O sacrifício é válido", concluiu.
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