Diario de Pernambuco
O Movimento de Defesa dos Animais (MDA) e agentes do Centro de Vigilância Ambiental da Prefeitura do Recife (CVA) estiveram, na manhã dessa quarta-feira (31), em um casarão abandonado na Avenida Norte, bairro da Tamarineira, ocupado por famílias sem-teto. No local, três cães foram recolhidos para castração e outros dois cachorros, além de seis gatos, devem passar pelo mesmo processo nas próximas semanas. Os animais, diferentemente do que ocorria até uma nao atrás, quando eram sacrificados três dias após a condução para o CVA, serão devolvidos aos donos, caso os mesmos se comprometam a cumprir as exigências da organização.
De acordo com o vice-presidente do movimento, Luiz Leoni, o trabalho é uma forma de conscientização da população sobre a posse responsável de animais de estimação, que vai muito além de fornecer alimentos e água. “Os moradores entenderam que esses bichos não podem ficar amarrados, dentro de casa, e estão providenciando grades para protege-los”, afirmou.
Esta foi a segunda visita do movimento ao local, após a publicação de matérias sobre as condições de vida no casarão, pelo Diário. Na primeira visita, o cão Negão, bastante magro e debilitado, foi recolhido e levado a Vitória de Santo Antão, onde foi submetido a exames que indicaram problemas renais. Após um período de sete dias e constatadas adaptações estruturais no local onde ele era mantido, o cão será devolvido à dona.
Carrocinha – A chegada da viatura do CVA ainda causa espanto em muita gente e o trabalho em conjunto com o MDA foi decisivo para que o recolhimento dos animais fosse realizado de forma pacífica. Há exatamente um ano, entrou em vigor a lei estadual 14.139, que proíbe o sacrifício indiscriminado de cães e gatos abandonados que sejam considerados sadios.
Antes, independentemente de apresentarem sinais de enfermidades, a maioria dos animais era sacrificada após 72 horas. “Hoje, sempre que fazemos apreensões domésticas, vamos junto a um veterinário, que já atesta a condição do bicho. Todos são tratados bem e passamos as instruções ao dono, sobre como te-lo de volta”, afirmou o oficial do CVA, Ivan Borges de Mendonça.
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