Mais da metade desse montante, R$ 21 bilhões são direcionados para a maior obra do complexo: a Refinaria Abreu e Lima, responsável por atrair muitos dos negócios para a região, como destaca Valdeci Monteiro, economista e sócio da Ceplan. “Uma conjuntura de fatores impulsionou Suape. A decisão de trazer a refinaria foi o que incentivou outros empreendimentos a virem para cá, foi o grande marco.”
A chegada dessas estruturas transforma a Zona da Mata Sul, região tradicional da cultura canavieira e que agora ganha nova face com a industrialização e o surgimento de novas cadeias produtivas que não existiam em Pernambuco, como o setor de petróleo, gás, naval e offshore.
No entanto, esses novos segmentos econômicos chegam acompanhados de déficits que podem se tornar entraves ao avanço econômico. Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, o Estado investe na solução desses gargalos.
“É um grande desafio para a formação de mão de obra, por exemplo. Criar essas cadeias produtivas e fazer com que as empresas pernambucanas entrem seja como fornecedoras desses grandes empreendimentos, seja para atrair empresas fornecedoras com interesse em colocar suas plantas industriais aqui, é outro ponto importante”, pontua.
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