Enéas sofria com problemas de saúde agravados pela obesidade.
Enterro será nesta terça-feira, no cemitério de Santo Amaro, no Recife.
Eleito Rei Momo duas vezes no carnaval do Recife, Enéas Alvarez sofria com problemas de saúde agravados pela obesidade. De acordo com a família, ele tinha sido internado por uma semana, na Prontolinda, com uma embolia pulmonar, mas recebeu alta e voltou para casa.
O corpo será velado durante a tarde desta segunda-feira, na Igreja Ortodoxa da Síria, no bairro do Carmo, em Olinda, de onde era bispo. O enterro será na terça (22), no cemitério de Santo Amaro, no Recife.
Jornalista, ator, poeta, escritor, bispo da Igreja Ortodoxa Siriana (Olinda) e como se não bastasse foi Rei Momo, duas vezes, do Carnaval do Recife. Assim foi Enéas Alvarez, 64 anos, que morreu hoje (21) às 6h30 vítima de um segundo infarto em menos de 20 dias.
O velório deverá ser na pequena igreja ao lado de sua casa, na Praça Dantas Barreto, em Olinda. O enterro será amanhã (22), à tarde, provavelmente às 15h, no Mausoléu da Associação de Imprensa de Pernambuco (AIP), no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.
Enéas Alvarez escreveu durante anos crítica teatral no Jornal do Commercio e criou histórias saborosas sobre vida cotidiana. Sempre muito crítico e lírico. Ele foi diretor do Museu da Cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas. Antes de adoecer, ele escrevia Memórias de Carnavais, lembrando histórias sempre bem-humoradas de quando foi Rei Momo do Recife, 1983 e 1985.
E são inúmeras as histórias de Enéas Alvarez, admirado pelos amigos, que não são poucos. Enéas era dono de um crítico senso de humor e contador de histórias, além de profundo conhecedor de Teologia, História das Religiões e Filosofia. Foi amigo de dom Helder Camara, arcebispo emérito de Olinda e Recife.
Enéas foi também um ótimo comediante e parte do Teatro Amadores de Pernambuco (TAP), ao lado de dona Diná de Oliveira, Reinaldo Oliveira e muita gente boa, como a grande comediante Vicentina Freitas do Amaral, no papel de Quitéria, com quem fazia o par romântico e engraçadíssimo na peça Um Sábado em 30, do pernambucano Luiz Marinho, um grande sucesso do TAP em toda a sua história. Enéas interpretava o matuto Severiano. Bastava os dois entrarem em cena para o público começar a rir.
Enéas interpretou também A Ceia dos Cardeais, peça do português Júlio Dantas, na versão de 1977, ao lado de Reinaldo de Oliveira (cardeal Gonzaga), Renato Phaelante (cardeal Montmorency) e Adhelmar de Oliveira Sobrinho (Fâmulo). Enéas interpretou o cardeal Rufo.

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