Em Vinhedo (SP), quase 100% dos moradores têm saneamento básico
Na sexta, JN no Ar mostrou um cenário de pobreza, em Vargem Grande, no interior do Maranhão. No sábado foi a vez de mostrar o Brasil de riqueza em Vinhedo, no interior de São Paulo.
O JN no Ar foi para o interior de São Paulo, na cidade de Vinhedo, um dia depois de visitar o município de Vargem Grande, no Maranhão. São dois lugares que ajudam a mostrar o tamanho da desigualdade no Brasil.
Os dois dias entre Vargem Grande, no Maranhão, e Vinhedo, em São Paulo, foi uma viagem onde o ‘JN no Ar’ encontrou dois mundos em um só país. Um retrato de extrema desigualdade traçada pelos dados do IBGE.
Se na sexta-feira (18), a equipe de reportagem mostrou um cenário de pobreza, de pouca comida e pouca água em Vargem Grande, no interior do Maranhão; neste sábado (19), foi a vez de mostrar o outro lado deste Brasil. Um Brasil de riqueza, de oportunidades de emprego, onde necessidade básica, como saneamento chega a quase 100% dos moradores. Conheça Vinhedo, no interior de São Paulo, na reportagem que teve a colaboração da TV Globo em Campinas, EPTV.
Interior de São Paulo, cidade de Vinhedo, mas bem que poderia ser ‘Condado de Vinhedo’. Isso por causa do estilo diferenciado, até mesmo para os padrões de São Paulo. Grande quantidade de condomínios de luxo e muita qualidade de vida. Bem diferente de Vargem Grande, no Maranhão, mostrada na última sexta (18), no Jornal Nacional. A renda média da cidade maranhense não passa de R$156. Ao todo, 36% dos moradores vivem com até R$70 por mês.
Em Vinhedo, apenas 0,2% da população vive com até R$70 por mês e o rendimento médio é de quase R$1,5 mil, maior do que o de São Paulo e acima da média brasileira, segundo o IBGE.
Imagine uma cidade sem favelas, onde até os bairros mais pobres têm rede de esgoto, água tratada e coleta de lixo. Apenas 0,3% dos moradores de Vinhedo não têm acesso a esse tipo de serviço, segundo o IBGE.
A realidade é outra no interior do Maranhão. Mais da metade da população não tem saneamento básico adequado. O ‘JN no Ar’ mostrou os banheiros improvisados e açudes barrentos como única fonte de abastecimento para muitos moradores.
A desigualdade também é grande entre as duas cidades na área de educação. Em Vinhedo, o índice de analfabetismo é menos da metade da média nacional. Em Vargem Grande, 32% não sabem ler nem escrever.
No interior paulista, educação de qualidade, cobertura de saúde e segurança. Tudo isso a pouco mais de 70 quilômetros da capital. Cada vez mais brasileiros descobrem que viver no local é um privilégio. Segundo o IBGE, o número de habitantes aumentou desde o censo 2000, passando de 47 mil para quase 64 mil moradores.
O supervisor de processo Leonardo Bispo dos Santos é um dos que ajudaram a população de Vinhedo a crescer. Mineiro do Vale do Jequitinhonha, uma das partes mais pobres de Minas Gerais, ele formou família em Vinhedo e sente a diferença entre as regiões.
“A única coisa que a gente pode dar para um filho da gente hoje é educação. Vir para uma cidade que te oferece isso, você só tem a agradecer’, explicou o supervisor de processo Leonardo Bispo dos Santos.
Leonardo já chegou empregado a Vinhedo. Ele é um dos 600 funcionários de uma fábrica, a terceira maior do mundo no segmento de balas, doces e confeitos. O polo industrial do município é um dos mais bem estruturados do país, com 280 empresas de vários segmentos.
“Aumentamos a renda per capita graças à vinda de novas indústrias. Essas indústrias geraram um comércio mais forte na nossa cidade com uma prestação de serviços”, pontuou o prefeito Milton Serafim.
A localização do polo é estratégica: fica no centro de grandes rodovias, como Bandeirantes, Anhanguera e Miguel Melhado, que liga ao aeroporto de Viracopos, em Campinas. Isso facilita o escoamento da produção.
A mesma facilidade de acesso também foi um dos motivos que ajudaram um centro de entretenimento a se tornar o maior do Brasil. São dois milhões de visitantes por ano, aumentando, ainda mais, a arrecadação do município de Vinhedo. O parque existe há 12 anos e recebe turistas do Brasil inteiro, atraídos pela variedade de brinquedos e atividades.
“Muita atração boa. Está cheio de coisa aqui. Ainda mais para mim, que sou turista”, disse o jovem.
O centro gera cerca de mil empregos diretos e oito mil indiretos. Praticamente 100% da mão de obra é da região, como Daiane de Lima Godói, que viaja uma hora por dia de Várzea Paulista até Vinhedo para trabalhar como atendente de lanchonete.
“Dá muita oportunidade para as pessoas de fora, principalmente para menor, que não consegue emprego fácil”, comentou a atendente Daiane de Lima Godói.
Na terra de oportunidades, o retrato de um Brasil bonito.
JN
O JN no Ar foi para o interior de São Paulo, na cidade de Vinhedo, um dia depois de visitar o município de Vargem Grande, no Maranhão. São dois lugares que ajudam a mostrar o tamanho da desigualdade no Brasil.
Os dois dias entre Vargem Grande, no Maranhão, e Vinhedo, em São Paulo, foi uma viagem onde o ‘JN no Ar’ encontrou dois mundos em um só país. Um retrato de extrema desigualdade traçada pelos dados do IBGE.
Se na sexta-feira (18), a equipe de reportagem mostrou um cenário de pobreza, de pouca comida e pouca água em Vargem Grande, no interior do Maranhão; neste sábado (19), foi a vez de mostrar o outro lado deste Brasil. Um Brasil de riqueza, de oportunidades de emprego, onde necessidade básica, como saneamento chega a quase 100% dos moradores. Conheça Vinhedo, no interior de São Paulo, na reportagem que teve a colaboração da TV Globo em Campinas, EPTV.
Interior de São Paulo, cidade de Vinhedo, mas bem que poderia ser ‘Condado de Vinhedo’. Isso por causa do estilo diferenciado, até mesmo para os padrões de São Paulo. Grande quantidade de condomínios de luxo e muita qualidade de vida. Bem diferente de Vargem Grande, no Maranhão, mostrada na última sexta (18), no Jornal Nacional. A renda média da cidade maranhense não passa de R$156. Ao todo, 36% dos moradores vivem com até R$70 por mês.
Em Vinhedo, apenas 0,2% da população vive com até R$70 por mês e o rendimento médio é de quase R$1,5 mil, maior do que o de São Paulo e acima da média brasileira, segundo o IBGE.
Imagine uma cidade sem favelas, onde até os bairros mais pobres têm rede de esgoto, água tratada e coleta de lixo. Apenas 0,3% dos moradores de Vinhedo não têm acesso a esse tipo de serviço, segundo o IBGE.
A realidade é outra no interior do Maranhão. Mais da metade da população não tem saneamento básico adequado. O ‘JN no Ar’ mostrou os banheiros improvisados e açudes barrentos como única fonte de abastecimento para muitos moradores.
A desigualdade também é grande entre as duas cidades na área de educação. Em Vinhedo, o índice de analfabetismo é menos da metade da média nacional. Em Vargem Grande, 32% não sabem ler nem escrever.
No interior paulista, educação de qualidade, cobertura de saúde e segurança. Tudo isso a pouco mais de 70 quilômetros da capital. Cada vez mais brasileiros descobrem que viver no local é um privilégio. Segundo o IBGE, o número de habitantes aumentou desde o censo 2000, passando de 47 mil para quase 64 mil moradores.
O supervisor de processo Leonardo Bispo dos Santos é um dos que ajudaram a população de Vinhedo a crescer. Mineiro do Vale do Jequitinhonha, uma das partes mais pobres de Minas Gerais, ele formou família em Vinhedo e sente a diferença entre as regiões.
“A única coisa que a gente pode dar para um filho da gente hoje é educação. Vir para uma cidade que te oferece isso, você só tem a agradecer’, explicou o supervisor de processo Leonardo Bispo dos Santos.
Leonardo já chegou empregado a Vinhedo. Ele é um dos 600 funcionários de uma fábrica, a terceira maior do mundo no segmento de balas, doces e confeitos. O polo industrial do município é um dos mais bem estruturados do país, com 280 empresas de vários segmentos.
“Aumentamos a renda per capita graças à vinda de novas indústrias. Essas indústrias geraram um comércio mais forte na nossa cidade com uma prestação de serviços”, pontuou o prefeito Milton Serafim.
A localização do polo é estratégica: fica no centro de grandes rodovias, como Bandeirantes, Anhanguera e Miguel Melhado, que liga ao aeroporto de Viracopos, em Campinas. Isso facilita o escoamento da produção.
A mesma facilidade de acesso também foi um dos motivos que ajudaram um centro de entretenimento a se tornar o maior do Brasil. São dois milhões de visitantes por ano, aumentando, ainda mais, a arrecadação do município de Vinhedo. O parque existe há 12 anos e recebe turistas do Brasil inteiro, atraídos pela variedade de brinquedos e atividades.
“Muita atração boa. Está cheio de coisa aqui. Ainda mais para mim, que sou turista”, disse o jovem.
O centro gera cerca de mil empregos diretos e oito mil indiretos. Praticamente 100% da mão de obra é da região, como Daiane de Lima Godói, que viaja uma hora por dia de Várzea Paulista até Vinhedo para trabalhar como atendente de lanchonete.
“Dá muita oportunidade para as pessoas de fora, principalmente para menor, que não consegue emprego fácil”, comentou a atendente Daiane de Lima Godói.
Na terra de oportunidades, o retrato de um Brasil bonito.
JN



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