De acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), o Brasil serve como exemplo mundial no combate ao trabalho de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos durante os últimos 20 anos.
No entanto, cerca de 4,1 milhões de crianças e adolescentes ainda trabalham ilegalmente no país, sobretudo no Norte e Nordeste.
A diretora-geral do Programa internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil da OIT, Constance Thomas, chega nesta quarta-feira ao Brasil e ficará até o dia 13. Thomas se reunirá com os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome); e com os integrantes do Ministério Público e Ministério das Relações Exteriores.
Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador nacional do Projeto Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil da organização, Renato Mendes, afirma que o fim da exploração de crianças e adolescentes está diretamente associado às políticas públicas na área social.
Mendes destacou a preocupação da OIT com a possibilidade de o trabalho infantojuvenil ser retomado em áreas que estava extinto devido aos impactos da crise internacional.
Autoridades do Timor Leste compareceram em território brasileiro, na semana passada, em visita que pretendia estudar os programas desenvolvidos em várias cidades do país para que sejam implantadas, no primeiro semestre de 2012, na ilha do Sudeste Asiático.
A lei brasileira proíbe a execução do trabalhado considerado perigoso por menores de 18 anos. Pessoas entre 14 e 15 anos podem trabalhar como aprendiz e, aos 16 anos, o jovem pode ser contratado com carteira assinada, de acordo com a legislação.

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