Fábrica vai depender do mercado
AMBEV Planta do Cabo só será mantida se tiver demanda suficiente no segmento de refrigerante. Produção começou em 1964
O futuro da fábrica da AmBev no Cabo de Santo Agostinho, a partir de 2013, vai depender do comportamento do mercado de bebidas no Nordeste. A partir de maio deste ano, a produção de cervejas será transferida para a nova planta industrial em Itapissuma. Para este exercício, a empresa programou a produção de refrigerantes até o final do ano. A informação é do diretor de Comunicação Externa da AmBev, Alexandre Loures, que falou ontem com a imprensa pernambucana, depois de a companhia ter se pronunciado apenas por nota na última quarta-feira.O acompanhamento do mercado para programar as estratégias vale tanto para a fábrica do Cabo, quanto para as demais unidades do grupo, diz, destacando a importância que os mercados do Nordeste e de Pernambuco têm hoje para a companhia. Pernambuco é um Estado estratégico por sua capacidade econômica e logística e pela curva ascendente de investimentos, observa.
Loures revela que, no ano passado, a estimativa da AmBev era investir R$ 290 milhões no Estado, mas que esse número saltou para R$ 500 milhões com a ampliação do projeto da fábrica de Itapissuma, que vai produzir todo o portfólio de bebidas da empresa e é, segundo ele, a unidade mais produtiva e moderna da companhia no mundo.
A fábrica iniciou sua produção comercial em novembro de 2011 e já está produzindo refrigerante e cerveja. A inauguração oficial está prevista para o primeiro semestre deste ano, dependendo da agenda de autoridades e executivos da AmBev. Para a unidade do Cabo, que foi inaugurada em 1964 pela então Brahma, o projeto é construir um centro de distribuição ainda este ano. Parte dos funcionários poderá ser aproveitada nesse CD e outros poderão ser transferidos para Itapissuma. Temos interesse em aproveitar o maior número de funcionários que formamos e têm bastante experiência, diz.
Jornal do Commercio

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