Para auxiliar nas negociações, as escolas montarão equipes para receber os pais e chegar a um acordo sobre o pagamento das mensalidades atrasadas. Normalmente a quitação do débito acontece em dinheiro, mas não estão excluídas possibilidades de prestação de serviços ou fornecimento de materiais – dependendo da disponibilidade das escolas em aceitarem formas alternativas de pagamento.
Por parte da Defensoria Pública do Estado, a ação é coordenada pela defensora pública Cristina Sakaki. Ela afirma que o mutirão tem proporcionado um alto índice de negociação entre pais e donos de escolas, destacando que este ano não haverá prorrogação da ação, que será encerrada no dia 25 de janeiro, para não prejudicar o início do semestre letivo nas escolas.
A defensora disse que “há casos de negociações de pais que devem dois ou três meses de mensalidade, mas há os casos mais graves em que o débito corresponde a um ano inteiro. As principais causas para este tipo de inadimplência são problemas familiares, como separação, doença ou morte na família, e dificuldades financeira dos pais e responsáveis”, detalha.
Cristina Sakaki informa que na falta de um acordo, as escolas podem se recusar a renovar a matrícula dos alunos inadimplentes, mas não podem reter documentos, nem constranger pais e alunos. Ela lembra que no primeiro ano do mutirão, havia casos de escolas com até 50% de inadimplência nas mensalidades, mas que hoje a inadimplência fica em torno de 10% a 20%.
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