A estratégia da CNB de sangrar o prefeito João da Costa até a prévia, com o desmonte do seu governo, está dando certo. A saída cronometrada dos secretários ligados a Maurício Rands e a Humberto Costa vem criando um clima de horror na Prefeitura do Recife e o prefeito tem varado noites na sua resistência, que muitos já consideram inútil. A propósito, “deixar sangrar” foi uma das receitas recomendadas à oposição pelo ex-presidente Fernando Henrique em relação a Lula, quando o então presidente padecia com as denúncias de mensalão. Lula sangrou e muito. Cogitou-se até de um impeachment, mas foi reeleito. A diferença dos sangramentos é que a guerra contra Lula era da oposição enquanto a que está sendo travada contra João da Costa parte de seus próprios companheiros.
...Até agora, mesmo com as informações de que está ao lado de Rands, o governador Eduardo Campos foi o único a esboçar, ainda que indiretamente, solidariedade a João da Costa. No seu entender, nas disputas partidárias é preciso encontrar saídas para todos os envolvidos.
Mas a CNB arquitetou a pior das quedas para o prefeito – um impeachment branco.

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