quarta-feira, 28 de março de 2012

Febre aftosa RN e PB recebem cartão amarelo do Ministério


O Rio Grande do Norte e a Paraíba não atenderam à expectativa mínima esperada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o controle preventivo da febre aftosa e terão restrições para transitar com seus animais susceptíveis à doença e produtos aos demais estados. A restrição é válida até que esses dois estados sejam incluídos na lista conforme os resultados das auditorias seguintes. Enquanto isso, os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí avançaram para a próxima etapa prevista dentro do cronograma definido pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) com a realização do inquérito soroepidemiológico nos estados.

"Precisamos ter certeza de que não há circulação de vírus na região e que os estados contam com uma estrutura mínima para manter o status alcançado. Queremos que o bloco avance como um todo para que possamos apresentar um pleito único, de toda a região, junto à Organização Mundial de Saúde Animal", declarou o diretor do DSA, Guilherme Marques.

Ontem, em Brasília, um termo de compromisso proposto pelo Mapa foi assinado por representantes de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte para garantir o prosseguimento do projeto de ampliação da zona livre de febre aftosa do Brasil. Nele, os secretários da Agricultura dos estados se comprometem a executar integralmente as medidas acertadas nos Planos de Ação e aquelas consideradas complementares para correção das deficiências apontadas em auditorias do Mapa realizadas em 2011 e no início de 2012.

No documento, as autoridades estaduais também garantem o cumprimento das condições exigidas para o avanço dos trabalhos. O objetivo é alcançar os resultados mínimos satisfatórios para itens considerados imprescindíveis e melhorar os demais critérios (classificados como importantes ou necessários) sem retrocesso nos 27 pontos avaliados pelo Ministério.

Somados, os convênios plurianuais estabelecidos pelo Mapa com os estados (exceto o RN e Piauí) atingem cerca de R$ 100 milhões. O principalobjetivo é permitir que a região seja reconhecida nacionalmente como livre de febre aftosa com vacinação ainda este ano, o que dependerá da implementação das melhorias recomendadas e dos resultados da investigação soroepidemiológica.

Fonte: Diário de Natal

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