Será anunciado na próxima semana um conjunto de medidas para baixar o custo do crédito no país. O Banco do Brasil vai reduzir, em média, 50% as taxas de juros cobradas em financiamentos concedidos a pessoas físicas e empresas. A Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste também entrarão no plano. A ideia do governo é derrubar os juros para famílias e empresas e pressionar as instituições privadas a fazerem o mesmo, para que, como isso, o país consiga crescer os 4,5% em 2012, como quer a presidente Dilma Rousseff.
Além dessa novidade, as linhas de capital de giro para o setor produtivo em geral ficarão mais baratas e as taxas do cheque especial para pessoas físicas também serão reduzidas. O objetivo é que ela reduza, em alguns casos, de 12% para 3% ao mês. Também haverá flexibilização das regras para portabilidade do crédito.
Uma das ações mais pontuais é a redução do spread bancário, que é a diferença entre o custo de dinheiro para o banco e quanto que ele cobra dos clientes, para os exportadores que usam o Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). O Banco do Brasil liera esse tipo de operação no país.
O ministro da Fazenda, que considera o spread bancário "absurdo", vem observando com atenção as medidas propostas. Guido Mantega ordenou que se mudasse o plano anterior de fixar uma taxa única de 2% ao mês para a maioria dos clientes das instituições. Ele não queria correr o risco de aumentar os juros para algumas empresas que já conseguem taxas mais baratas quando negociam diretamente com o gerente de suas contas. Mantega falou diretamente com Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, e com Jorge Herde, presidente da Caixa Econômica Federal, que tiveram reuniões para tratar do assunto na semana passada. Os planos das duas instituições bancárias foram levados para a aprovação da presidente Dilma.
Este pacote de redução deve levar o Tesouro Nacional a injetar recursos nos bancos públicos para que eles possam emprestar mais sem ultrapassar os limites de capacidade de empréstimo fixados pelo Banco Central. O BNDES tavam irá receber recursos. De acordo com técnicos do governo, a capitalização, neste caso, será usada para reforçar o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que fornece crédito para a compra de bens de capital e componentes, caminhões, inovação tecnológica e engenharia, tratores e máquinas, bens de informática e telecomunicações.

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