A rotina da pequena Itaquitinga, na Nona da Mata Norte, tende a mudar nos próximos quando for entregue a primeira etapa do Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga – CIR. Construído numa área de 98 hectares, a 10 km do centro, ao custo de R$ 287 milhões, dos quais R$ 230 milhões financiados pelo Banco do Nordeste do Brasil – BNB – o presídio de segurança máxima terá capacidade para receber 3.126 detentos e será composto de duas unidades.
Uma para regime semiaberto, com 600 internos cada, e três unidades para regime fechado, com 642 internos cada, além de uma Administração Geral e uma Portaria Principal. A construção do Complexo vai possibilitar a desativação das duas penitenciárias existentes hoje na Ilha de Itamaracá, a PAI (Penitenciária Agroindustrial São João) e a Professor Barreto Campelo.
As duas unidades apresentam um déficit de 869 vagas. Apenas o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) não serão transferidos para Itaquitinga. A ideia de sediar um presídio, inicialmente, não foi bem assimilada pela população, mas o prefeito Giovani Oliveira (PMN) acabou fazendo uma campanha e convencendo os diversos segmentos da sociedade que traria dividendos econômicos para o município.
Na construção, estão sendo gerados cerca de dois mil empregos diretos, 77,8% do número de empregos do município, com aproveitamento da mão de obra local. Quando estiver em funcionamento, mais de mil empregos serão gerados, incremento de 38,9% no número de pessoas ocupadas formalmente no município. Itaquitinga era distrito de Goiana e, inicialmente, denominado Areias, sendo, por isso, chamado Areias de Goiana. O nome foi mudado para Itaquitinga a 31 de dezembro de 1943, através de decreto-lei estadual. Itaquitinga tornou-se município autônomo a 20 de dezembro de 1963, sendo instalado a 23 de maio de 1964.
As principais atividades econômicas são agricultura e comércio. Os principais produtos agrícolas são batata doce, coco, cana de açúcar, feijão, banana, mamão e abacaxi.
O artesanato em barro ocupa grande parte da população. Utensílios domésticos como panelas e tigelas, santos e personagens do imaginário popular nordestino são as peças mais produzidas. A influência indígena é notável. Falei na Câmara de Vereadores para estudantes do curso municipal de Jovens e Adultos e do curso Itaquitinga do futuro, da escola Serafim Pessoa de Melo.
Além de estudantes, a plateia foi formada por políticos, como o presidente da Câmara, Roque João dos Santos (PPS), e o vereador Levi Cavalcanti (PTB), além do vice-prefeito Ivanildo Pereira. Também presentes a diretora de ensino da Secretaria de Educação de Itaquitinga, Maria Magdala; o diretor da Secretaria de Esportes, Iraktan Mendes; e os radialistas Djalma Brito e Josivaldo César, da Itaquitinga FM. |
sexta-feira, 23 de março de 2012
Itaquitinga absorve ideia do presídio de segurança máxima
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