O Papa Bento XVI chegou, nesta sexta-feira, ao México para mudar o quadro da Igreja Católica no país, depois que a religião sofreu a mais forte perda de fiéis mexicanos da história. Nos últimos dez anos, o índice de católicos, em 2000, correspondia a 88% da população, mas passou para 83,9% em 2010.
O México possui mais de 100 milhões de católicos e receberá pela primeira vez o pontífice. A viagem é a segunda de Joseph Ratzinger à América Latina desde o início do papado em 2005.
A queda no número de fiéis se alia ao aumento da proporção de evangélicos e protestantes: de 5,2% chegou a 7,6% na última década. O crescente percentual de ateus e agnósticos, no entanto, tem preocupado mais a Igreja Católica.
A Conferência do Episcopado Mexicano acredita que o país enfrenta uma "crise de fé", e destaca o objetivo "evangelizador" da visita do pontífice.
O antecessor de Ratzinger, o Papa João Paulo II, Karol Wojtyla, marcou presença no México cinco vezes e tinha a simpatia da população que o considerava o "Papa Mexicano". De acordo com pesquisa de opinião, 72% dos católicos mexicanos confessaram gostar mais de João Paulo II do que Bento XVI.
Após a passagem pelo país, o Papa segue rumo a Cuba, onde tem chances de se reunir com o ex-presidente Fidel Castro, que foi excomungado há 50 anos.

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