Cinco das sete usinas pernambucanas em débito com fornecedores de cana pedem um prazo maior às entidades dos produtores para negociar as dívidas antes do passivo ser apresentado à secretaria da Fazenda. O temor das unidades industriais é de perder o crédito presumido do ICMS estadual, espécie de isenção fiscal, uma vez que, segundo o Decreto 37.832, desde 1º de março, a Associação e o Sindicato dos Fornecedores de Cana podem informar o débito à Fazenda, provocando a suspensão deste benefício das unidades.
Com o decreto, a liberação da isenção está condicionada à ausência de dívidas com os canavieiros. Mediante a solicitação das usinas, o Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado (Sindicape) e a AFCP informam que aguardarão até o último dia útil do mês. “Estamos dando mais um crédito de confiança”, diz o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima, esperando não se decepcionar novamente, tendo em vista que existem unidades que acumulam dívidas desde a safra passada.

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