domingo, 1 de abril de 2012

“Novo Recife” é a realização de uma velha realidade, afirmam especialistas


Barrar o progresso… Que progresso? – “Trata-se de uma velha fórmula. O projeto propõe um neo-feudo, repleto de suseranos e vassalos”. É o que afirma André Lopes Corbusier, arquiteto e urbanista recifense. O Projeto Novo Recife, prevê a inserção de 13 torres (junto com um bairro inteiro) no Cais José Estelita, antiga e “desértica” área da cidade. Com um claro objetivo de favorecer aos interesses aristocráticos, aos donos de shoppings e às mega-empresas, o plano oculta, sob máscara de progresso, um futuro caótico e inadministrável de um novo locus que violentará a quietude de uma região carente de requalificação e não de plastificação. É a promessa de mais ângulos retos e estéreis em uma colossal área da cidade que terá tanto calor humano quanto um quilo de chuchu light. “Recife tem se desumanizado, está deixando de ser uma cidade para pedestres e se travestindo de cidade do motor. Parece já se preparar para os carros voadores”, alerta Andrei Butzner Jacobs, urbanista garanhuense. “É preocupante. A arquitetura introverteu-se aos poucos, transformou-se em uma espécie de galeria de máquinas, a sala de exposição das ciências e das técnicas, técnicas derivadas do maquinismo industrial, da revolução dos transportes e, finalmente, da célebre conquista de espaço. Recife está chafurdando de corpo inteiro nessa tendência”, afirma Paulo Viril, urbanista caruaruense. E você cidadão, que opinião alimenta? O que é o progresso? Os fins justificam os meios?


Especial 1º de abril

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