Começa ontem o 8º Feirão da Casa Própria no Centro de Convenções de Pernambuco. O evento, que segue até o próximo domingo, colocará 21,5 mil imóveis em oferta, com redução de 1% a 2,1% nos juros anuais, prazos a perder de vista e condições flexíveis. Parece o paraíso, não é? Cuidado! Tantas vantagens podem esconder armadilhas. A mais perigosa delas é tomar uma decisão precipitada e assumir um compromisso além do permitido pelo orçamento. Outro erro comum é, na empolgação, comprar um imóvel com preço acima do praticado pelo mercado. Para chegar ao seu objetivo final sem tropeçar nesses e em outros obstáculos, a dica é ter planejamento, informação, paciência e fazer conta.
O primeiro passo, segundo o coordenador do departamento de economia da Faculdade de Boa Viagem (FBV), Antônio Pessoa, é calcular todas as dívidas concretas e previstas da família e descobrir quanto do orçamento pode ser destinado para a compra do imóvel. “O ideal é que apenas 30% dos ganhos totais da família fiquem comprometidos com dívidas. Em alguns casos, isso pode chegar até 40%. Então, se hoje você já tem 15% do orçamento destinado ao pagamento de parcelas de algum bem, só poderá comprar um imóvel cujas parcelas correspondam a outros 25% de seus ganhos.”
Feito isso, é hora de avaliar o mercado. Escolha uma área ou alguns bairros de seu interesse e procure os valores por metro quadrado cobrados nessa região. Assim, você não chegará “cego” aos estandes das construtoras. Se não tiver tempo, vale dar uma olhada nos sites de busca de imóveis (diariodepernambuco.lugarcerto.com.br). “Qualquer pessoa que quer negociar precisa ter uma base para essa negociação. Se você tem valores em mente, dificilmente será levado a comprar algo acima do preço”, reforça Antonio Pessoa.
Já Eduardo Moura, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco, acredita que, uma vez escolhida a região, a diferença de preços será pequena. A questão, então, é analisar os detalhes oferecidos pelas construtoras. “O melhor de um feirão é que são vários imóveis em um só lugar. Para aproveitar essa logística, o consumidor pode escolher o imóvel com melhor acabamento, ou maiores opções de lazer, ou no andar que ele considera mais interessante. A ideia encontrar a oferta perfeita.”
Alerta - O Procon-PE registrou aumento das reclamações na comparação entre o primeiro trimestre de 2011 e o primeiro trimestre deste ano (de seis para 22). Para alertar a população, o órgão lançou uma cartilha. O diretor-geral, José Rangel, lembra que, ao registrar o contrato de compra e venda do imóvel, os consumidores devem exigir que a proposta seja aprovada pela imobiliária e tenha anuência da construtora. “Muita gente tem comprado através de imobiliárias e, quando vai acertar os detalhes com as construtoras, fica sabendo que o imóvel foi vendido para outra pessoa. Isso gera uma enorme confusão. É melhor prevenir.”

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