Terminou após 5h30 de duração, nesta sexta-feira (18), a apresentação da primeira posição oficial sobre a queda do avião modelo LET 410, da Noar Linhas Aéreas, ocorrida em 2011. A aeronave caiu minutos depois da decolagem no Aeroporto Internacional dos Guararapes, deixando 16 vítimas fatais. Na saída do encontro, realizado no Hotel Mar Olinda Cult, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a maioria dos familiares não aceitou conversar com a imprensa, atendendo a um acordo de sigilo, estabelecido com a própria empresa.
Na reunião foi divulgado o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O laudo encerrou uma das etapas da espera dos familiares por fatores que pudessem justificar a tragédia. Os pais do cirurgião-dentista Raul Farias, de 24 anos, afirmaram que a explicação pode ser considerada justificatória. Já a família da engenheira Maria da Conceição de Oliveira, de 46 anos, declarou que espera com muita expectativa o relatório da Polícia Federal, que segue ainda sem prazo para conclusão do inquérito.
Um dos fatores que chamou a atenção foi a informação repassada pelo Cenipa de que o avião poderia estar em condição de sobrecarga, no momento do acidente. Segundo dados, um erro no software que controlava a carga pode ter ocultado o real peso da aeronave, interferindo na queda. O documento também indicou negligência da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que teria fiscalizado a aeronave, trinta dias antes, sem encontrar qualquer problema. A combustão do lado esquerdo do motor, causada por uma peça partida, também está entre os pontos apresentados.
O delegado Antônio de Pádua, à frente do caso, afirmou que não há demora no andamento da investigação, uma vez que a apuração de responsabilidade em casos de desastres aéreos é mais complicada, já que os fatores são múltiplos. Essas dificuldades geralmente resultam em penas mais brandas para os possíveis indiciados. Como a legislação brasileira precisa de provas de intenção (dolo), a maioria acaba sendo responsabilizado por imprudência, negligência ou imperícia.
Confira o cronograma de espera enfrentado pelos familiares das vítimas:
• 13 de julho de 2011 o LET caiu e iniciou-se a investigação com a Polícia Civil e Cenipa.
• Ainda em julho a investigação foi direcionada para Polícia Federal (PF)
• Em setembro de 2011 o Cenipa se encontrou com os parentes para uma primeira reunião.
• Em julho de 2012 houve nova reunião com o Cenipa e parentes para detalhar o andamento da investigação do órgão.
• Em março de 2013, os autos do inquérito da PF foram encaminhados para a Justiça Federal onde permanecem a espera de autorização para diligências.
• 19 de julho 2013 entrega do relatório final do Cenipa para formalização de documento de prevenção a acidentes.
• A investigação da PF deve ser concluída até o final de 2013.
• Ainda em julho a investigação foi direcionada para Polícia Federal (PF)
• Em setembro de 2011 o Cenipa se encontrou com os parentes para uma primeira reunião.
• Em julho de 2012 houve nova reunião com o Cenipa e parentes para detalhar o andamento da investigação do órgão.
• Em março de 2013, os autos do inquérito da PF foram encaminhados para a Justiça Federal onde permanecem a espera de autorização para diligências.
• 19 de julho 2013 entrega do relatório final do Cenipa para formalização de documento de prevenção a acidentes.
• A investigação da PF deve ser concluída até o final de 2013.

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