Amigos meus, que entraram no TelexFree, me cantaram para fazer o mesmo. “Bota 3 mil e já no mês seguinte tu ganha 800 todo mês”, garantiam. Um desses amigos tirou 10 mil da poupança e estava embolsando 8 mil todo santo mês, de modo que, quando a justiça suspendeu as atividades da empresa ele já tinha retirado 24 mil. Ainda bem, não perdeu o investimento, mas eu disse a ele e aos outros que não entraria, primeiro porque não dispunha de capital sobrando e segundo por ser adepto daquela filosofia que diz “de esmola grande o cego desconfia”.
Nem todos, porém, tiveram a mesma sorte do meu amigo, aquele que conseguiu recuperar o seu e mais algum antes do fechamento. Há casos de gente que vendeu a casa para investir no negócio, outros fizeram empréstimos consignados para botar lá e ficarem ricos, todo mundo com o olhar guloso no ganhar fácil e sem risco.
Ganhar fácil sim, pois, como fiquei sabendo através desse amigo, o trabalho de cada investidor consistia em arrumar mais gente para botar dinheiro no negócio e, ao acordar, fazer propaganda do TelexFree pela internet.
Houve um cidadão que brigou com a mulher e saiu de casa para não largar o TelexFree, ou seja, o homem trocou até de mulher, rejeitou o aconchego dos lençóis para ficar com o cheiro do dinheiro.
Mas é bom todo mundo ficar ligado, porque o TelexFree não é o único que se instalou no Brasil. A febre cresceu. Parece até churrasquinho de gato, que quando surgiu pela primeira vez aqui em João Pessoa e fez sucesso, contaminou a cidade de canto a canto. Houve um tempo em que o bicho gato correu risco de extinção na cidade, tantos eram os espetinhos que barroavam uns nos outros nas esquinas e bibocas.
O vereador Marmuth, da Capital, se diz ameaçado de morte pelos desesperados deserdados do TelexFree, por ter se atrevido a denunciar o negócio. Contudo, não foi Marmuth o responsável pelo fechamento da empresa. A decisão veio do Norte, se não me engano de Roraima ou Rondônia. Uma juíza de lá se empriquitou e mandou a caneta pra cima da piãozada
Nem todos, porém, tiveram a mesma sorte do meu amigo, aquele que conseguiu recuperar o seu e mais algum antes do fechamento. Há casos de gente que vendeu a casa para investir no negócio, outros fizeram empréstimos consignados para botar lá e ficarem ricos, todo mundo com o olhar guloso no ganhar fácil e sem risco.
Ganhar fácil sim, pois, como fiquei sabendo através desse amigo, o trabalho de cada investidor consistia em arrumar mais gente para botar dinheiro no negócio e, ao acordar, fazer propaganda do TelexFree pela internet.
Houve um cidadão que brigou com a mulher e saiu de casa para não largar o TelexFree, ou seja, o homem trocou até de mulher, rejeitou o aconchego dos lençóis para ficar com o cheiro do dinheiro.
Mas é bom todo mundo ficar ligado, porque o TelexFree não é o único que se instalou no Brasil. A febre cresceu. Parece até churrasquinho de gato, que quando surgiu pela primeira vez aqui em João Pessoa e fez sucesso, contaminou a cidade de canto a canto. Houve um tempo em que o bicho gato correu risco de extinção na cidade, tantos eram os espetinhos que barroavam uns nos outros nas esquinas e bibocas.
O vereador Marmuth, da Capital, se diz ameaçado de morte pelos desesperados deserdados do TelexFree, por ter se atrevido a denunciar o negócio. Contudo, não foi Marmuth o responsável pelo fechamento da empresa. A decisão veio do Norte, se não me engano de Roraima ou Rondônia. Uma juíza de lá se empriquitou e mandou a caneta pra cima da piãozada

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