Preso em Brasília, desde junho deste ano, o deputado federal Natan Donadon (ex-PMDB) que mesmo preso teve seu mandato parlamentar mantido nesta quarta-feira (28), 32 meses após ter sido condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 28 de outubro de 2010. Por dois anos e meio, ele circulou pela Câmara na condição de deputado condenado. Com o deputado, o contribuinte gastou quase R$ 4 milhões. As informações são do Congresso em Foco.
Desde o início da atual legislatura, até a data da prisão, Donadon recebeu R$ 962 mil apenas em salários. Durante 29 meses de mandato, ele recebeu 36 remunerações de R$ 26,7 mil, entre vencimentos mensais, 13º, 14º e 15º salários. Além disso, outros R$ 893,4 mil foram destinados a ele na forma de ressarcimento para cobrir despesas associadas ao mandato. E o deputado ainda teve mais R$ 2 milhões para gastar com funcionários que serviam em seu gabinete na capital federal e no escritório político em Rondônia.
Todos esses benefícios, somados o valor da fatura para o contribuinte chega a R$ 3.949.497,55. Segundo a publicação, com esse montante, seria possível manter 45 presos, ao custo de R$ 3 mil mensais, durante o tempo que ele exerceu mandato na condição de condenado.
Mas quem imagina que os gastos se resumiram a esses está enganado. Nesse período, Donadon e família usufruíram de um apartamento funcional de 225 metros quadrados em Brasília. Até o último dia 17, a Câmara tentava desalojar os familiares do deputado, que continuavam a ocupar o imóvel mesmo após a prisão dele.
A reportagem procurou os advogados e assessores de Donadon, no entanto, não obteve esclarecimentos sobre o caso e a defesa que deverá ser apresentada aos seus colegas. O advogado Bruno Rodrigues, ao ser procurado, afirmou que só cuidava da defesa do deputado no STF. Já o advogado Gilson César Stéfanes, advogado que deve representar o deputado no plenário, não foi localizado.

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