A estratégia do Palácio do Planalto em divulgar as ações realizadas com recursos do governo federal com a presença de ministros e de parlamentares do partido nas inaugurações e lançamentos de programas teve um "aperitivo" no estado nesta sexta-feira (2). O lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar, a única agenda pública do governador Eduardo Campos (PSB) do dia, teve a presença do ministro da Agricultura, Pepe Vargas, e do senador Humberto Costa (PT). Em seus discursos, ambos fizeram a defesa da presidente Dilma Rousseff.
Em um discurso duro, o senador petista destacou as obras do governo Dilma Rousseff no estado, como as adutoras do Agreste e do Pajeú, além de ressaltar a importância da liberação de recursos para os prefeitos do país. "Foi por isso que Pernambuco votou maciçamente na presidente e, assim como o governador Eduardo Campos reconhece a atuação dela, os segmentos sociais e os prefeitos haverão de reconhecer. Votou-se nela, porque todos sabiam que ela ia dar continuidade ao trabalho de Lula", afirmou.
O discurso de Humberto Costa foi proferido oucos dias depois das declarações de Eduardo com cobranças para o governo federal. Em viagem ao Sertão pernambucano, o governador fez ataques à administração Dilma. Disse, por exemplo, em Ouricuri, que não era possível “tocar o Brasil matando os municípios e os estados”. Na avaliação dele, é preciso investir primeiro em ações básicas para alcançar uma política estruturante para o Brasil. Em Petrolina, Eduardo criticou o fato de o governo federal não aumentar a fatia de investimentos na saúde.
Já Eduardo Campos, em seu discurso, destacou a necessidade de um ação federativa para atender as demandas do estado. Afirmou que o lançamento do Plano Safra é fruto de conversas dos governos estaduais com o federal para atender às necessidades do semiárido. Em entrevista, o governador minimizou as declarações de Humberto Costa. Questionado sobre o discurso do aliado, se o petista teria feito uma espécie de cobrança para que as ações da presidente Dilma fossem reconhecidas, o socialista respondeu: "Ele disse isso, foi? Nem percebi."
Com informações da repórter Rosália Rangel, do Diario de Pernambuco

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