Obama buscará autorização do Congresso para atacar a Síria. A decisão foi divulgada pelo presidente americano em uma entrevista concedida na Casa Branca na tarde deste sábado (31). Para os Estados Unidos, há fortes indícios do uso de armas químicas durante os conflitos causados pela instabilidade política da Síria. Segundo um porta-voz americano, o debate no Congresso deve começar no próximo dia 9.
"Depois de uma cuidadosa análise, decidi que os americanos estão preparados para uma ofensiva contra a Síria", disse Obama. Para o presidente, o atual governo sírio tem que ser "responsabilizado" pelo uso de armas químicas.
Obama declarou que havia decidido ir adiante para realizar uma ação militar na Síria, mas acredita que é mais importante para a democracia americana obter o apoio dos legisladores do país. No anúncio, no entanto, o presidente não deixou claro quando poderia acontecer o ataque "pode ser amanhã, daqui uma semana ou daqui um mês", disse.
O anúncio de Obama teve também base no apoio das forças armadas americanas. "O comandante das forças armadas me informou que estamos prontos para atacar", declarou.
A decisão do líder americano, no entanto, contraria o posicionamento de países europeus, como o Reino Unido e a Alemanha, que se posicionaram contrários a um ataque ao longo desta semana.
A decisão do líder americano, no entanto, contraria o posicionamento de países europeus, como o Reino Unido e a Alemanha, que se posicionaram contrários a um ataque ao longo desta semana.
DEFESA - O Exército da Síria está pronto para um potencial ataque contra o país e está "com o dedo no gatilho", segundo afirmou o primeiro-ministro sírio, Wael al-Halqi, em um pronunciamento divulgado na emissora estatal de televisão. "O Exército sírio está totalmente pronto, com o dedo no gatilho para enfrentar qualquer desafio ou cenário que eles queriam promover".
Inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) que estavam na Síria para investigar o possível uso de armas químicas durante um ataque no dia 21 de agosto deixaram o país neste sábado (31), abrindo caminho para uma possível intervenção liderada pelos Estados Unidos.
Após a saída dos inspetores, uma fonte do setor de Defesa da Síria disse que o país está esperando um ataque "a qualquer momento", acrescentando que as autoridades sírias estão prontas para retaliar.
Inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) que estavam na Síria para investigar o possível uso de armas químicas durante um ataque no dia 21 de agosto deixaram o país neste sábado (31), abrindo caminho para uma possível intervenção liderada pelos Estados Unidos.
Após a saída dos inspetores, uma fonte do setor de Defesa da Síria disse que o país está esperando um ataque "a qualquer momento", acrescentando que as autoridades sírias estão prontas para retaliar.
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Fonte: AFP e Agência Estado

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