Quem está pensando em comprar uma moto, mas não tem dinheiro suficiente para uma zero-quilômetro, a saída pode estar em um modelo usado. Segundo um estudo da Assohonda, entidade que reúne os concessionários da marca, o mercado de motocicletas seminovas tem um movimento três vezes maior se comparado com as vendas de motocicletas novas. Em Pernambuco, significa cerca de nove mil motos mudando de dono todos os meses. E o cliente precisa ficar atento a alguns detalhes antes de fechar o negócio.
Ao contrário do comércio de carros usados, que se concentra em grandes e tradicionais lojas, esse é um comércio de formiguinhas, como explica Pedro Ferreira Filho, diretor-comercial da Moto Mais, revenda Honda. “É um mercado que existe principalmente nas pequenas lojas de bairro e cidades mais distantes”, comenta. Se existe uma oferta grande, é necessário muito cuidado. Comprar uma moto usada é diferente de adquirir um carro rodado. É preciso o dobro de atenção, dizem os especialistas.
Por ser alto o índice de roubos, não é difícil topar com uma motocicleta que foi produto de algum furto ou assalto. Determinar quanto vale uma moto usada também não é tarefa fácil. Praticamente não existe um valor de referência para determinado ano e modelo de moto, como acontece com os automóveis.
O veículo de duas rodas é bem mais sensível ao tipo de uso que se faz dele e está mais sujeito a depreciação provocado por acidentes, o que acaba influenciando na avaliação. “Motos idênticas, de mesmo ano de fabricação, podem variar até 30% no preço”, estima Pedro Filho, acostumado a receber motos usadas como parte de pagamento de suas motos novas. Tudo vai depender do estado geral da moto.
Veja mais no Jornal do Commercio deste domingo (6)

Nenhum comentário:
Postar um comentário