sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Rivaldo Soares deixa o PMDB em protesto contra a entrada de Tony Gel

Em protesto contra a filiação do deputado Tony Gel, o suplente de deputado federal Rivaldo Soares desfilou-se do PMDB nesta quinta-feira.
Na carta que enviou ao partido (veja a íntegra, abaixo), ele deixa “um abraço” para o prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, e dá um “conselho” ao deputado Raul Henry: cumprir a palavra empenhada.
A carta foi a seguinte:

I. Deixo hoje o PMDB, depois de quatro anos, por não concordar com a postura de seus dirigentes em Pernambuco. Em Brasília o cacique maior do partido no Estado prega a “moralidade”, inclusive com um projeto dele, que defende a perda de mandato ao político que tenha condenação no Supremo Tribunal por improbidade. Mas, aqui em Pernambuco, convida para o PMDB, com quem convive há anos, um político que tem mais de uma dezena de processos por improbidade administrativa e até é detentor de dois habeas corpus, instrumento legal para quem não quer ir preso.
II. Eu estou falando do deputado Tony Gel, um político com a cara da política brasileira dos últimos tempos, que vai dar ao PMDB de Pernambuco aquilo que só o PMDB de Alagoas e do Maranhão tinha: a cara do fisiologismo descarado do é dando que se recebe.
III. Esses pseudo-líderes do PMDB de Pernambuco rasgaram a história do partido em nosso Estado e mancham com a lama da Arena e depois PFL (trazida por Tony Gel), que eles tanto combateram. Rasgaram o título de PMDB AUTÊNTICO para ser o PMDB do autêntico fisiologismo, em busca de cargos e de algumas benesses que Eduardo Campos possa lhes oferecer, como um empreguinho de segundo escalão, da prefeitura do Recife, para o filho de Jarbas. Ou os já falados habeas corpus para Tony Gel, que tiveram o DNA do advogado irmão do governador, com um bom trânsito no TJPE.
IV. Como eu disse, essa é a nova política do novo velho PMDB de Pernambuco. Jarbas e Tony Gel agora são Eduardo Campos desde criancinhas, tudo na máxima da política do “é dando que se recebe”.
V. Contrários às verdades que falo, eles ameaçaram e até abriram processo de expulsão contra mim, por não aceitarem que o PMDB seja um partido democrático. Perderam o tempo. Não conseguiram elementos jurídicos capazes de levar a frente o intento ditatorial a que submeteram o PMDB de Pernambuco e quiseram me submeter.
VI. Hoje, saio do PMDB como entrei, por minha livre e espontânea vontade. Serei candidato a deputado federal por outra legenda e por esse novo partido construirei a terceira via tão sonhada pelo povo de minha Caruaru.
VII. A política tem que ser mudada. Ela não mudará sozinha. Para isso, devo continuar na luta. Ao amigo Júlio Lossio, que fica no PMDB, o meu abraço e obrigado por tudo. A Raul Henry, um conselho: cumpra a palavra quando a empenhar. A Jarbas Vasconcelos, meu lamento pela sua desfiguração ideológica. A Dorany Sampaio, o meu silêncio.
VIII. Ao PMDB der Pernambuco, tire meu nome de sua lista de filiados.
Rivaldo Soares

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