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Ele começou a reunir os pequenos automóveis em 1996, mas foi em 2009
que decidiu unir a paixão com uma oportunidade de ganhar mais dinheiro.
Ao abrir uma empresa para a esposa, ele se cadastrou com fornecedores e
começou a receber e revender modelos pela internet através de redes
sociais e sites de venda.As vendas chegaram a representar 30% dos ganhos mensais do designer, que atua na construção civil. "Sempre achei muito caro os preços praticados no país, sendo que eu sabia o valor que as mesmas minis eram vendidas lá fora. E aí, meu intuito sempre foi poder trazer aos colecionadores minis com valores mais acessíveis", disse, por telefone, ao G1. Reis ainda trabalha no acabamento interno das miniaturas, investindo em detalhes como som, rodas e lataria.
Miniaturas ganham acabamento interno antes da
venda. (Foto: Renato Celestrino/G1)
Mas, quem tem gosto por essa modalidade precisa investir para
'estacionar' um dos modelos na garagem. O modelo mais caro dentre as 35
miniaturas que ele tem atualmente é uma EcoSport, avaliada em R$ 400. A
coleção de Anderson já teve 55 unidades e rendeu bons ganhos para o
designer. "Já consegui vender uma única unidade por R$ 560,00", conta.venda. (Foto: Renato Celestrino/G1)
Paul Walker
Quase um mês após a morte do ator Paul Walker, de 40 anos, estrela da franquia 'Velozes e Furiosos', Reis afirma que a procura e os preços por modelos dos filmes aumentaram. Ele já fez a encomenda de quatro carros. "Na verdade, as minis que ele [Paul Walker] usou sempre foram as mais procuradas, e também as mais raras de se encontrar. A procura já aumentou, e o valor das minis de veículos usados por ele no filme já tiveram um aumento de pelo menos 50% no preço", afirmou o colecionador.
Mesmo com a paixão e os ganhos, o designer lamenta a visão que o colecionismo ainda tem no país. "Infelizmente o colecionismo tem enfraquecido a cada ano, talvez por motivos financeiros, pois realmente se trata de um hobby caro para quem se dedica. Outro ponto que até hoje se evidencia é o preconceito, pois muitos classificam as miniaturas como brinquedos ou coisa de criança", completa o colecionador.
(*) Colaborou Renato Celestrino
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