A ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon realizou sua filiação simbólica à Rede Sustentabilidade, na noite desta quarta-feira (18), em Salvador. O partido, da ex-senadora Marina Silva, não conseguiu ser formalizado a tempo para disputar as eleições de 2014. Nesta quinta-feira (19), ela ingressa formalmente no PSB. As informações são do Estado de S. Paulo.
Na solenidade, estiveram presentes Marina Silva, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), entre outras autoridades locais. A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), no entanto, não conseguiu chegar a tempo. Na ocasião, a ex-ministra aproveitou para lançar a sua pré-candidatura ao Senado pelo PSB.
Para Marina, integração é a palavra de ordem na relação entre as duas legendas. Ela afirmou que “esse é um projeto de visão, que estamos levando à frente”. “Estamos muito felizes com essa parceria”, disse a ex-senadora. Ela também engrandeceu a decisão de Calmon em se candidatar. Ela disse que depois de mais de 30 anos de serviços prestados ao País, Eliana poderia se aposentar e descansar, “mas resolveu fazer algo muito importante e democratizar o seu legado”.
O governador Eduardo Campos destacou que a filiação da ex-ministra simboliza a chegada à política do que a política brasileira está precisando: a sociedade assumir a política e não o contrário.
“A ex-ministra representa uma legião de brasileiros comprometida com o comportamento ético, com o futuro da nação. Ela teve a coragem de sair do conforto para se engajar numa luta que não é fácil. Julgar não é fácil, nem é fácil se submeter ao julgamento”, disse.
Campos também ressaltou que não há mudança, para preservar conquistas, sem transformação. Disse também que o padrão político brasileiro está esgotado, “já deu o que tinha que dar, não oferecerá nada de transformador para melhorar a vida do povo brasileiro”.
A ex-ministra agradeceu a maneira como está sendo recebida nas duas siglas e garantiu não se sentir uma estranha no ninho ao ingressar na vida política. Disse que “julgar não é só uma equação entre a lei e o fato” e que “é preciso entender a sociedade a que está servindo, isso é política”.
Eliana revelou que a dificuldade era onde se alojar, e atribui a “um complô divino” encontrar duas forças lideradas por pessoas por quem sempre nutriu simpatia.
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