Presidenciáveis
enfrentam cenários turbulentos nas joias da coroa, os 10 estados mais
populosos que concentram 76% do eleitorado nacional. Governado pelo PSDB
há 20 anos, São Paulo é o local mais disputado
:
Dos 140 milhões de
eleitores confirmados pelo Tribunal Superior Eleitoral, quase 107
milhões estão concentrados em 10 colégios eleitorais, as joias da coroa
para os pré-candidatos a presidente da República em 2014. Três deles
estão no Sudeste (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro); três no
Nordeste (Bahia, Pernambuco e Ceará); os três do Sul (Rio Grande do Sul,
Paraná e Santa Catarina); e um no Norte, o Pará. E nenhum dos três
principais nomes na corrida ao Planalto tem situação segura nos maiores
conglomerados eleitorais brasileiros.
A principal disputa, sem
dúvida, é São Paulo, estado dominado pelo PSDB há 20 anos. O governador
Geraldo Alckmin tenta a reeleição e mantém uma situação confortável, com
pouco mais de 40% das intenções de voto. É palanque certo para Aécio,
principalmente depois que o ex-governador José Serra desistiu da disputa
presidencial. “Não há como negar que o Aécio está mais leve. Agora, é
colocar a campanha na rua e fazê-la pegar na veia da população”,
declarou o presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Sérgio
Guerra (PE).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), já não
esconde que o desejo é estar na campanha. Como a reforma ministerial
ainda não foi feita, as caminhadas pelo interior do estado — onde o PT é
mais fraco — estão restritas aos fins de semana. Petistas e tucanos
também acompanham, de perto, com certo incômodo, as movimentações do
peemedebista Paulo Skaff. Apesar de ser outro aliado da presidente, ele
comprou briga com as duas legendas que polarizam a eleição nacional.
Para
o PT, a queixa é sobre os ataques de Skaff ao reajuste do IPTU. Para o
PSDB, a reclamação é de que o presidente da Fiesp está utilizando o
espaço de publicidade da entidade que preside para roubar uma bandeira
levantada pelo PSDB na Câmara Municipal. “Skaff tem que chegar a 25 ou
26% nas intenções de voto (por enquanto tem 17%) se quiser ter chances
reais”, diagnosticou o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp
(RO).

Nenhum comentário:
Postar um comentário